recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de janeiro de 2005

Emigração

Procurando Emigração:
A nova emigração portuguesa é qualificada. Mais de metade dos emigrantes são jovens e completaram o ensino secundário ou superior.
Segundo o Inquérito aos Movimentos Migratórios de Saída realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 52% dos 27 mil portugueses que emigraram em 2002, possui como habilitações o ensino secundário ou superior. As razões para esta vaga migratória são o aumento do desemprego e os baixos salários praticados no nosso país. Os destinos da emigração nacional não se alteraram muito. Suíça e França continuam como preferidos, seguindo-se uma novidade: a Espanha. De salientar que nestes emigrantes se incluem muitos investigadores, tornando este movimento um "braindrain", ou seja, uma perda de - massa cinzenta - nacional.
É preocupante verificar que enquanto exportamos mão-de-obra qualificada, importamos mão-de-obra barata e sem qualificações. Esta situação representa um passo atrás no desenvolvimento nacional.
Será que nos estudos de 2004/2005 encontraremos outros destinos que não os tradicionais?

Cada novo imigrante representa um contributo para o enriquecimento da sociedade de acolhimento. O problema é que frequentemente são logo despojados da sua identidade e cultura, acabando reduzidos a uma mera força de trabalho. O resultado final é um empobrecimento das pessoas e do seu contributo para as sociedades de acolhimento.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma outra birra geladinha

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 17:38
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E outras a seguir. Hoje é Domingo, mermão. Faz muito tempo que deixei de ir no santo sacrifício da saida da missa, pelo que a idade faz com que os olhos só comam mesmo o perfume e sabor do zulmarinho, a cabeça está em seu sítio, que é como quem diz que está em cima do pescoço.Vamos botar na goela as que couberem e não façam a gente deirar o resto nesse mar que nos separa mas nos une na ligação perfeita da descontinuidade do espaço.Pois, mermão, hoje que é Domingo, dia de bola talvez, ou não, vamos falar nos silêncios monossilábicos de um diálogo de surdos, cortado pelo olhar cumplíce da ideia certa que pensamos igual. Vamos, avilo, curtir sentados o aroma gelado com sabor a mar que vem desse zulmarinho que nos transporta nas ondas da imaginação até um porto seguro que fica mesmo lá no início dele. Sem tirar nem pôr. Vamos navegando na mágica ideia de uma teletransportação que nem filmes de fricção. Vamos curtir as loiras que têm a côr da areia do deserto que de tão vazio está que nem cheio de areia, mas não vamos permitir que ela entre na engrenagem da embraiagem que suporta a via da ilusão.Pois, mermão, hoje é Domingo. Dia de matiné num cinema qualquer num filme qualquer com música qualquer.Hoje é Domingo.
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Carlos Carranca

Cajoão

Mermão,Enquanto não ganho coragem para soltar alguns escritos prórprios que aguardam o dia em que as bitolas vertidas me façam perder a vergonha de os ver soltos por estes monitores, pedi emprestadas algumas palavras a quem tem competência. São daquelas que eu gostaria de ter dito.
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel Sousa Tavares, advogado, escritor e jornalista

MARzé
__________________
Entre o Mar e o Deserto há gente.

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Carlos Carranca

29 de janeiro de 2005


o Inicio mesmo do principio do zulmarinho Posted by Hello

Nestre parque infantil tive sonhos e brinquei. Nele hei-de voltar a sonhar e a brincar Posted by Hello

A Ana Clara Guerra Marques

"Fio": Ciranda da Bailarina

carranca
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Hoje, 15:07
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Jamais necessitarei de dizer de quem eu gosto. Simplesmente gosto.

Esperei. Aguardei com vontade de ver onde este fio ia dar. Conclui que deu em lado nenhum, coisa que já vem sendo hábito.

Eu não gosto da pessoa X, por isso atacarei tudo o que se escrever sobre X.
Eu gosto da pessoa Y, por isso defenderei até me apetecer a pessoa Y.
Que se lixem os argumentos.

