recomeça o futuro sem esquecer o passado

26 de novembro de 2004

Cajoão1

Com a devida vénia e a importância que me tens

Cajoão
Agora me sinto mais feliz, mano véio... Sei que, como eu, esperas estes momentos para irrigar as sedes que nos consomem. Penso que nem seca do nordeste é tão castigadora como esta que no empurra a mergulhar no deserto que nem da nossa jangada. Aceito a penalidade do kota Quelhas, esse que era nosso mais-velho nos tempos da vela da "bufa". Como kauisso vou pagar a conta. Desdolariza só essa nota de cem que deve dar... Esta rodada é por nós e pelas nossas memórias... É por nós e pelas nossas realidades. É por nós e pelos nossos sonhos de um futuro que parece o Sayovo: corre que se farta. É por nós e pelos nossos que nos faltam!!! Agora estou mais feliz mano véio... Sei que vou ter quem me acompanha a casa quando as ideias se cruzarem sem encontrar caminho do juizo, porque hoje vou beber pralém da conta. Vou esquecer que dessas loirinhas só se deve tirar o prazer devido e procurar o oblívio no fundo do barril... Mas estou feliz porque sei que estás aí...
__________________Entre o Mar e o Deserto há gente.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

24 de novembro de 2004

Obrigado Fernando


Um poster bem antigo de uma cerveja sempre jovem Posted by Hello

Um bom exercício para quem gosta de matemática Posted by Hello

Brisa

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 20:10
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Senta aí, mermão e mermã.Pede para mim uma loira e para vocês o que quizerem. Bem visto está que são vocês que pagam, que eu fico ou a escutar ou a falar. Para ambos preciso mesmo de estar em forma mental e de goela afinada.Sentindo esse cheiro , sentindo a brisa que sopra rasteirando esse zulmarinho, dá mesmo para ficar aqui a escutar as vozes limpidas, ou roucas, que saiem das vossas bocas nesse sotaque que só mesmo ouvindo perto do zulmarinho que tem o seu início aí mesmo.Mais loiras para mim, que vos gosto de ouvir falar das chuvas, das secas, dos sabores e odores. Enfim, vos gosto mesmo de gostar. Vos gosto dos antigamente, vos gosto de hoje, vos gosto do amanhã, sabendo que a História é o presente contado do ontem com os conhecimentos do hoje.Vejam só como esse zulmarinho está calmo. O seu início está sereno, balouçando suavente e espraiando nas praias de muitos sois.Uma loira geladinha para todos que alguém mesmo que vai pagar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

23 de novembro de 2004

Uma gargalhada

Um poema de MCD que partilho

Uma gargalhada

Se olharem p'ra mim
e me vêm sorrir
ou até mesmo rir
sem nada querer ver
eles param
e riem
às vezes sorriem
sem nada saber
nem mesmo
que a angústia
que a fome
a esperança
a fé
e o medo
se esvaem
se vão
Que ontem não eram
o que hoje já são
e amanhã se irão
como ontem vieram.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Ociosamente ócio

"Fio": Um café na Esplanada
carranca
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Ociosamente ócio 22-11-2004 14:54
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Sigo, parado no corpo, com os olhos no sentido dos ponteiros do relógio em busca de nadas e vejo coisa nenhuma. Aqui sentado viajo pelo mundo, chego onde me leva a imaginação, sem ocupar espaço sem abusar do tempo.Bebo geladinha a loira das bolinhas.Senta, avilo, e me diz porque o ócio, actividade de contemplação contemplativa é considerado uma afronta afrontada, já que vivemos no climax do capitalismo onde a gente já nem tempo para nós mesmo. Tem aí um espanhol Sòria que diz que o ócio é o exercício contínuo da liberdade; o ocioso não pode trabalhar pois tudo o que faz é por prazer. Vais ver vão dizer que o gajo é doido e preguiçoso. Antigamente havia gente que tinha que trabalhar e outros podiam ficar mesmo dedicados á arte e à filosofia. Tem esse tal de Toffler que dizia que no século XXI o povo estaria liberto de uma série de coisas e que a grande industria seria o lazer. Já sei que vais dizer que não estava prevista a obsessão com a competitividade nem a globalização.Senta, mermão, e contempla comigo o vazio do ócio.Vais ver ainda vão dizer que estar aqui a debitar umas conversas contigo não é trabalho, que não podes pagar as loiras porque estás a fomentar o ócio do ocioso, que o mal deste mundo é mesmo o excesso de ócio. Ócios dos ofícios.
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Carlos Carranca

