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- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
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- PERTINÊNCIAS 10 - H(á) Mercado - Brasa Doirada
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- Pertinèncias 27 - O que é o Fado? e Há Fado na Lota (1)
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- Pertinências 29 - 3º noite de Há fado na Lota
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28 de abril de 2011
19 de janeiro de 2009
outros os tempos

Durante uns tempos, modo indefinido, não vou falar da minha saudade, da minha nostalgia, das lágrimas secadas pelo vento do tempo. Durante uns tempos vou-me descansar da saudade, dos medos, das alegrias, sorrisos e perfumes que deixaste em mim. Não estou doente, não estou zangado e nem sei se há motivo para que assim seja. Apetece-me apenas deixar descansar este amor, refogá-lo em aromas de ternura calada.
Não é preciso manifestações, petições e outras questões, que este blog não vai encerrar, vai andar mais devagar por outros caminhos e outros silêncios gritados na primeira pessoa.
Não é preciso manifestações, petições e outras questões, que este blog não vai encerrar, vai andar mais devagar por outros caminhos e outros silêncios gritados na primeira pessoa.
Sanzalando
20 de outubro de 2008
1 de janeiro de 2008
1º dia
Está a começar esse de 2008. Ainda está a esfregar os olhos de depois de acordar, ar pachorrento e preguiçoso. Mas acontece é que meu espírito caótico me impede de recordar um só desejo feito no seu recente nascer tal o turbilhão de ideias que ferveu naquela hora. Única coisa que consigo ver bem é que a vida me tem tratado muito melhor quanto menos eu lhe faço pressão. Acho ela não consegue aguentar a rédea curta, a marcação prevenida e a táctica concebida.
Assim mesmo por decisão unânime ficou acertado que eu não lhe farei pressão e ela me deixa seguir o curso dos ventos e marés, me deixa sorrir nas horas que me apetecer, me deixa virar nas curvas do destino que eu escolher.
Assim mesmo por decisão unânime ficou acertado que eu não lhe farei pressão e ela me deixa seguir o curso dos ventos e marés, me deixa sorrir nas horas que me apetecer, me deixa virar nas curvas do destino que eu escolher.
Sanzalando
18 de janeiro de 2007
Me arrumando

Anda, senta aqui e repousa o corpo que a caminhada é longa e é necessário ter forças para lhe aguentar.
Tu sabes que há dias em que a gente se derruba por dentro. Sabes que hoje me olhei e no espelho e parecia uma dessas casas assim do tipo património mundial ou coisa mais pequena, em que só lá está a fachada e por dentro está assim é um vazio grande que enche qualquer espaço que parece está escondido dos olhos. É, parece o mundo desabou nos pés e a desordem se inundou-me. As recordações se amontoam sem qualquer ordem sobre a capacidade de pensar, que por sua vez se descola dos sentimentos. Misturei-te as ideias? Pois é mais ou menos assim que eu me baralho hoje nesta desvontade de caminhar e recuperar alguma força para continuar a caminhada.
As sensações desapareceram, todas menos a tristeza, que se fez senhora e dona do meu cérebro, dominando acções, reacções, gestos e palavras.
Pois é, tu sabes, que há dias em que eu mesmo me derrubo por dentro.
Assim como mais assim é mesmo melhor a gente se sentar nesta areia de mil cores, olhar o zulmarinho se baloiçando e ver se consigo pôr em ordem a desordem em que me arrumo e que faz um peso danado nos meus pés este desabar do mundo sobre eles.
Um a um vou-lhes organizar os pensamentos, as recordações e os sentimentos. Os que não me interessa ter porque são velhos, absurdos ou são aborrecidos deixarei enterrados aí num buraco que farei na areia. Assim, me reconstruirei por dentro e se verá por fora.
Sentes a brisa que sopra? Ela mesmo vai tapar esse buraco.
Olha bem para cima daquele monte de areia que fizemos numa das nossas caminhadas. Em cima dele está a minha indecisão. Como é pesada a brisa ainda não lhe conseguiu levar para longe. Olha ali rebolando contra o zulmarinho todas as palavras que eu nunca deveria ter dito. Agora vê sobre as ondas, como que boiando, os antigos amores como que não sabendo se vão ao fundo ou se voltam para terra para arrancar o que resta do meu coração.
Vês como é fácil a gente se arrumar por dentro e transparecer por fora?
Tu sabes que há dias em que a gente se derruba por dentro. Sabes que hoje me olhei e no espelho e parecia uma dessas casas assim do tipo património mundial ou coisa mais pequena, em que só lá está a fachada e por dentro está assim é um vazio grande que enche qualquer espaço que parece está escondido dos olhos. É, parece o mundo desabou nos pés e a desordem se inundou-me. As recordações se amontoam sem qualquer ordem sobre a capacidade de pensar, que por sua vez se descola dos sentimentos. Misturei-te as ideias? Pois é mais ou menos assim que eu me baralho hoje nesta desvontade de caminhar e recuperar alguma força para continuar a caminhada.
As sensações desapareceram, todas menos a tristeza, que se fez senhora e dona do meu cérebro, dominando acções, reacções, gestos e palavras.
Pois é, tu sabes, que há dias em que eu mesmo me derrubo por dentro.
Assim como mais assim é mesmo melhor a gente se sentar nesta areia de mil cores, olhar o zulmarinho se baloiçando e ver se consigo pôr em ordem a desordem em que me arrumo e que faz um peso danado nos meus pés este desabar do mundo sobre eles.
Um a um vou-lhes organizar os pensamentos, as recordações e os sentimentos. Os que não me interessa ter porque são velhos, absurdos ou são aborrecidos deixarei enterrados aí num buraco que farei na areia. Assim, me reconstruirei por dentro e se verá por fora.
Sentes a brisa que sopra? Ela mesmo vai tapar esse buraco.
Olha bem para cima daquele monte de areia que fizemos numa das nossas caminhadas. Em cima dele está a minha indecisão. Como é pesada a brisa ainda não lhe conseguiu levar para longe. Olha ali rebolando contra o zulmarinho todas as palavras que eu nunca deveria ter dito. Agora vê sobre as ondas, como que boiando, os antigos amores como que não sabendo se vão ao fundo ou se voltam para terra para arrancar o que resta do meu coração.
Vês como é fácil a gente se arrumar por dentro e transparecer por fora?
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