- Olá, como estás?
- Tudo bem por aqui. E tu?
- Assim num mais ou menos!
Era assim um diálogo que eu ia ter comigo e parei.
Não vou gastar palavras só porque estou triste. Eu tenho força para guardar silêncio mesmo que me apeteça gritar ou para sorrir mesmo que a vontade seja de chorar.
Eu tenho força, amor. Eu sei, dás-me o teu ombro.
Eu sei amanhã vamos todos sorrir.
Sanzalando

Espirrei e fechei os olhos. Depois comecei a lembrar:
- Não há quem não feche os olhos também quando pensa na boca que beija, nos braços que abraça.
Deve ser mesmo só para garantir que tudo fica na memória.
Hoje fecho os olhos porque penso em ti e vou pensar o dia todo.
Sanzalando

Eu te amo! O amor vai mais além disso. Não é assim uma paixão de chegar e partir, de ir às lágrimas e esquecer. Não é um momento de apagar com a borracha do tempo. É compreensão, é suporte, frases simples ou compostas, acontece sem um quê ou porquê, é um delicado cuidado que precisa ser regado, podado e quem sabe estrumado.
Bem, posto tudo isto quer dizer se acabar é porque não era amor. O verdadeiro fica. Não é, Coração?
Sanzalando

Seria apenas mais uma noite de olhar estrelas se o céu não estivesse nublado. Vá lá que se vê a lua no seu escurecer minguante e uma ou outra estrelas pelo pequeno intervalo das nuvens. Em resumo, está escuro e eu não me posso distrair a desenhar linhas entre as estrelas que nem sei quem são. Assim nem dá para inventar uma canção que eu poderia cantar para ti tivesse eu voz. Mas mesmo assim eu invento uma letra onde entram nuvens, chuvas e as poucas estrelas que consigo ver por entre os estreitos intervalos. Tento cantar e mandas-me calar e dizes apenas para admirar. Como posso admirar sem lhes cantar um hino, penso eu na minha santa ignorância dessas coisas de meditar sobre os assuntos profundos como o que é das estrelas se aguentam lá em cima sem caírem.
Mas imagino estou a ver as mesmas estrelas de África e a batida que ouço no coração é mais forte. Sinto o perfume da noite.
Afinal de contas, ao teu lado, é fácil sonhar.
Sanzalando

Ando para aqui dum lado para outro que até parece é barata tonta perdida num labirinto de ideias e perguntas.
Eu não quero outro riso nem outro sorriso. Também não quero mais outro olhar que me olhe. Disse e está dito. É o teu. São os teus. Incluindo abraços, que parecem laços a me segurar num entrelaçado mundo de hesitação.
Eu não quero outro amor nem outro beijo. É o teu. São os teus
Sanzalando

Passos lentos, curtos, ritmados como se andasse em compasso com relógio de batida certa. Eu gingão, absorvido em palavras, frases e ideias não entendo a minha necessidade de escrever. Acho é acto de prazer ou apenas meio degrau de estado de loucura passageira antes de me trancar num quarto escuro, esquecido numa caverna onde nem titulo de rei ou lobo poderia ter. Eu gostava de ser o tal, aquele que em palavras descreveu o que quer que seja como se um retrato fosse.
Pena mesmo é que esgotam-se as palavras e sobra amor e prazer e se aumenta a paz de eu quer ser eu a teu lado.
Passos lentos de amor em textos sem poesia mas com carradas de sentir.
Sanzalando

Eu grito palavras para mim e digo que quero ter um amor arrebatador, daqueles que faça suspirar a cada segundo, que me deixe as pernas tremulas e o coração acelerado, daqueles que faça sorrir mesmo enquanto durmo.
Quero ter um amor que se automultiplique e que todos os dias pareçam férias na praia, passeios no campo e produzam calor romantico duma fogueira.
Quero ter um amor assim que nem no cinema.
Vá lá, dá uma ajuda e grita comigo.
Sanzalando