Cruzes calvário

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 19:07
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Conversas de Café
Senta aí conterra e mano mais novo.Sei que são dois que posso contar para as birras geladas. Sei que posso contar com os vossos ouvidos. Sei que tal como eu adoram esse zulmarinho que nos separa mas nos une cada vez mais. Vá, mandem lá vir as loiras. Pede também uma caipiras e umas pinascoladas.Já estenderam o tapete...já tem luz na ponte...já sinto aqui o cheiro do início deste zulmarinho. Olho na légua que os olhos conseguem ver e vejo um ontem que será a cruz que tenho que levar até ao meu calvário, uma saída por uma porta que não devia ter sido aberta, um salto que não devia ter sido dado, um coice na alma que ainda hoje dói.Olhem comigo nesse zulmarinho, olhem bem o cintilar das ondas, sintam o perfume e ouçam as sereias de Ulices que cantam...Mandem vir mais que estou que nem posso de tanta sede de...

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Carlos Carranca

20 de novembro de 2004

Sol de Inverno

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Solzinho de inverno Hoje, 23:24
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Solzinho de inverno, quente se não estás na sombra, ilumina esse zulmarinho que ondula parece um lago, sereno, mostrando cores que vão desde o claro ao escuro, numa palete de calma, numa sinfonia policromática que te entra nos olhos e te chega na alma.Senta, avilo, e bebe comigo toda esta serenidade. Não te escondas do sol, mostra a tua face visível e deixa transparecer o teu interior.Olha á tua volta, ávilo. Olha e sente o cheiro que vem desdo o início deste zulmarinho, que tem a idade de antes dos dinossauros mas a frescura de uma garina na flôr da idade, a alegria de uma criança. Olha bem e vê o que ele pode te dar.Mas enquanto olhas, avilo, podes ir pedindo umas e outras que mesmo no sol de inverno tem que se estar lubrificado
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Carlos Carranca


Montanhas de filmes vistos neste cinema. Noites inesquecíveis. Sonhos Posted by Hello

Quem me dera ser uma onda, por Cristina Duarte

Senta aqui ao meu lado amigo, bebe o teu espresso e ouve o meu desabafo porque sei que comungas das mesmas ideias e...ajudar o próximo faz parte do nosso crescimento pessoal mas...uns gostam de exteriorizar...outros ficam no anonimato.É isso mesmo amigo, talvez porque penso que as palavras são vezes sem conta fonte de mal-entendidos ...porque ajudar o próximo é algo muito pessoal...porque assim conquisto mais espaço interior...porque me lembro daquela celebre frase "não saiba a tua mão esquerda o que a tua direita faz"...enfim porque acredito que me basta esse brilho interior...sem stress...sem ter que provar nada...Zulmarinho, continuas mudo?Como eu te compreendo meu amigo!!!Fico à espera dessa tua onda de serenidade...desencadeia essa energia positiva que nos envolve...enterra...alaga tudo por onde passa e leva contigo os temores e ansiedades para as tuas profundezas...
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Descanço, por Mercedes Vieira

