Sanzalando
20 de julho de 2009
Há que ter muita imaginação e talento
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19 de julho de 2009
aos Domingos ou não
Para aqui estou sentado de frente ao mar. Se ele tivesse olhos eu te dizia que estava de olhos nos olhos do mar. Mas os meus olhos estão mar. Mas o meu pensamento está para além dele.
Ao pé de mim passa um casal em alegres gargalhadas. Devem-se ter injectado com uma boa dose de alegria e loucura matinal, contrastando com a minha inspiração overdósica de sal da vida.
Mas mesmo assim o mundo gira e nada cai ao chão.
Lá está ele de cara pesada. Deve estar a esconder qualquer dor. Nada disso. Afinal de contas apenas descobri que o mundo perfeito não existe, que os Homens são egoístas e se já tivessem tudo exigiriam ainda mais.
Afinal de contas hoje é Domingo e aos Domingos eu fico assim, tal e qual nos outros dias.
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etiquetas: delírios, divagações
18 de julho de 2009
podes crer
Podes crer que mesmo na noite mais escura de todas as noites de trevas imagináveis, a luz do meu olhar é brilhante quando se cruza com a tua imagem imaginada na minha cabeça, o meu sorriso é um riso de felicidade com os lábios a quererem-te beijar nas palavras que sussurro.
Podes crer que rejuvenesço só de pensar que um dia te poderei amar.
Podes crer que enquanto não te tiver, estarei na encruzilhada do sem sentido, formas triste e aparência desaparecida, olhos postos no chão como que a negar ver para além da coisas feias da vida.
Sanzalando
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17 de julho de 2009
se
Consegues ouvir o marulhar? Sentes a maresia a te entrar no cérebro e remexer as recordações?
Eu aqui, com umas ganas de te falar, se esta é a minha maneira de conversar contigo, e tu aí, muda, sem me olhares com olhos de quem não me quer ver num disfarçado adiar de um até qualquer dia. Mas é este o meu mundo real em que ouço o marulhar e sinto a maresia que me chegam vindo desde ti. A minha realidade feita de sonhos em que fecho os olhos para te ver melhor e em que me encerro na minha quietude para te sentir como se fosse sempre a primeira vez de nós os dois. Olhando o zulmarinho percebo a cor dos teus brilhantes olhos de morena, a brancura do teu sorriso africano, o perfume do teu corpo rolado no tempo.
Se consegues ouvir o marulhar e sentir a maresia é porque tu sabes que eu te olho desde aqui com o olhar de estar aí.
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15 de julho de 2009
enigmas.
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14 de julho de 2009
estico-me
Me estendo na areia num esticar de corpo, membros e cabeça, como quisesse crescer nessa horizontal posição para todos os lados. Olho o céu que está uniformemente azul sonorizado de marulhar surdo, calmo, e desperto em mim sentimentos quem nem mil palavras conseguem descrever.
Salivo numa selvagem montra de pensamentos que se não me conhecesse eu ia dizer que a loucura tinha batido à porta duma maneira proibida e impuramente possível. Me desfaço em ideias duma irracional forma de expressar, desconstruo frases num linguajar desconhecido.
Mais me estico tentando domesticar a minha existência no plausível momento de ser eu, uma vez na vida.
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13 de julho de 2009
Eu e Mia Couto
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 11:52 da tarde 4 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: Mia Couto
me fico e me vou
Me sento de cerveja na mão, ouvidos colados no marulhar como a querer escutar alguma mukanda que vem desde o outro lado da linha recta que lhe chamaram de horizonte.
Assim num quem me vê de longe ainda está a pensar que eu fui derrotado em batalhas inúteis e que as minhas armas se gastaram num inutilmente tempo perdido. Mas não, o meu coração ainda não foi enterrado mesmo que ele de vez em quando grite de dor.
Assim num quem me vê e pensa eu sou uma flor em Outono, murcha, devendo dias à morte, viuvado na solidão do silêncio não se deixe iludir pois a minha voz, sussurrada, ainda se faz ouvir.
Bebo um golo e de olhos perdidos no além mar crio enredos, troco sentidos num caminhar azul, diálogos calados numa qualquer canção de amor.
Me fico no mar como se o mar fosse as tuas carícias que me acariciam num sorriso teu.