Neste caso concreto eu afirmo, e reafirmarei sempre que necessário fôr, que gosto da Ana Clara Guerra Marques - PWO - quer como pessoa quer como agente de cultura. Digam o que quizerem dizer, verdades ou mentiras, insultuosa ou cordialmente, não me fazem mudar de ideias, porque simplesmente gosto da Ana Clara Guerra Marques.
"Fio":
aniversariantes de 29/01/05
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Carlos Carranca


Um trabalho de equipa. Descubram-me. Posted by Hello

Monólogo entre mim e eu

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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28-01-2005 19:27
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Mermão, com essa vergonha não vais longe pelo que hoje vou ficar aqui sentado fazendo companhia a mim mesmo.Estive a fazer um censo e conclui que na Luanda, que teimam de chamar Capital mas faz coisa que parece ser mais um montagal de confusão. Uma birra gelada para ludibriar o frio.E conclui na conclusão que afinal essa referida cuja cidade só tem é mesmo gente do mato. Os outros pocos que são mesmo da cidade, não são gente, são DIRIGENTE. Passam o tempo a dirigir mesmo o carro cheio de ar concessionado que nos dias tórridos saiem de lá parece piguins e nos dias frios saiem parecem pão quente.Mermão, conta as tuas palavras que são de sair da boca sem travão e com a ligeireza do teu saber. Agora tás na Capital e te pareces importante que nem rei no mato.Outro mermão, adiamos a conversa mas não a esquecemos. Uma loira gelada vou beber a pensar em tu que nem fosse eu mesmoMermã, muitos corações para ti tambem que hoje estou numa de amar. Amarei até que o coração pare.Conterra do início do zulmarinho te pensei em ti hoje que deves estar com orelhas quentes mas prontos sou assim que nem meço a força dos pensamentos.Prontos, inda dá tempo para ir no outro lado do zulmarinho e dar um abraço ao timoneiro da Magia e segurar no braço da Kadengue da minha idade e dar uma volta pelos sotãos da imaginação.Vou mesmo só sentir o perfume deste zulmarinho e dar de beber à dor de estar aqui a olhar para o início dele e ver que não estou só porque vos tenho. Não dou bolinhos de chocolate, mesmo em vocês que merecem. Foi um beijo especial para alguém especial.Monologuizei entre mim e eu e agora vou hipnotizar-me em loiras geladas e esperar os minutos que estão só mesmo de passagem porque eles são mas já eram.
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Carlos Carranca


1350 gr. Um peso pluma numas horas de trabalho feito em gosto de amor Posted by Hello

Um quisto do lobo esquerdo do fígado que se une ao Baço. Um momento de poesia escrita na forma de bisturi. Posted by Hello

Uma birra feita fatasma

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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27-01-2005 19:47
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Mermão, hoje falo contigo mas desconsegues ver-me. Estou na ganhuça, pelo que não posso estar na tua frente. Ainda vai aparecer alguém a dizer que sou trambiqueiro e outras coisas mais e sabes que eu sou sensível e depois perco a cabeça e lá vai o caldo para o chão e fico igual que nem eles. Assim, mermão, te falo através de um bilhete que deixo no quadro de cortiça dentro de um envelope aberto para não perderes tempo.Te falo, mermão, porque hoje sinto saudade de ser livre para ir ver o zulmarinho, sentir o perfume dele e olhar para o longe dele e ver que lá no início dele está o meu coração a bater.Te falo, mermão, porque quero sentir a loira escorrer na tua goela e refrescar a minha alma, já que hoje fico no delirium.Te abraço, mermão, estendendo esta pequena folha de papel em volta do teu pescoço.
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Carlos Carranca

Danço no corpo

"Fio": DISCURSOS SOBRE O CORPO (29 de Abril - Dia Mundial da Dança)

carranca
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26-01-2005 16:02
Forum: Conversas de Café
Sigo o curso do corpo
forma de rio
suave
Danço
pareço morto
no voo duma ave
Sem peso
mas com forma
levito
Tremulo de frio
danço
no corpo de
um rio
manso.