Descanso, sossego neste zulmarinho de verdade que em fantasia ou sem ela me leva para longe.... Nesse longe, onde te queria levar meu irmão sonhador de alma de menino cheio de esperança.Olhar, sem pensar em nada e ver os golfinhos brincarem. Deixar de estar acorrentada a vidas complicadas e disfrutar o que de mais belo existe a natureza que ainda a mão do homem não estragou. Naquele tempo um chuinga era o mais importante. Quando comprava pedia « mi vendi só uma Guinga faz favor » Não conhecia marcas nem televisões, nem computadores. Uma « Guinga » era a nossa alegria !Não fales, não digas nada fica a olhar e passa depressa a linha do horizonte......... Vê o anoitecer no deserto. Escuta a ausência do ruído cortado pelo kra lra kra de uma cigarra ou de uma rã. E onde nasceste... Deita-te na terra que é tua e que o sol aqueceu durante o dia.Olha para o céu e vê milhares de estrelas que quase estendes as mãos e agarras.Sente o cheiro do ar límpido de tão puro que é, que chega a doer devagarinho ao entrar pelas narinas. E acredita, esqueces tudo. Pensa como eu quando descanso.Oh minha terra amada, tu que tanto sofreste ainda me dás tudo o que eu preciso.Vês zulmarinho só lembrando sentindo de novo, mesmo tão longe, a tranquilidade abraça-me

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Golfinhos e golfadas

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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A ver vamos 19-11-2004 19:10
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Senta só e paga. Ouve e está caldo que eu preciso ouvir esse mar aí a bater nas rochas. Ele dá a musicalidade nos meus nervos para eles bulirem ao som de um batuque arritmado e salgado como o desse mar. Olha só a suavidade que ele tem quando se espraia na areia fina e branca. Olha bem. Olha que dentro dele tem esses dos golfinhos, doces, meigos e brincalhões. Esses bichos que são mesmo a doçura do ser vivo e tem quem lhes dê com tiros, granadas, redes e outras porradas. Vê só se pode. Olha nesse mar e vê se isso tem jeito. Os men não tem mesmo modos de viver com flores e coisas doces da vida.Mas paga lá mais outras para a gente poder falar sem interrupções tristes da vida que a vida só pode ser mesmo de alegria porque curta é ela mesmo.Mermão, achas que os men têm capacidade de mudar ou vão ser sempre assim como que foram desde os tempos remotos que até agora só mudou mesmo foi a roupa?
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Carlos Carranca

18 de novembro de 2004

Lá, algures, no início do zulmarinho

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Senta e bebe comigo Hoje, 18:47
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Interrompeste o teu silêncio. Gostei. Aí, no início deste zulmarinho, cai chuva que faz tempo não caia. Essa lama vai descer, vai entrar nesse início dele mesmo, vai deslizando sem mistura e vai chegar aqui e me segredar os mil segredos que lhe contaste. Num tem forma de esquecer a passadeira vermelha...que tarda em ser estendida mas vai ser. Vai, vai. Sabes, camba, desdeixei de fazer assim desenhos com horas e coisas marcadas. Eu tenho tempo, todo o tempo do mundo. Como dizia outro, não quero mais areia na engrenagem. Vai devagar, ao ritmo do tempo desse mar que nos une e nos deixa saber tanta coisa mais linda que outra.Outra loira para meter entre a gente e o diálogo sair mais sem forma de visita, ficar assim mais que família, mais dentro da gente mesmo.Camba, chega mesmo perto do início deste zulmarinho, põe os pés dentro dele, lhe segreda os nossos segredos, lhe dá um beijo. Eu aqui sentado lhe espero. Sempre com o sorriso na cara e na alma. Sabes que não gosto de rir só com a cara. Quando é para rir é mesmo com alma, todo o corpo tem de rir.Camba, mais umas loiras para a gente saborear enquanto te espero

