Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala
recomeça o futuro sem esquecer o passado

22 de abril de 2009

Capitulo primeiro (3)

Só para te dar um exemplo, os meus cabelos, penteado anos 70, já não são os cabelos anos 70, porque viraram cabelo de neve, cinzentados, desbrilhantes e ralos. E os teus? Já não sei se são os longos cabelos castanhos que ultrapassavam o meio das costas, lisos e brilhantes. Sedosos se bem me lembro, esvoaçando na motinha azul. Também já não sei se o teu olhar seria suficiente para me aquecer, ou seria apenas para me fazer corar de timidez por breves instantes do estilo chuva passageira. E a tua determinação? Ou será que fragilizaste? E o teu porte ainda é altivo ou já vergaste perante a vida?

Eu sei que a minha vida segue o seu curso. Como a tua segue o dela.

Será que estas duas linhas paralelas que ambos criamos, faz tantos anos que eu já nem os sei contar, um dia vão deixar de o ser? Bem, eu sei que desperto para a vida em cada segundo, renasço em cada pensamento, reforço-me em cada imaginação. E tu? Que é feito de ti?


Sanzalando

21 de abril de 2009

Capitulo primeiro (2)

Mas estamos em Abril e eu tenho que me contentar com isso. E a chuva de Abril não é igual à chuva de Março. É a realidade, vou fazer mais como então? Jamais eu vou conseguir chegar à casa da vizinha da minha adolescência, como também não consigo recuperar os ímpetos que me fariam ultrapassar qualquer intransponível fronteira. Posso prometer, com juras e outros estímulos quaisquer, mas a minha vizinha não me olhará com os olhos de antigamente. Porque o tempo passou e os meus olhos humedecidos, feitos tontos de emoção recebem cada madrugada como se fosse a última e cada silêncio de romper da aurora como se fosse um estrondoso ruído de coisas nenhumas, já não são os olhos de outrora. Os teus também não e os da minha vizinha acho que nunca mais foram os mesmos desde que deixaram de me ver a espreitar da minha varada nos fins de tarde, de chuva, cacimbo ou de verão. Acho que os nossos olhos já não têm o brilho de outrora. Deve ser do ar, da camada de ozono, das rugas que imperceptivelmente enrugaram-me a cara.


Sanzalando

20 de abril de 2009

Capitulo primeiro (1)

Está sol. Um sol fresco. É Abril. Primavera. Se por acaso estivesse a chover eu iria dizer que detesto o barulho da chuva bater nos vidros da janela do meu quarto. Mas gosto do cheiro a terra molhada que sobra depois. Esse cheiro me leva aos perfumes da adolescência, ao meu passado, às três tardes chuvosas do ano, com o céu escuro que quase parecia noite, um entardecer precoce, em que da varanda da minha casa admirava a casa da vizinha, separada de mim por uma forte cortina de água. Fronteira intransponível que me apetecia sempre ultrapassar. Mas também os raios de sol eram a fronteira.
Afinal de contas eu gosto é da chuva de Março.

Sanzalando

19 de abril de 2009

adeus Pitangueira

A chuva e o vento forte de ontem à noite, os mesmos que criaram uma noite escura de silêncios e obrigaram a ver o cintilar das luzes tremulas das velas, devoraram o esqueleto mirrado da minha pequena, pobre e defunta Pitangueira. Hoje ele não estava mais lá, marcando o seu terreno, o pedaço da minha saudade. Olhem em redor para ver se via a sua alma vagueando num flutuar de notas soltas. Nem sombra. O meu corpo me aprisionou num segundo de pesar, todos os meus poros se abriram suando de raiva, os meus olhos pintaram corres berrantes numa tela de espaço e a minha boca, num automático sentido, gritou melodias de raiva.

Ó chuva, ó vento que não param. Eu iria dizer que foi da calema mas aqui não tem calema, tem mesmo só mar bravo, traiçoeiro. Eu iria dizer que foi da acomodação, mas aqui não tem mais disso, só desilusão.

Afinal de contas hoje apenas me despeço da minha pequena, pobre de seis flores e defunta Pitangueira.


Sanzalando

18 de abril de 2009

Canto canções de amor (2)

Me sento no caminho de lado nenhum. Não me apetecia andar, não me apetecia apanhar vento. Olho para o espaço outrora ocupado pela minha pobre Pitangueira que além das seis flores e muita esperança, não me deu mais nada. Mas acho que nunca esperei mais nada dela para além da esperança.