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12 de julho de 2009
Jesusalém - Amanhã em Portimão
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Labirinto
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11 de julho de 2009
Invariavemente
Me sento na areia e me deixo levar num navegar de sonhos e fantasias. Tudo acaba em ti que até parece é doença pegajosa que não tem cura. Mas aqui na areia, num sem dar de conta, começo a pensar no que poderia estar a fazer contigo agora, como estará o teu respirar neste exacto momento.
Me sento na areia e sob o murmúrio do marulhar das ondas que não existem me deixo levar no prazer de sofrer por ti. A cores ou a preto e branco, em filme ou em foto parada eu te sinto num ver de imaginação. Passo pelas minhas inocências, paixões, deslumbramentos. Páro em ti. Invariavelmente. Me encanta. Acho que o que me encanta mesmo é o parar em ti. Acho que faço tudo mesmo só para parar em ti.
Aqui na areia me petecia trocar de nuvens contigo!
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10 de julho de 2009
47 - Estórias no Sofá - É a vida
Começou o frio. De manhã tem cacimbo e de tarde está que nem apetece continuar com o que não se fez de manhã. Mas por causa disso eu te vou contar assim numa de boca na orelha que é segredo e ai de ti se contas em alguém. Te mato de cortar o pescoço e mais não te digo nem bom dia na vida.
Foi no Sábado eu decidi ir na farra. Tu sabes que faz mais de três anos que eu não ouço dizer e não digo as palavras te quero. Mas no Sábado me apeteceu mais que não sei explicar. Encontrei um garino que faz tempo anda aqui parece está a fazer ronda que nem polícia. Me deixei levar assim como que nem uma pena é levada pela brisa deste tempo de cacimbo. Imagina só, esta tua amiga, Josefa Sofia, se deixar levar numa atracção física. Mas na verdade é que ele me surpreendeu. Um senhor cavalheiro que eu até me senti uma princesa. Mas são esses gajos assim, maravilhosos, que nos recordam que somos mulheres e nos fazem esquecer as decepções e desconfianças de relações raladas de outros tempos. Ele fez com que eu mostrasse o meu coração grande que parecia fazia muito tempo estava aqui preso no peito. Me senti valiosa e importante. Senti que ele me queria num querer de quer mesmo.
Sorrimos, rimos e até gragalhámos. Acho a minha cara se desenrugou para uns anos atrás. Estás a ver aqui a Josefa Sofia, corpo roliço e cara de adolescente que tem o primeiro amor? Foi mesmo assim que eu me senti. Até que consegui esconder uma certa tristeza quando me lembrei que fazia meses que ele fazia a ronda e eu armada em esperta lhe desligava. Me arrependo sim, mas não lhe disse e acho não lhe mostrei. Lhe mantive à distancia do meu corpo esse tempo que agora acho foi perdido mas na altura eu não tinha essa ideia e por isso não lhe disse nem lhe mostrei, assim como não lhe disse que tinha aceitado o convite apenas por gratidão e porque o cacimbo me deixa triste fechada em casa.
Farrámos num farrar sem parar. Lhe senti o respirar dele no meu pescoço quando a música era assim de dançar bem agarrados. Me custou reabituar mas depois fui na embalagem e não queria mais a música acabava. Tanto tempo perdido, de vez em quando me vinha à cabeça. De verdade me apetecia sair dali com ele e ir assim num encontro com o destino de roupas tiradas. Acho senti que ia começar uma nova temporada na minha vida. Uma boa temporada. O tempo da estupidez estava definitivamente enterrado e a Josefa Sofia fechada em casa tinha acabado. Esse garino mais novo fez uma revolução na minha cabeça que nem eu sei como entrei nela e nem sei como vou sair se me apetecer. Eu sei que tem partes de mim vão parecer estar enferrujadas mas acho que é como dizem do andar de bicicleta.
Não sei como aconteceu, mas a verdade é que até parece foi magia ou cegueira duma paixão, me encontrei enrolada e sem roupa no corpo dele ali para trás dum muro que eu nem sabia ele estava ali construído.
Te posso dizer porque sei és meu amigo, foi até fastidiar. Não sei onde é que ele foi arranjar tanta energia. Vais ver se andou a guardar todo este tempo assim para mim. Olha se estava frio eu nem senti. Acho só senti gostar. Eu sei que fazia muito tempo mas eu lhe gritei ao ouvido que lhe queria. Vezes sem conta. Aquilo é que foi ganas.