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

17 de novembro de 2004

Uma carta que não escrevi

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma carta que não escrevi Hoje, 19:18
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Deixo aqui uma carta que recebi, cujo autor não publicito mas eu sei quem é. Uma carta escrita com as cores do zulmarinho, com a alma do zulmarinho e se calhar com a água do zulmarinho a escorrer-lhe pela cara.
citação:
Um café curto e um caldo de galinha para a minha amiga, este frio congelou-lhe concerteza os neurónios!Senta-te e escuta!Deves ter controlo sobre o que dizes...tenta escrever a pensar nos olhos de quem lê e não do que escreve...porque estás a agir de maneira compulsiva e isso só te vai trazer dissabores...ai, esse mundo virtual!!! Não deixes que o sangue te borbulhe...que esse desejo incontrolável que corre nas tuas veias...e que dedos, cérebro e teclado transformam-se num só! Essa a forma de expressares os teus sentimentos!!! Sentes-te menos só através desse acto solitário? É essa auto-estima que está embaixo? Descontrolo de impulsos? Tudo isto acrescido de uma falta muito grave de assertividade?Esse mundo irreal onde vale tudo!Agora percebes a gravidade da situação?Esse teu mundo imaginário, esse faz de conta...essas mentiras de compensação são como uma bola de neve... com um caminho de regresso muito doloroso?Não sei o que te levou a tomar essas atitudes irreflectidas!!!Não estou aqui para te julgar mas faz um exame de consciência e depois continuamos a falar porque a raiva e o ódio são péssimas conselheiras!

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Sem brilho e sem estrelas

Continuando a 'crise' existêncial, a Sanzalangola hoje deixou-me triste pelo que escrevi apenas isto:

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Um olhar de esguelha Hoje, 18:53
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Conversas de Café
Manda birra gelada para mim. Mas muita.
Hoje, zulmarinho, não te vou ficar a ver, a sentir ou te cheirar. Hoje é mesmo só uma passagem. Um ar na cara e pôr-me a andar. Hoje estou que não quero ver ninguém mergulhar nas tuas profundidades e ver as tuas entranhas e descubrir os cabos submarinos que ditam em voz alta a fingir que estão a dizer coisas de verdade cheios de mentiras.
Hoje, zulmarinho, vim só ver a tua côr.
Amanhã te prometo maior fidelidade e carinho.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Ausência

Felizmente que para o meu e-mail vêm coisas bonitas.
De uma 'escritora' angolana, que deve ter uma gaveta enorme de coisas lindas, deixo aqui um poema que achei lindo:

Ausência

Esquecida de mim
Fugi de ti
Mas nada encontrei
Senão abandono
De ti e de mim
Esqueceste, esqueci
Passámos sem ver
Que em nós não havia
Senão longa ausência
De mim e de ti...


Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

16 de novembro de 2004

Um, dois, meia-dúzia

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Um, dois, meia dúzia Hoje, 20:11
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Conversas de Café
Zulmarinho, que se passa contigo que hoje tás com uma côr muito rosada? Já sei que nem me vais olhar, quanto mais responder. O pôr-do-sol que hoje nem foi côr de fogo, não tem alga pigmentada nas redondesas. Vá lá, conta só para mim.Calaste porque te apetece ficar no teu molhado sem dar confiança aos secos que aqui na tua beira te querem galgar para cima.Zulmarinho, olha mesmo de frente para mim e conta tudo o que sabes. Me ensina a ver o mundo de outra maneira. Eu desta sou feliz mas sabes, a gente não está contente nunca. Sê frontal para mim e me conta tudo o que sabes de mim. Me conta o passado meu e o futuro que tens para mim. Conta mesmo com a verdade que só tu sabes.Zulmarinho, hoje não trouxe mermão, avilo ou camba porque me apetece mesmo estar sizinho contigo. Hoje queria ter um pé de orelha contigo. Sei que não tás com vontade de contar. Conta só as coisas que a Lua te diz.Pois é, zulmarinho, preferes ficar aí no teu vai e vem, sereno, escondendo miles segredos, mil imagens, mil sonhos.Mas eu te digo, zulmarinho, que se me apetecesse escrever uma carta de amor, nem toda a tua água chegava para escrevê-la.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Sem ver as loiras

