Amor, morte, poesia, política, actualidade, futebol, efemérides,
solidão, paz, humor, musica...tudo e nada; Here we talk about life, love, death,
On this day in History, poetry, politics, football (soccer), solitude,
peace, humour, music ... nothing and all.

Atribuiu-nos o "Manifesto Jovens que pensam" que recebera pela sua intervenção na blogosfera. Deixamos aqui os agradecimentos e a divulgação pública do facto.
Ditam as regras que teremos de dividir o prémio com mais ou menos jovens pensadores. Eis então os "laureados":
E pronto se algum dos laureados pretender destacar mais bloggers jovens (independentemente da idade) que pensam, é só cumprir as seguintes regras:
1. Exiba a imagem do prémio
2. Poste o link do blog que o premiou
3. Indique dez blogs para fazerem parte do “Manifesto Jovens que Pensam”
4. Avise os indicados
5. Publique as regras Sanzalando

Está sol. Um sol fresco. É Abril. Primavera. Se por acaso estivesse a chover eu iria dizer que detesto o barulho da chuva bater nos vidros da janela do meu quarto. Mas gosto do cheiro a terra molhada que sobra depois. Esse cheiro me leva aos perfumes da adolescência, ao meu passado, às três tardes chuvosas do ano, com o céu escuro que quase parecia noite, um entardecer precoce, em que da varanda da minha casa admirava a casa da vizinha, separada de mim por uma forte cortina de água. Fronteira intransponível que me apetecia sempre ultrapassar. Mas também os raios de sol eram a fronteira.
Afinal de contas eu gosto é da chuva de Março.
Sanzalando

Faz conta, que estamos à mesa, que seria estar à volta da fogueira. Este mar que está aqui e que se estende para muitoa mais lá que a vista alcança. Estes cabelos em desalinho, estilo anos 70, fazem-me ser um eterno jovem com vontade de comer Pitangas da minha Pitangueira. Esses corpos magros renascidos na imaginação, barrigas e pneus perdidas na magia do sonho. Vamos sentar em roda e falar de ontens que aconteceram para termos ideias para amanhãs, percorrermos os mesmos lugares e ter olhos para amanhãs.
Olho nos olhos de ver a imaginação e vejo a côr no preto e branco, salpicados por tempo e espaço. Deu um toque no coração, uma lágrima percorrendo a cara, uma emoção.
Sanzalando

Olho o mar. Daqui de cima desta rocha, abafado pelo barulho das ondas canto uma canção de amor. Cantar é uma forma simpática de dizer uma palavras que chegam à boca vindas directamente do coração, esquecendo a passagem na razão.
É mais que amor o que sinto por ti,
feroz, verdadeiramente animal,
impiedoso como um javali
e sedento como um chacal.
É a alma que se me prende
num instinto criminal,
é amor que se rende
à facada dum punhal.
É amor, é dor.
Sofrimento.
Tormento.
Se eu pudesse tocar a tua pele,
sentiria um frio de metal,
porque neste destino cruel,
és gelo feito cristal.
E assim, abafado pelo mar continuo a cantar, versos soltos que não se me passam na razão.
Olho o mar. Choro lágrimas que não se vêem, sinto tristezas que não se tocam.
Memórias de amor. É um começo.
Sanzalando