Já era quase meio dia gasto, hora de recomeçar, não fazia a mínima ideia do que fazer nem como fazer o nada tanto que me apetecia. Ofereci a rosa mais linda à minha linda Rosa e para ti sorri, Rosa Linda.
Não quero gastar palavras em lamentos, em saudades de amanhã nem cair na força do hábito de chorar na solidão da espera.
Pensei em mil maneiras de sobreviver no meio dia que ainda faltava gastar, mas nem em palavras, actos ou ideias me safei.
Rosa Linda havia recebido a rosa mais linda, através dos virtuais meios de conversar.
No meio dumas tantas palavras encontrei um recanto onde descansado poderia esperar gastar o tempo que faltava para em vez dum rosa dar um beijo à mais linda Rosa do meu coração.
Em palavras simples me sentei e com elas me acompanhei na espera de te ver chegar.
Enviado do meu Windows Phone

Atirado no sofá, assim feito amarrotado de cansado, vestido com roupa de não sair de casa, despenteado despreocupado e um livro na mão, olhos perdidos em palavras escritas por outras mãos, sem sentir mais do que devo, sem viver mais do que vivo e sem procurar memórias nem matar a sede em copos perdidos de espaços soltos, recuso a largar a tua mão.
Hoje é dia de ver palavras sem a minha voz e de lembrar que eu deveria ter-te conhecido desde sempre.
Sanzalando

Caminho segredando-me pensamentos, desejos e alguns sonhos que não sei sonhei ou apenasmente desejei.
Às vezes dou comigo a pensar que houve tempos que tranquei todas as portas, que fechei janelas e corri cortinados, mas era só uma forma de estar no meu presente sem ter mágoas ou recordações do passado, ter pesadelos ou acautelar-me de alguma coisa que tenha criado no meu subconsciente.
Caminho a teu lado como que a proteger-me dos medos, fantasmas e monstros que idealizei quando pensava que o mundo era apenas eu.
Pensamentos, desejos e sonhos hoje são diferentes, mesmo que o caminho que percorra seja o mesmo. Hoje sorri de cara completa, de brilho nos olhos e brilhante cor de pele.
Caminhos que caminho mesmo que as palavras não façam eco.
Gosto-me gostando-te neste caminhar a dois.
Sanzalando

Faz conta é de noite e eu estou a admirar a lua que por acaso hoje é cheia mas vai começar a caminhar para o escuro.
Faz conta eu vi uma estrela cadente e de pronto fiz um desejo que guardei na memória.
Faz conta me deu para cantar e de viola em punho sigo cantando baladas para ti.
Faz conta eu imagino as estrelas que se vêm na America, em África ou na Ásia.
Faz conta eu imagino que vejas o mesmo que eu.
Faz de conta eu estou a teu lado e me sinto assim feliz que nem há palavras para dizer
Faz conta eu não precisa te escrever.
Sanzalando

Falo, falo e não páro de falar. Sei o que sinto mesmo que não saiba o que dizer, como o fazer ou mostrar.
Troco as palavras, misturo ideias e empacoto sonhos e fico sem saber como dizer as tantas que tenho na ponta da língua.
Contudo sei que no meu epitáfio, posfácio ou seja lá onde fôr, aparecerá escrito que tentei ser e não consegui; tentei ter e não tive; tentei continuar e não segui; mas que te amar lá isso te amei.
Tantas palavras soletradas e não sei como te dizer tanto amor florescentemente verde.
Sanzalando

Caminho em passos lentos como que a contar palavras para um poema que quero escrever, um poema amante, escaldante, ardente e docemente cantado em voz serena de felicidade. Para ser bom poeta tento ser bom amante e para isso não falho as lições que me ensino nas minhas solitárias caminhadas.
Aprendo a fazer tudo direito porque, só já sendo poeta, poderei errar, ser estrela mesmo que em performances medíocres.
Caminho em passos lentos como que a medir as minhas palavra, como que a ver-te em letras soltas do meu alfabeto.
Caminho em passos lentos sabendo que tem gente que apareceu e marcou.
Sanzalando