Tás a ver como é que é a vida? Enlutei quando o outro malvado disse ia lá a e já vinha que até hoje ainda podia estar sentada à espera. Tempo perdido esse que eu deixei escapar com esse aqui a fazer a ronda que eu nem lhe olhava para não lhe ver a cara e afinal acabamos atrás do muro num enrolar parecia só um.
Quando me fui para casa eu acho só fui a sonhar e ele me acompanhava que parecia um cavalheiro sim senhor. Me beijou na boca perto da porta e se retirou um silêncio interrompido com um olhar que parecia dizer adeus meu amor que te quero.
Esqueci todas as normas e só sei que esse garino me fez nascer outra vez com ganas de viver. Olha, não te sei dizer ele é bonito ou é feio. Antes eu te ia dizer que ele é horrível, hoje acho ele o mais lindo do mundo. Não sei. É a vida!
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etiquetas: estórias
9 de julho de 2009
Interessa é a ideia de ter a ideia que não perdi a ideia que um dia idealizei.
Me disseram que o sol ainda pode nascer. Eu acredito porque quero acreditar e também porque quem me disse é capaz de rasgar as nuvens para o sol me brilhar. Mas enquanto esse sol não me brilha eu continuo aqui sentado a ouvir os recados todos que o zulmarinho me quer dar ou eu lhe forço a dar. Tanto faz a ordem desde que a desordem das parcelas dê um total igual tal e qual. Mas aprendi a não fazer festa antes de qualquer tempo, não vá o galináceo da minha amiga saltar de cima da televisão e desatar a cantar de galo que até parece é o Benfica ganhou alguma coisa.
De verdade verdadeira é que eu já não sei quando começou tudo, como tudo começou e nem quem é que começou. Só sei mesmo é que a minha cabeça estoira de loucura louca no tempo transcorrido em que lhe apoio com ambas mãos. Meus dedos dormentes sentem o fervilhar das ideias, o borbulhar das emoções na centrifugadora das recordações. Já só me resta pensar com o coração.
Afinal de contas até onde é que eu posso ir? Todos os caminhos que eu já escolhi deram num precipício que por sorte ou acasos da vida me segurei nu recuo sem canhão.
Qual o caminho que não me leva ao precipício?
O do amor? Já tentei. Apaixonadamente me senti uma borboleta leve no vento que era brisa e num záz se tornou ciclone que até deu volta ao estômago. Ficou a recordação dum beijo.
O do desamor? Já senti arrepios nos lábios no balbuciar silêncios, distâncias nas aproximações e portas que se fecham num automatismo desengenhocado de aproximação.
Vale mesmo a pena estar a ouvir o zulmarinho e tricotear tantas ideias e crochetar tantos sonhos? Não foi assim que falei?
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8 de julho de 2009
Meus Sermões aos Peixes do Meu Aquário
Me sento aqui e me deixo levar nas ondas do zulmarinho como que a navegar por ideias feitas e outras por fazer. È que a vida dum ser humano comum, assim que nem eu ou tu, é regulado, como se pode constatar nos efeitos científicos dum estudo ainda por realizar, por causas e consequências. Daqui eu concluir numa conclusão pacientemente elaborada que, quanto maior o nosso esforço para conseguir alguma coisa, maior probabilidade teremos de conseguir. Se não for assim passa assim a ser, que é ordem minha e não me posso gastar em profundos pensamentos quando estou a desfrutar o horizonte curvo da minha recta visão.
Assim é o que acontece também com o talento e igualmente com a inveja. Aqueles que nascem com talento lhes custa menos em esforço atingir os objectivos. Acho que, desde esta rocha onde me sento em profundos pensamentos, esta é a normal teoria dos mortais. Mas não o é para aqueles que têm jogo de cintura em vez de talento, vontade ou vocação.
Mas tu me estás a perguntar o que é que o zulmarinho tem a haver com isto que eu estou aqui a falar? É que custa ver que aqueles que facilmente chegam ao seu limite, como num passe da magia estão lá no alto dum pedestal, sem talento, vontades ou vocações.
Como vês, o zulmarinho me dá para tanta coisa que um dia ainda vou descobrir um talento qualquer e refaço os Meus Sermões aos Peixes do Meu Aquário.