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Um cafézinho Hoje, 00:46
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Conversas de Café
Senta aqui, mermão.São tantas da noite que estou que nem loiras consigo ver. As mãos calejadas de segurar a 'naifa'. Hoje foi dia de cortar direito. Sucesso? Amanhã e depois é que te posso dzer. Cortei e cosi e sai de consciência tranquila, mermão. Mas sabes tu, mermão, que às vezes os que estão deitados reagem cada qual diferente dos outros.Portanto, mermão, hoje petece mesmo é um cafézinho quentinho e uma cadeira para descançar os pés.Hoje não temos aqui o som nem o cheiro do zulmarinho. Temos só a ideia dele, sem sabermos se está calema ou se ele preguiçosamente se espraia na areia. Hoje ficamos com a saudade dele, a memória dele. Mas, mermão, avisa o homem da Mutamba que a água do zulmarinho se muito bebida provoca hipertensão e todas as trapalhadas que vem dali.Senta aqui, mermão, e conta só uma estória de futuro.
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Carlos Carranca

Parque infantil

"Fio": Pelos vistos aqui tambem não.......

carranca
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14-11-2004 23:11
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Liceu Américo Tomás
Hoje vou passear ali para os lados do parque infantil. Tem garinas bué da fixes a morar naquelas bandas. Pode ser elas vão dar uma volta no escorrega, andar no cavalinho ou simplesmente no balouço. Pode ser venham mesmo até estudar. Não posso ir de quedes porque só tenho mesmo um par e se o sôtor Cândido da Silva me apanha com eles na rua depois não deixa entrar no ginásio do Liceu. Também eu de calções é mesmo melhor ir de sandálias. Dá um ar de intelectual assim de virar na esquina da esquerda. Olha o Manel Ferrão. - C'andas aqui a fazer, mermão? - O mesmo que tu...a ver se elas saiem do colégio!- Doidaste de vez. Hoje é domingo.- Tava a ver se estavas orientado.- Não aparece aí mais ninguém para jogar ao TAU?- Vais ver esse gajos estão todos a namorar já não querem saber de polícias e ladrões, nem ao garrafão nem á trouxa-lavada.- Pois é, mermão. Sanguitou todo o mundo. Vamos ver a Chita que continua aos gritos, a malvada.- O Sousa hoje não anda por aqui podemos ir fazer trapezias para o escorrega. Alinhas?- Vamos nessa!
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Carlos Carranca

14 de novembro de 2004

Bebitações

Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Bebitações Hoje, 22:41
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Conversas de Café
Senta só, mermão. Deixa de cerimónias, mada-as vir e senta. Vamos trocar umas palavras de quem quer estar ao corrente das novidades novas.Sente o perfume desse zulmarinho que deve ser porque passa no Mussulo trás um perfume de mar verdadeiro, assim como não te sei explicar com as palavras caras da dialetica perfeita dos contentamentos contentes de quem bebe as palavras dos outros e depois escreve assim como que igual mas de lado diferente, assim como que sucção mas para fora. Tás a ver? Me acompanhas neste raciocínio angélico?Não? Manda vir outras que daqui a mais umas tantas estás a entender-me que nem na perfeição perfeita.Deixa dar aí uma passa nos Hermínios que com o frio que está tenho que aquecer todo.Mas te dizia...que te dizia mesmo?Pois conversemos de literatura. Pessoalização. Sim de Pessoa. O Fernando que também foi outros como o Campos e o Caeeiro. Não te interessa?Que importa. Manda vir outras que a gente vai ter um tema para conversar nem que seja a falar dos umbigos. As loiras têm essas coisas de fazer a gente lubrificado que nem pensamento arranha.
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Carlos Carranca

