recomeça o futuro sem esquecer o passado

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2 de janeiro de 2025

ano novo vida velha

Novo ano e muitas promessas depois eis-me aqui sentado de caneta feito teclado e escrita gatafunhada desenhada em caracteres de imprensa. Sussurrei promessas, outras as fiz em voz alta e bem audível. Umas fiz interiormente, outras em público. É este o carácter do ano novo. 
Prometo solenemente não esquecer o que me permitiste saber sobre ti. Contei-te os meus medos, falei-te das minhas estórias, as que sei de cor e na ponta da língua, bem como as que tenho de me socorrer dum ou outro apontamento porque me perdi na distância do tempo. Sei de ti e tu sabes de mim. Não competimos porque o saber não é corrida nem leituras secundárias de entrelinhas. Não sei prever os teus passos e as tuas palavras, mas sei o sentido com que as dizes e o caminho que traças. Sei que sabes onde vou e entender-me-ás se te disser que quero ficar num ali qualquer.
Entendemo-nos neste dialecto que é nosso, nesta língua de silêncios e meias palavras onde a gramática está repleta de regras apagadas. Sei apenas que cada palavra que sair da minha boca é uma palavra tua. E vice versa. 
Ano novo vida velha porque cada dia é dia 31 de dezembro do ano da graça que quisermos.

Sanzalando

30 de dezembro de 2023

Mensagem de ano novo de sua excelência: eu

À medida que nos despedimos de 2023 vamos abrindo a esperança para 2024. Fazemos promessas e depositamos a nossa confiança de que será um ano repleto de oportunidades, de crescimento e momentos inesquecíveis. Olhando para trás recordamos os desafios que enfrentámos, as lições que recebemos e as superações que nos fortaleceram. Cada obstáculo foi um degrau, uma oportunidade de crescer, uma lágrima de coragem acrescida e cada sorriso compartilhado foi uma luz que se acendeu e iluminou cada dia.
Escrevemos numa qualquer página da memória que os momentos de alegria, as conquistas e objectivos atingidos nos permitiram transformar em sabedoria e capacidade para moldarmos o futuro num caminho luminoso.
Que 2024 continuemos com optimismo, cultivemos a compaixão e alimentemos a chama da esperança. Que continuemos fortes, inspirados e não nos esqueçamos da humanidade que fortalece os nossos laços. Que seja mais um ano de descoberta, de renovação e realização.


Sanzalando

31 de dezembro de 2022

Em final de ano - recomeço


Me olho com o olhar mais crítico e me pergunto se devo fazer o balanço deste ano. Na verdade eu sinto necessidade de ter uma conversa construtiva comigo. Não sobre um assunto em particular, mas pela generalidade. Na minha idade, assim a dar para o decadente, na minha vida provinciana de lugares comuns, no meu modo de estar deteriorado porque perdidas as mil formas de fazer tudo ao mesmo tempo, eu preciso conversar-me, para que o meu cérebro não pense como um vegetal, para que o meu corpo não esteja ancorado em nenhum porto seguro mas apenas enraizado na minha ideia de vida, para que os meus projectos não se transformem em cenas pensadas na comodidade dum qualquer sofá.
Este ano fiz cerca de 820 km de bicicleta, 91 encontros de padel, 75 km de caminhada, vivi cerca de 15 dias a mais de 2500 metros de altitude com os seus problemas de adaptação e publiquei o meu segundo livro: Zulmarinho, delírios ao sabor das ondas. 
De nada em especial se somarmos os dias inúteis que perdi, as horas que me senti um solitário triste vagueando no meio da multidão alegre e divertida, as frustações laborais que sempre se sobrepõem aos meus sucessos. 
Eu se calhar gostava de ter a ingenuidade e descultura de outrora, continuar com a essência da estranheza e fascinado com a curiosidade de saber e conhecer.
Nesta conversa a ter, iria tentar não ser um actor, representar o meu próprio papel mesmo que para isso eu tenha de admitir estar errado. 
Eu, degenerado, me sinto culpado de prometer-me ser sempre melhor e acabar todos os anos com a sensação de que afinal não o fui. Falta-me ligar à placenta, enraizar novos tempos e desamarrar todas as âncoras e ferros.
Bom ano, também para mim.



Sanzalando

1 de janeiro de 2021

e chegou 2021

Sentado à lareira, mantinha sobre as pernas, mantendo-me quente como se estivesse lá nos meu sul, embora a sensação térmica não se compare com a sensação mental. Hoje já fui ver o meu zulmarinho, aquele caminho que um dia me levará para lá, onde não estarei à lareira mas à beira dum horizonte infindável, descrevendo passados e presentes de outrora. Hoje já fui fazer exercício para não obesidar o meu corpo físico deteriorando a mente em esforço. Agora aqui, neste quente aconchegado e belo me delicio a navegar por mim, a rever os momentos que quero recordar para sempre, um bom vinho bebido, uma música que não sai do ouvido, os amigos que estão na memória, as ilusões que sobraram. 
Hoje, aqui sentado, festejo a chegada do ano novo, aquele em que eu serei o meu herói, capaz de derrotar o inimigo invisível chamado tempo, que nos desgasta e consome.
Hoje, aqui sentado, relembro o ano passado e todas as coisas que com ele aprendi. Há humanidade.