Mas, preguiçosamente aqui sentado me apeteceu cantar uma canção só para mim. Não me lembrei de nenhuma. Inventei uma letra que juntei uma melodia. Dentro da minha imaginação, é claro. Se por acaso eu tivesse tentado, chamemos assim, cantado em voz alta, estou certo que seria um alvo abatido por algum ouvido mesmo que surdo.

 

Quero ser uma palavra serena e calma,

Uma paz livre na madrugada,

Quero ser um desejo feito alma

Nesta voz rouca ou calada.

Quero ser os olhos da lua

E olhar-te tantas vezes,

Umas vestida, outras nua.

 

Quero ser uma jura de amor,

Pegadas livres no mar,

Quero cantar –te uma flor

Com os olhos de te amar.

Quero ser uma estação,

Dar-te frio ou calor,

Ser teu Inverno ou verão.

 

Quero ser apenas eu,

Num teu!


Sanzalando

17 de abril de 2009

O meu, claro

Não imagino que as palavras mudem o mundo. Mas os sonhos podem. O meu por exemplo. Mundo, claro. Mas as palavras podem mudar os meus sonhos. Afinal de contas os sonhos podem mudar o mundo. O meu, é claro.

Pior dos erros: o silêncio. Pior dos pecados: não sonhar.

Afinal de contas porque é que eu penteio diariamente o cabelo anos 70 e me esqueço de afagar o coração? Esta vida está cheia de pequenas coisas que às vezes até apetece remar contra a maré. Mas dá uma trabalheira que o melhor é agarrar numas palavras, construir um sonho e andar com ele de porta em porta. Se por acaso se suspeita que se aproxima algum inferno, muda-se as palavras, transforma-se o sonho e muda-se de mundo. O meu, claro.

Não vou entrar em pânico por pensar que tenho uma vida pela frente, muitas palavras por dizer, muitos sonhos por construir, alguns infernos que me obriguem a mudar o mundo. O meu, claro.

O espaço vazio, que já foi duma pequena e pobre Pitangueira que um dia deu seis flores imaculadamente brancas e por sinal demasiado frágeis, hoje está preenchido pelo meu olhar de olhos com futuro. Sei se amanhã lhe olharei com os mesmos olhos de hoje.



Sanzalando

16 de abril de 2009

o espaço

No lugar onde estava a minha pequena e defunta Pitangueira ficou um espaço vazio. Sempre que lhe olho, faço-o várias vezes ao dia por questões muito pessoais, penso que não posso terminar o dia sem ter aumentado o meu sonho, sem ter feito algo para ser mais feliz.

É, aquele espaço vazio mostra-me que o posso preencher com alguma coisa, preciso mesmo só ter uma ideia antes impensada ou não amadurecida, positiva, esquecido de prejuízos e logo o ocuparei. Não estou à espera que o vento sopre contra, nem a favor. Ele que sopre do lado que lhe der mais jeito. Estarei cá para proteger o espaço que ele arranjou ao defuntar a minha pequena e pobre Pitangueira. Afinal de contas aquele espaço é um deserto mas ao mesmo tempo um oásis, vazio mas que posso enchê-lo com qualquer pensamento. Não há que lastimar. É um espaço que vai fazer parte da minha História.

Extraordinário!


Sanzalando

15 de abril de 2009

ainda a minha Pitangueira

Perdida a minha Pitangueira que um dia me deu seis flores minusculamente brancas, fiquei órfão de memória dum sabor. Jamais saberei a que poderiam saber as pitangas da minha Pitangueira.

Mas a minha Pitangueira, por ser pequena, jamais me daria sombra para eu me esconder das estrelas nas noites de luar e lhes ver a geometria geográfica dos desenhos que imagino, sem ser visto. E os meus cabelos da cor da espuma do mar jamais seriam protegidos por ela da força do vento que teima em não parar de soprar. E os meus olhos que teimam em fingir que para lá da minha pitangueira existe um paraíso que ficou menos bonito sem as suas seis flores.

Porque será que gostei da minha Pitangueira antes dela ser uma Pitangueira de verdade?