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Carlos Carranca

26 de janeiro de 2005

Cancro da prótata

"Fio": Temas diversos

carranca
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Fernando Hoje, 15:15
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Mais uma vez os meus parabens por teres aberto um fio INTELIGENTE. Começo por manifestar a minha ignorância no bullying - palavra que não fazia parte do meu léxico. Gostei, aprendi e quero aprender mais.Prostata...antes achava que aos 45 anos se devia fazer toda a panóplia de exames, para se ter valores normais e comparaveis para um futuro. Com o crescer da idade, da minha claro, sou da opinião que se deve inciar aos 50 os referidos estudos, mas posso mudar de ideias outra vez, mais lá para a frente se verá.O prostate-specific antigen (PSA) infelizmente não é uma enzima específica do cancro da próstata. Ele tambem se apresenta elevado na prostatite - processo inflamatório; na Hipertrofia Benigna e em outras situações está normal apesar de haver cancro da próstata. Portanto é um exame falível e com tal não confiável. O toque prostático - toque rectal é mais de cirurgião e não serve só para fazer o exame da próstata - é seguramente um exame mais indicador e deve ser o primeiro a ser feito, seguindo-se a ecografia transrectal - este talvez mais 'dificil' de ser feito, olha se põem umas pilhas naquilo....- é dos exames que apresentam uma maior acuidade. Após a Prostatectomia pode haver uma dificulade da erecção, mas antes isso que uma horizontalização permanete antecedida de um sofrimento prolongado.
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Carlos Carranca

Serenidade

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 14:56
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Mermão, agarrados a estas birras geladas, trocando palavras, esquecemos que existe um início e nunca um fim, porque me disseram que acabar é morrer por isso desconheço o fim. Vamos trocando palavras, algumas soltas e outras amarradas em preconceitos, defeitos e sem jeitos, sempre na esperança de chegarmos ao início desse zulmarinho que me perfuma e me faz descançar o cérebro.Mermão, manda vir mais birras loiras e geladas para aquecermos o sangue que está frio da osmose simbiótica do polo norte. Imagina só, mermão, se o polo não tinha norte e andava na deriva... Imagina, mermão, de tronco nú, mostrando a forma escultural de um corpo flácido e quase transparente de falta de sol, a levar com um vento polar sem destino. Aí sim, mermão, estavas no fim porque tinhas acabado. Mas estás aqui a soltar palavras comigo num nexo que às vezes deixa preplexo a conjuntura desconjuntada de um pensamento não pensado.Manda vir mais, mermão, que as palavras ainda saiem soltas.Mermão, faz de conta que tens um número de telefone que te pode abrir portas que pensas estão fechadas por cadeados invisíveis na tentativa de deixar crescer mas cuidado que não podes ser mais alto que eu, esperas que ele toque e ficas hipnotizado nos números que seguem sucessivamente marcando os minutos e se mantem o silêncio. Mermão, é sempre assim um início. Nervosa e ansiosamente o início parece não ter pressa de começar.Mas, mermão, sempre tem um início que pode é começar mais tarde. Mas que tem tem. Escreve aí que eu escrevo aqui nos meus neurónios possidónicos.Até lá, mermão, vou escrevendo cartas com água do zulmarinho na esperança que as letras cheguem lá no início dele e a conterra as possa apanhar e pôr no peito aconchegando de mimos. Desculpa, mermão se te roubei o tempo que não é precioso porque o tempo passa para todos na velocidade dele.Bebe e paga que como sabes eu só posso mesmo é beber que pagar te deixo a ti, com sempre.
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Carlos Carranca

de birra em birra até à birra final

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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24-01-2005 21:39
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Senta, mermão, que hoje me sento contigo, sentindo o perfume do zulmarinho que está quase branco de gelo. Eles disseram que vinha aí uma vaga de frio e eu estou a ver o mar tão calmo que acho que congelou. Mas mermão, se ele congelar eu arranco a correr por cima dele até chegar no início dele e vais ver que ninguém me segura na velocidade. Só páro mesmo para molhar a goela numa birra geladinha para arrefecer os sangue que vai ferver. Também vou parar para acenar nos que vão na Magia. Estou certo que nem tu imaginas. Vais ver num telejornal qualquer que viram passar um cometa deslizando sobre o gelo do zulmarinho e aí tu só podes pensar foi mesmo este termão. Vamos beber, mermão, e esperar que isso aconteça.
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Carlos Carranca