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7 de julho de 2009
46 - Estórias no Sofá - Domingo é futebol
Ele também gritou no momento que o senhor árbitro, que durante os jogos ia tendo vários nomes, marcou a pena máxima contra o seu 1º de Agosto. Neste momento esse gajo do apito levou com um apelido que até fez corar as palavras. Simão Tibério puxou da culatra para trás e lhe bombardeou com tudo que era palavrão que não vem em ordinário nenhum, muito menos em dicionário decente e revisto em novos acordos ortográficos. Toda a gente viu que aquela marcação era injusta, quanto mais não seja porque o jogo era em casa dos militares e os aviadores de bancada se esqueceram de ir ver o jogo. Com um resultado assim os militares ficam sem hipóteses de chegar perto dos petrolíferos. Petrolífero ganhar o campeonato outra vez é que nem pensar, pensou Simão Tibério. Agosto é que sim!
Assim, carregando na azia lá se passou o Domingo de Simão Tibério, sem motivo de festa nem de verter umas e outras na comemoração, só mesmo no esquecimento. Mas Simão Tibério não podia se dar nesse luxo, amanhã é dia de tomar conta do importante arquivo. A vida não se ganha nas bancadas dum jogo de futebol nem ao balcão dum caféco qualquer.
Uma coisa Simão Tibério tem a certeza. Amanhã no chegar ao serviço lhe vão imitar avião a aterrar na cabeça dele. Tem sempre quem se lembra dessas coisas mesmo que não entenda essa coisa da paixão do futebol. Como sempre acontece quando os militares perdem ou empatam, Simão Tibério só lhes dá os bons dias e lhes responde com movimentos silenciosos de cabeça. Na hora do almoço vão lhe insistir com mais força porque mais gente vai ficar a saber os resultados e ele, como sempre nessas condições, lhes vai abanando a cabeça até que eles se vão calar de cansados e monotonamente isolados. Foi a experiência que ensinou este truque em Simão Tibério.
Verdade verdadeira é que quando os militares ganham ele não só não se cala um segundo na Segunda-feira, como também não tem tempo para tomar conta do arquivo no tempo que perde a xingar os conhecidos adversários que nada percebem de futebol e só sabem os resultados do Agosto para lhe implicarem.
Mas hoje não tinha comemoração, era só um copo para esquecimento. Novo Domingo há de chegar, novas palavras hão de ser gritadas, abraços a desconhecidos irão ser dados. O futebol era a sua missa dominical e o padre nosso era substituído pelos muitos apelidos do senhor do apito. Até a música alê alê ele sabia de cor se é que alê quer dizer alguma coisa. Mas no estádio não tinha inibições e era uma festa, desde que o d’Agosto ganhasse, está claro. Ele, um introvertido, submergia no meio daquela multidão, era prémio semanal. Simão Tibério em Domingo de futebol era o rei que desfrutava o poder das massas ou o fúnebre caixão da derrota.
Sanzalando
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6 de julho de 2009
Preguiça
É motivo para estar atento e comemorar 123456789... ATENÇÃO No próximo dia 7 de Agosto de 2009, às 12 horas 34 minutos e 56 segundos, a data e a hora serão 12:34:56 07/08/09 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Isto nunca mais vai acontecer de novo nas vossas vidas!!!! |
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etiquetas: humor
5 de julho de 2009
Porque hoje é Domingo
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etiquetas: divertimento
4 de julho de 2009
Recordando textos velhos
8-12-2004
Sanzalando
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etiquetas: nostalgicamente
2 de julho de 2009
fim de tarde noite adentro
Mas acho que com o tempo essas, vamos chamar de intuições, se foram limitando à minha existência e aos meus sentimentos. Agora por qualquer coisa a gente tem telefone, e-mail e tecnologias que faz de conta a gente nem precisa nem pensar. Faz, apenas.
Enfim, acho que o sol de fim de tarde queimou os fusíveis que ainda estavam direitos. Acho melhor passar a ver o mar só noite dentro, bem entrada.
Sanzalando
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etiquetas: delírios, divagações
1 de julho de 2009
queria
Ouço o mar, eu sei que o mar me embriaga, mas é com ele que eu navego nas ondas férteis do sentir-me num abraço com o mundo que se limita a ti numa redenção medonha. Queria fundir-me contigo num ser inseparável duma eternidade de momentos.
Veio uma onda maior e lá voltei à realidade da eternidade de agora.
Sanzalando
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etiquetas: delírios, divagações