Sanzalando

14 de abril de 2009

Sono de inverno

Estou cansado. A minha Pitangueira foi um ar que se lhe deu. O meu mar gela-me os ossos só de lhe olhar por detrás das muitas roupas invernais que tenho de vestir. O que me apetecia mesmo era estar numa qualquer sala perto duma lareira a fazer filmes de imaginar. Mas se devido ao cansaço os meus olhos de sono se fecham, os filmes já não são de imaginar mas de pesar, transpirar, espernear. Autênticos pesadelos.

Ainda há pouco, espreguiçado no sofá, me deixei embalar e parecia uma tarde submersa, caía água das paredes, por detrás dos quadros, por entre azulejos, pela porta mal fechada, pelo chão. Os nervos, qual bailarino, se puseram em pontas, gritos sonhados gritei. Desespero. Enfim, uma autêntica cena dum qualquer filme chamado de A Casa em Ruínas. Tudo real. Tudo passado nos cinco minutos que os meus olhos se fecharam num dormir de sono.

Porque é que será que o sol de verão tarda em chegar?


Sanzalando

13 de abril de 2009

Lágrimas choradas de memória

Faz conta, que estamos à mesa, que seria estar à volta da fogueira. Este mar que está aqui e que se estende para muitoa mais lá que a vista alcança. Estes cabelos em desalinho, estilo anos 70, fazem-me ser um eterno jovem com vontade de comer Pitangas da minha Pitangueira. Esses corpos magros renascidos na imaginação, barrigas e pneus perdidas na magia do sonho. Vamos sentar em roda e falar de ontens que aconteceram para termos ideias para amanhãs, percorrermos os mesmos lugares e ter olhos para amanhãs.
Olho nos olhos de ver a imaginação e vejo a côr no preto e branco, salpicados por tempo e espaço. Deu um toque no coração, uma lágrima percorrendo a cara, uma emoção.

Sanzalando

12 de abril de 2009

Canto canções de amor (1)

Olho o mar. Daqui de cima desta rocha, abafado pelo barulho das ondas canto uma canção de amor. Cantar é uma forma simpática de dizer uma palavras que chegam à boca vindas directamente do coração, esquecendo a passagem na razão.

É mais que amor o que sinto por ti,
feroz, verdadeiramente animal,
impiedoso como um javali
e sedento como um chacal.
É a alma que se me prende
num instinto criminal,
é amor que se rende
à facada dum punhal.
É amor, é dor.
Sofrimento.
Tormento.
Se eu pudesse tocar a tua pele,
sentiria um frio de metal,
porque neste destino cruel,
és gelo feito cristal.

E assim, abafado pelo mar continuo a cantar, versos soltos que não se me passam na razão.
Olho o mar. Choro lágrimas que não se vêem, sinto tristezas que não se tocam.
Memórias de amor. É um começo.

Sanzalando

11 de abril de 2009

apenas quero o sonho

Quero porque sonho, porque imagino, porque vivo. E por viver até parece que recordo. Não me importo o tempo do verbo. Na verdade eu nem sei definir o sonho. Apenas sei é mesmo que tu estás por aí, às vezes tão perto, outras tão longe, que às vezes penso que eu poderei tocar-te e outras que me repulsas com um íman no mesmo pólo.
As minhas mãos entrelaçadas atrás das costas parecem que te sentem vaguear pelo meu cérebro como que numa carícia interior. Eu sei que isto é um sonho. Como eu lhes posso definir? Palavras? Não as conheço. Tintas e pincéis? Me falta talento. Portanto quero porque sonho, porque imagino e porque vivo.
Flor de pitangueira, rosa de porcelana, terra molhada, versos duma balada sonhada tocada num martelar suave nas teclas dum piano que não tenho, de ouvido surdo e desmemoria auditiva.
Apenas quero o sonho!

Sanzalando

10 de abril de 2009

agendado sonho

Uma pétala duma flor branca se me chegou trazida pelo vento que teima em soprar forte. Acho há uma pitangueira por aqui num arredor do esqueleto da minha Pitangueira que parece morreu de pé como todas as árvores devem de morrer.
Mas eu estou ensonado e os olhos ainda olham como se estivesse nevoeiro cerrado. Acho o dia está a nascer com luz a mais, a luz de ontem está aqui misturada ainda juntada pelo vento que entrelaçou os meus cabelos num emaranhado de ideias, algumas perturbadoras, outras enervantes.
Deve ser por eu ainda não ter acordado nos sentidos todos da palavra. Mas a verdade é que eu consigo combater o frio de lá de fora com o meu calor estival interno.
Mas esta pétala branca veio confundir-me mais a cegueira do sono que eu ainda não dormi. Vais ver ela faz parte apenas do meu sonho que como todos os meus sonhos são realidades longínquas, letra a letra duma irrealidade que corre nas veias da vida.
Mas eu hoje não vou tocar o despertador nos meus olhos. Lhes vou deixar assim a ver num enevoado sono reparador.