Cavalgando

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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13-11-2004 17:44
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Conversas de Café
Senta aqui e vê só o vento a cavalgar aí nessas ondas desse zulmarinhoPaga as birras e conversemos. Oleia as goelas da gente e flui a verborreia das cordas 'vogais' seguida das consoantes trôpegas dos silêncios feitos em dialogo.Ouve só as ondas desse mar que parece que te chamam de mil lugares. Lembra, mermão, e escolher a onda certa, que te leva no sitio mesmo que queres ir. Apanha a onda despido de ideias cambiais, faz a revianga e bassula no teu corpo de modo que sigas a seta ditada no teu dentro de ti. Bebe, mermão, pra teres as imaginações mais luzidias.Olha no Oriente, olha no Sul e olha na tua volta e escolhe a onda certa e segue na sua crista sem medos ou fantasmas. Nessas ondas não tem hesitações, somente decisões no momento certo às horas certas.Manda vir mais uma rodada, mermão, que as ondas ainda não estão do tamanho que manda a lei das físicas e imaginárias. Fica sentado e conversa mesmo que seja em silêncio, que o zulmarinho apaga os ruídos das ideias confusas que atabalhoadamente te enrolam como corda em volta do mesmo teu corpo, fazendo-te paralítico de movimentos uniformemente parados.Olha como o zulmarinho clareia que parece tem luz denttro dele
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Carlos Carranca

13 de novembro de 2004

Cavalgando na Crisa da onda

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 17:44
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Conversas de Café
Senta aqui e vê só o vento a cavalgar aí nessas ondas desse zulmarinhoPaga as birras e conversemos. Oleia as goelas da gente e flui a verborreia das cordas 'vogais' seguida das consoantes trôpegas dos silêncios feitos em dialogo.Ouve só as ondas desse mar que parece que te chamam de mil lugares.Lembra, mermão, e escolher a onda certa, que te leva no sitio mesmo que queres ir. Apanha a onda despido de ideias cambiais, faz a revianga e bassula no teu corpo de modo que sigas a seta ditada no teu dentro de ti. Bebe, mermão, pra teres as imaginações mais luzidias.Olha no Oriente, olha no Sul e olha na tua volta e escolhe a onda certa e segue na sua crista sem medos ou fantasmas. Nessas ondas não tem hesitações, somente decisões no momento certo às horas certas.Manda vir mais uma rodada, mermão, que as ondas ainda não estão do tamanho que manda a lei das físicas e imaginárias.Fica sentado e conversa mesmo que seja em silêncio, que o zulmarinho apaga os ruídos das ideias confusas que atabalhoadamente te enrolam como corda em volta do mesmo teu corpo, fazendo-te paralítico de movimentos uniformemente parados.Olha como o zulmarinho clareia que parece tem luz denttro dele
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Carlos Carranca

A Paixão segundo JC

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Paixão segundo JC 12-11-2004 17:39
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Conversas de Café
Euzinho sentado com a loira, virado mesmo desta vez para o horizonte, assim como que a vista não cansa porque não vê nada mais além do que ali. Som de fundo é o xuaxulhar desse mar que tem calma que até irrita, parece banheira de sossego sossegado sem jacuzzi a fazer parece tá a ferver.O ar concessionado faz parecer está Verão de um contentamente descontente que sucede assim como que a caminho do Outono.Sentado com um livro na mão. Horas que a página não é virada. As letras soltas parecem cavalos de corrida parados à espera do tiro de partida para sairem num galope que não tem pó na frente, só mesmo na resguarda de quem vem atrás.Estou sentado assim que parece que nem alma tenho. Mas a alma ferve dentro. Ferve de paixão, animando um estado de espírito que eleva os níveis dessa coisa da adrenalina que veio substituir a creolina por causa do cheiro. Estou ao rubro, pensamentos catapultando pensamentos, ideias seguindo-se a ideias, vidas seguindo outras. Parado, parecido a estar sem alma, vivo cada paixão num momento que se esfume de prazer.Mas as páginas do livro estão paradas no tempo, sem alma.O Zulmarinho e a sua calma que até mete raiva.

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Carlos Carranca