Se este estivesse a ver o zulmarinho não teria visto tanta estrelas Posted by Hello

Se pensa que teve um dia azarado, imagine o que pensará este Posted by Hello

Uma carta

"Fio": Portugal Moribundo

carranca
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24-01-2005 21:29
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Não sou contra ninguém, porque há alguns 'alguéns' que para mim simplesmente não exitem. É uma questão de feitio, que tento emendar mas desconsigo. No entanto posso adiantar que 'ainda' não é o seu caso, apesar de que acho maçador o que escreve, por ser demasiado extenso, o que me leva a ler a espaços e não com a regularidade que talvez merecesse, ou não. Como vê não tenho uma opinião formada.Mas escrevo-lhe hoje porque lhe li numa mensagem atrás que os médicos isto e aquilo... Pois bem, hoje respondo-lhe a uma questão directa. Não há guerra contra médicos espanhois. Há no entanto que ter em atenção que os médicos espanhois que trabalham em Portugal são os que não conseguiram trabalho em Espanha, pois na primeira oportunidade eles regressam. Mais lhe digo que gosto muito de trabalhar com os que trabalham comigo, numa equipa onde por acaso portugueses de Portugal só existem dois, sendo os restantes 16 - falo da minha equipa de urgência - têm nacionalidades várias, desde Guineenses, Caboverdianos. Brasileiros, Espanhois e de coração Angolanos.Quanto ao facto de não haver processos de médicos contra médicos e etc. e tal, aconselho a fazer uma pesquiza no Tribunal de Portimão e talvez mude de opinião ou de saber.Quanto ao que se passou sobre a sua esposa não tenho opinião porque não sei o caso em concreto nem em forma alguma, no entanto se algum dia quizer ouvir a minha opinião estou á sua inteira disposição.Acho contudo de um 'fundamentalismo radical' essa sua cruzada contra médicos. Não generalize a infima parte do que conhece!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

23 de janeiro de 2005

No alto do mar

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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No alto do mar Hoje, 18:59
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Pois é, mermão, hoje te converso com o meu silêncio.Ficas sentado a olhar para a linha recta que é curva e vais ver no meio da escuridão da noite uma chata a balouçar suave e docemente como que pairando sobre o zulmarinho e nela vou estar eu. Eu e a minha caixa geleira cheia de birras geladas, namorando as estrelas, ouvindo o canto das sereias e sonhando no silêncio de vozes que por mais que gritam não chegam ao céu.Mermão, bebe e se me ouvires é porque estás na mesma onda que eu, estamos em sintonia como no antigamente do rádio, companheiros da noite solidária.Ergo uma lata gelada para ti, mermão, que estás on-line, como é moda agora dizer. Navegas com os olhos no zulmarinho e me vês imitando ou ensaiando a partida. Lágrima substitui um sorriso de alegria, o lenço branco é substituido por um longo assobio que chega na bola redonda que é o reflexo do início desse mar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

De costas não deu para ver

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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De costas não deu para ver 22-01-2005 18:06
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Pois é, mermã, de costas não tinha dado para ver um quadro de cortiça com papelinhos de muitas cores ali colados com pioneses, aquelas coisas parecidas com smarties mas com pico parece ter tomado o comprimido azul. Que sabes, eu bebo e falo muito mas vejo pouco. Mas vou ficar com mais atenção nos papelinhos, não vá ainda precisar de um contador de estórias que me embale nas noites de solidão solidária da noite.Pois é, mermã, nas vezes que sunguilamos e não te apanhamos na linha, parece tás com medo vem comboio. Outras vezes, mermã, tens lá ninguém que mal entras monólogas contigo mesmo que desmotivas a vontade de voltar mais logo. Sabes, mermã, se depois dos que fazem anos aparecesse o nome dos sunguilas eu ficava a saber a hora de te poder bajular na tua aurea de imaginação apelativa e inspiradora de estórias que aprecias ouvir contar-te. Prontos, falei e disse, agora paga as minhas loiras que está na hora de olear a garganta para falar-te mais fundo do coração.
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Carlos Carranca