Sanzalando

9 de abril de 2009

quem sabe?

Quem sabe?
Apenas pergunto, num perguntar à toa, se alguém pode saber se a minha pequena Pitangueira, que jaz em escultura feita morta, um dia poderá ter memória?
Quem sabe. Tão só assim.
Observo, sonho e volto à realidade com os lábios em suspensão como que a procurar o sabor doce da saudade feita melodia. Desisto. Regresso ao estado primitivo e recomeço na persistência da resistência que alguém pode chamar de teimosia. Insisto na mais sincera das inocências em encontrar o meu equilíbrio, numa palavra, num olhar, num perfume, numa qualquer crença de conhecimento.
A minha pequena Pitangueira, que me chegou a dar seis florezinhas, foi um apeadeiro dessa esperança. Bem, também foi a minha memória, uma ou outra lágrima deslizada por um acaso.
Quem sabe? Eu não!

Sanzalando

8 de abril de 2009

Pitangando uma carta não escrita

Sento-me por aqui, num ouvir o marulhar. As ondas batendo nas rochas, noite escura que não deixa vê-lo com olhos de ver, apenas ouvir com ouvidos de atenção.
Apetecia, sob este marulhar ritmado, escrever uma carta em tinta permanente, para ser permanente mesmo, dirigida a ninguém e a falar de nenhures. Uma carta só, que levasse lá dentro o perfume da saudade, o vazio da nostalgia e a lágrima do abraço que não foi dado.
Apetecia, mas não vou escrever, porque ia dar num circulo vicioso, tal como os anos que começam sempre a 1 de Janeiro. Teria que escrever e repetir as mesmas queixas, falar dos mesmos tabus, das mesmas pessoas e dos mesmos espaços ainda não arejados.
Por isso, fico-me aqui sentado, bebendo nos olhares vazios o perfume das memórias alegres da vida.
Por isso, recordando a pitangueira que parece me morreu de pé, vou estando aqui.



Sanzalando

7 de abril de 2009

Um dia pitangarei

Sentai a meu lado, avilos de todo o mundo, e vamos mesmo fazer uma beberação até cair para o lado. Tanto faz é esquerdo é direito que o que importa mesmo é só comemorar o nada deste dia.. Pois é, muitas loiras geladas, muitas fantas de morango, muitos cacaus e muitos gengibres. Vamos mesmo fazer uma festa por que estar vivo é festa.

Senta aí, avilos de todo o mundo, e vamos sentir o baloiçar deste mar que nos une quando parece que nos está a afastar e vamos fazer deste dia uma festa. Mas imaginai só, avilos, que é ele o único condutor ininterruptivel, desculpa mesmo o palavrão, que nos liga fisicamente. Me disseram na escola que ele além de peixe é feito de água e dum tal de sódio. Isso mesmo depois
que depois me disseram que era 70% do nosso corpo.
Vocês desse lado e nós desse lado que nem telefone do antigamente com caixa de fósforo e barbante.
Mas não tem esquecimento de pagar as loiras geladas que eu bebo.
Todos os avilos que tem aqui sentado merecem mesmo uma beberação. Vamos combinar mesmo. Estatisticamente falando quem faltar vai estar presente, pelo menos no pagamento das minhas loiras geladinhas.


Sanzalando

5 de abril de 2009

Porque hoje é Domingo virei Guru de Blog

Porque hoje é Domingo e há muita coisa por aqui e por ali que optei por não fazer nada. Maneira de dizer, é claro. Sentei-me e desatei a pensar. Coisa péssima para fazer num Domingo.

Contarei uma história, das de agora ou dum antanho feito memória? Não me apetece porque de momento não se me ocorre nada.

Falarei de política? Nem pensar que já há muito quem o faça, que até fico verde de tanto laranja mesclado em rosa e vice versa.