Calmanente percorro a linha de água de uma onda mais atrevida que se espraiou em praia alta. Descontraído como que a precisar de estar a teu lado mesmo que estejas ocupada na labuta diária, olhar-te e ver como quem quer ver, sentir-te mesmo que escuro esteja e a alma ocupada mas ainda com espaço para te amar.
Calma e descontraidamente eu preciso de alguém sem pressa para comigo andar à chuva ou ao vento quando o tempo dele voltar.
Calmamente continuo a ter-te mesmo sabendo como sou, trapalhão de mistura de tristeza e alegria.
Serenamente eu preciso de alguém que vale a pena precisar para calmamente eu deambular sem tempos de demora ou necessidade de elogia.
Sanzalando

«Por mares nunca dantes navegados...» É o teu dia pá. Quase que eu ia ficar em silêncio mas a «ferida que dói e não se sente» foi mais forte e lá vim eu ainda ofegante, da correria, arrumar umas palavras que dessem sentido ao que sinto e tu tão bem soubeste escrever.
Tentei em verso e apaguei. Tentei em prosa e rasurei e quase em silêncio murmurei:
Sou um pouco de ti no meu corpo, um olhar dos teus olhos e um beijo dos teus lábios. Eu sou eu feito de ti, sombra minha que te segue.
Sanzalando

Deixo o vento refrescar-me a cara como se fosse um radiador dum carro. Já tentei soprar contra ele mas não deu resultado nenhum, pelo que agora me agarro a ele e lhe dou utilidade.
Vento leste, vento sul ou norte. Ele que sopre que eu lhe dou uso e se calhar abuso.
Aproveito o vento e ponho conversas em dia, encontros e desencontros em ordem. Até ponho a leitura em dia.
Afinal de conta somos suficientemente fortes para aguentar as rajadas. E se estivermos de mãos dadas aguentaremos os remoinhos. É, estive a ver as leis da física.
Deixo o vento refrescar-me e fazer sentir vontade de seguir em frente, voar e levar-te sempre a meu lado.
Sanzalando

Esqueço o vento que sopra forte vindo de sueste. Esqueço, por que nem sei onde é que é o norte quanto mais os outros pontos menos importantes só porque alguém disse que o norte e o sul é que se deixam falar ao deus dará, e me deixo cair num período de desligamento total.
Faz conta deixei de lado os sentimentos, desisti deles e finjo entender porquê.
Faz conta esqueci de magoar-me navegando na memória e nos sonhos de amanhã.
Faz de conta passei a ser espiritual assim que nem alma redentora.
Faz de conta hoje não é domingo e tu não estás ao meu lado.
Esquece. Hoje faz vento e eu feliz estou a teu lado. Só porque sim nem faço de conta: vivo!
Sanzalando

Deixo-me navegar por sonhos e memórias e dou comigo a olhar uns olhos que não têm olhar. Ficou-me na memória apenas os olhos. Deslembro de todo o brilho que podia ter existido no olhar daqueles olhos.
Deixo-me navegar por tardes imaginadas com vida e apenas recordo o tic tac do passar do tempo. Ficou-me apenas a marca do tempo sem tempo para o marcar de outra forma.
Deixo-me caminhar por presentes ausentes e dou comigo agora abraçado a ti e esquecido do tempo que passa.
Deixo-me caminhar nos teus braços embalado pela felicidade de poder recordar passados sem ter de chorar, esconder ou inventar.
Deixo-me ser livre porque te gosto com vontade de te gostar
Sanzalando

Passeio nublado e ventoso. Despenteio-me. Irrito-me porque o vento não me deixa olhar de frente e a nebulosidade não me deixa ver mais além do que a distância do umbigo.
Já sei que eu gosto do barulho da chuva mesmo que tenha medo das trovoadas tropicais. Já sei que gosto do cheiro a terra molhada mesmo que tenha medo dos rios de lama que podem correr comigo dos sonhos que idealizei.
Já sei que gosto dos filmes antigos, dos trágicos amores sem ligação à dura realidade.
Mas gosto mesmo é de olhar e ver o céu azul e o sol amarelo a dar azul ao meu mar.
Mas eu gosto é de olhar em frente e ver um belo sorriso a sorrir-me.
Gosto de tanto que até às vezes parece que gosto que me dês um desgosto para eu olhar o mundo de outra forma.
Passeio nublado e ventoso.
Sanzalando