Sanzalando

31 de dezembro de 2020

2021

Boto lenha na lareira e deixo os meus olhos decifrarem a dança das chamas. Assim, perdida e distraidamente a minha mente vai-se vagabundar por aí. Acaba um ano e hora de fazer alguma coisa. Viver, por exemplo. Que se lixe o ciúme, egoísmo, sacanagens, safadezas, falhas, erros, abraços, beijos, pregações, difamações, bajulações, sexo, amor, dor, raiva, perdão e outras coisas mais que nem me lembro agora. Viver entre mim e o eu. Assim será, assim farei. 
Viva 2021


Sanzalando

30 de dezembro de 2019

Mensagem de Ano Novo de sua exsa: Eu

(depois de ficar embevecido ao ler um post no Facebook)

É assim todos os anos por esta altura. às vezes mais dia menos dia. Mas é hoje que aqui estou a falar do fim do ano e coisa e tal.  Não é amanhã nem foi ontem. Vai sair agora que nem presidente disto ou gerente daquilo. Eu, intelectual de dá cá a minha palha também tenho direito de falar no fim do ano. Minha amiga A. Quelhas falou muito bem que até apetecia plagiar ou partilhar, mas não vou fazer isso porque eu gosto de amigo que sabe escrever e até fico vaidoso. Também me apetece falar e eu vou falar em palavras escritas o que me apetecer e depois logo se verá o que foi que saiu. 
Neste momento (fazendo um gesto de levar a mão à cabeça) devemos levar a mão à consciência e fixar o pensamento no que fizemos de bom na nossa caminha por esta via que afinal se chama vida. è pelo caminho bom que a gente chega à felicidade. E no caminho bom às vezes a gente encontra buraco, barreira, entrave, xingamento, espinho, cacos velhos ou novos, mas o simples facto de estarmos vivos nos permite fazer fintas, dribles, bassulas, reviangas e caminhar a direito. 
O ano que passou não foi bom? Foi suficiente? 
Vamos lá ver o que é que foi feito mal (faço cara séria de quem está a pensar, até com um beicinho). 
Não encontro, mas prometo se encontrar, eu para o ano de 2020 vou fazer doutra forma.
Ora bem, só me vem à cabeça coisa boa. Não doidei. Continuando.
Os erros do passado vão lá ficar. Isso, cimento-os no passado. No futuro esses não vão estar, mesmo que agora não me lembre de nenhum, mas algum deve haver. O que me fizeram de mal também não vai comigo para o ano novo. Isso, vai ficar enterrado no passado
Futuro. É o meu futuro que está em jogo e eu aposto que ele tem felicidade no sobrenome, titulo, preâmbulo, prefácio e epitáfio. Vou só cuidar-me de ser feliz. Isso, futuro com felicidade. 
É que a felicidade se conquista todos os dias e não é trabalho fácil. Os amigos, a família, os conhecidos e os desconhecidos fazem parte dessa conquista. Positividade. Isso, futuro com positividade e logo leva atrás optimismo e com isso a felicidade. Trás tudo isso para o ano novo. Isso, participa no futuro.
Amigos bom ano.



Sanzalando

29 de dezembro de 2016

Balanço sem baloiço

Olha só para mim a ver o céu, ver as estrelas e desconseguir tocar-lhes. Olha só para mim a ver os pontos cintilantes que piscam lá no escuro e não saber dizer que é o cruzeiro do sul, sagitário, leão ou a estrela polar. Me disseram ao ouvido que aquela estrela era um planeta. Como eu não percebo nada de estrelas e afins. Mas olho o céu.
Olha só para mim a ver o zulmarinho ondulante, umas vezes sereno outras revoltante. Olha só ele carregado de fishes, ou fixes ou mesmo só peixes que navegam sem fronteiras e sem se importarem com isso. É carapau, é lula, choco ou golfinho. Este não é peixe e aquele também não. Ingnorante que eu sou. Mas olho o mar.
Olha só para mim a ver o teu rosto, a desenhar mentalmente as curvas do teu corpo, a saborear o teu sorriso e sorrir-te na volta. Olha só para mim afagar os teus cabelos, beber as tuas palavras e receber o brilho do teu olhar. É, sou sortudo, tenho um amor verdadeiro, não muito exagerado porém também não escasso.
Olha só para mim a fazer de balanço anual verdades verdadeiras sem ser no baloiço do parque infantil onde me perdi tardes inteiras.
Olha só para mim, desenhando palavras na ardósia da nuvem com receio de perder as palavras que canto em silêncio.
Olha só para mim a desejar BOM ANO a quem me olha.


Sanzalando

31 de dezembro de 2011

Adeus 2011

Sejas bem vindo 2012
Uma carta que me escrevo
Caro amigo JCCarranca espero sinceramente que o ano de 2012 te traga muita, mas muita mesmo, felicidade, que as tuas lágrimas sejam, isso mesmo, de felicidade e de orgulho, que te traga muitas conquistas, gargalhadas, amores e amizades de verdadeiras verdades. Desejo que as pessoas que te rodeiam continuem a valer a pena e te continuem a rodear. Que continues a transbordar de amizades e de verdades. Eu sei que tiveste algumas decepções, alguns dissabores, algumas mágoas neste ano que termina. Mas te lembra que isso foi chuva que já choveu e esse fim de 2011 vai levar com essas coisas para as tumbas do esquecimento. Te lembra JCCarranca entra em 2012 assim como novidade nova de esperança renovada. Entra mesmo só com a realidade, base eterna que acredites te leve a bom porto. Que 2012 te traga tudo de bom, do melhor. Recebe um abraço aqui do teu ego JCCarranca.




Sanzalando