Verterei lágrimas de nostalgia? Já foram muitas que, hoje Domingo, não me apetece fazê-lo.

Vou pensar vagamente e dou comigo a perguntar-me porque será que os blogs pioram com o tempo. Não sou um auto proclamado guru, mas sei do que falo porque não é primeira nem a quinta vez que leio, sem os piiiis da censura “ o teu blog já não é o que era, está uma merda…”

E com este mote continuo a desvendar linhas de pensamento e verifico que muitos dos meus blogs favoritos, alguns dos meus posts também isso mostram, há medida que o tempo passa vão-se deteriorando, ao ponto de alguns terem-se tornado intragáveis, que nem pago eu já os conseguiria ler. Maneira de dizer é claro, pois pode, em alguns casos, tratar-se de mera impressão, pela repetição de similar leitura. Assim numa maneira de leitura repetitiva, de quase já saber o que vai ser escrito por conhecer ‘bem de mais’ o blogger, conhecer o seu estilo, maneira de pensar, and so on, para dar um colorido linguístico a estas palavras.

Há momentos num blog que gera tranquilidade, fazem-nos sentir em casa umas vezes e, outras, totalmente contrários, sem rumo, numa mescla de estilo pastilha elástica com pneu usado em vias de reciclagem. Lidar com isto é difícil e por muito bem que se escreva, ou se pensa que se escreve, haverá sempre gente que se encanta e outra que dirá cobras e lagartos.

O tempo é o inimigo do blogger, se não for um blog de noticias, porque com o passar do tempo se esgotam as estórias, as Histórias e as memórias dum saber de cor.

Quando o blog começa tem por trás um monte de anos de vivências a serem contados. Este é o motivo principal da criação dum blog.

Penso na nostalgia e lá vai um post, na pena de morte e lá está outro, no telemóvel que não toca, outro, no beijo que não dei, outro. Porém chega um momento em que a totalidade dos teus conhecimentos e ideias já estão expostos no blog e já só tens o dia a dia para te alimentar. E se não vives o dia a dia os teus post reflectem a queda da qualidade.

Afinal parece que sou um guru que esgotada a ideia resolve ‘limitar’ as ideias de outros.

Bom Domingo!


Sanzalando

4 de abril de 2009

lagrimas da Pitangueira

Tudo podia mudar e eu até podia dizer que estava isto e aquilo, porém eu até sinto-me vivo, mesmo sem a minha pequena Pitangueira que me ofereceu por uns dias as suas seis flores. Podia chorar todas as lágrimas em forma de palavras que mesmo assim ficariam lágrimas por dizer. Não pelas seis flores, não pela beleza nem pelo verde laranja da minha pequena Pitangueira, mas pelas recordações que só tenho de memória, e que a minha pequena Pitangueira era o palpável dos tempos de antanho.

Se calhar estou apenas a distorcer a realidade, borrar qualquer pintura imaginativa, trapezar num perigo qualquer sem rede, pelo gosto de ter recordações que não posso tocar, apenas e simplesmente recordar.

Se eu pudesse mudar, olhar e ver a minha pequena Pitangueira com as suas seis flores, se calhar eu teria que inventar outra forma de e para sofrer a falta de recordações palpáveis.

Enfim, é a pedra no sapato do amor eterno, enquanto existe.

Sanzalando

3 de abril de 2009

Escultura da minha Pitangueira

No meu pequeno jardim já não tenho a minha pequena Pitangueira. Tenho agora uma escultura de madeira que me mostra o esqueleto duma pequena pitangueira. É a memória eterna da minha Pitangueira, enquanto durar, é claro.

Já compreendi que é inútil fechar os olhos bem fechados porque quando os abro não vejo a minha Pitangueira cheia de folhas e as suas seis flores a me dizer que ia ter esperança de um dia eu comer Pitangas da minha pequena Pitangueira.

Já vi que não vale eu me esconder no outro lado da casa, criando distância para esquecer a minha pequena Pitangueira.

Ela está lá, na memória e agora numa escultura feita de madeira, esqueleto perpétuo na minha memória da minha pequena Pitangueira.


Sanzalando

1 de abril de 2009

Primeiro

Como é que é? Foi? OH!
Passou-se...

Sanzalando


WebJCP | Abril 2007