21 de janeiro de 2005


O zulmarinho hoje às 16.00 horas Posted by Hello

3 razões

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 16:52
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Conversas de Café
Avilo, hoje te vou olhar olhos nos olhos e falar sério que te vai parecer que caiu um armário qualquer na minha cabeça. Mas, avilo, aqui sentado frente deste zulmarinho, sentindo o perfume a marzia, vendo esse verdezul a brilhar nos raios do sol me te apetece perguntar:Por que devemos sair da zona de conforto? De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas. (Will Rogers) Agora que fiz citação, que te pareço um gajo culto, avilo, enquanto bebo umas e outras birras geladas te vou discursar parece sou político e te dizer da minha justiça que te pode parecer injusto mas que foi assim que pensei e por isso te digo.TRÊS BOAS RAZÕES PARA SAIRES DE TUA ZONA DE CONFORTO: A primeira razão é que serás obrigado a sair um dia, por mais que resistas. Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades. A incerteza é uma coisa da vida, te dizendo mesmoque é a única coisa da qual podemos ter certeza. Não temos de nos entregar a precipitações óbvias ou riscos derrotistas, mas podemos permitir a nós correr riscos positivos em busca de crescimento e progresso. Não podemos simplesmente optar por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Olha só esse zulmarinho que te parece mar chão e cada vez lhe passa coisas nas ondas que ele diaboliza num inferno de estragos. Algum dia, avilo, num lugar, algo nos fará passar por um teste para o qual não estamos preparados e que gostaríamos de não ter de enfrentar. Corre riscos. Não esperes sempre por uma garantia. A gente não tem de ouvir: - Eu não disse?. Depois de um erro, sacode o pó e caminha em frente rumo ao sucesso. A segunda razão, avilo, é que, como seres humanos, aqueles que pensam, acredito que procuramos maneiras de nos refinar e melhorar. Temos, dentro de nós, a capacidade e o desejo poderoso de melhorar o nosso caso concreto. E só podemos fazer isso se nos esforçarmos e testarmos. Experimenta, avilo. Tenta algo novo. Dá mais um passo, mas em frente, desviando do abismo se lhe vires directamente a cara.Avilo. quando éramos crianças, muitos de nós fomos proibidos do direito de experimentar. Como adultos não é diferente; continuamo-nos proibindo deste direito, de levantar a cabeça e rumar direitos ao desconhecido. Avilo, permite-te provar coisas novas. Deixe-te tentar por algo novo. Avilo, poderás cometer erros, mas a partir desses erros conhecerás quais são es teus valores. Algumas coisas não apreciaremos, avilo. Isso é bom, pois saberemos um pouco mais sobre quem somos e do que não gostamos. Ficamo-nos a conhecer a nós que nem outros imaginam que nos conhecemos.Outras coisas serão apreciadas. Elas funcionarão com nossos valores, com quem somos e contribuirão com a descoberta de coisas importantes e enriquecedoras para nossa vida. Manda vir mais outras, avilo que te falta dizer a terceira razão e estou com a goela assim como a areia do deserto.A terceira razão,avilo, pelo qual tu deves sair da tua zona de conforto é simplesmente que tua vida se tornará muito mais interessante. Sei que tu não queres uma vida monótona ou previsível, assim como vem nos catálogos das compras. Te lembra, avilo, que quem leva uma vida segura e previsível nunca saberá que pessoa extraordinária realmente é. Torna desafiadoras as circunstâncias de tua vida para que tua grandeza possa subir à superfície e ser vista por ti, sentida por ti e também por aqueles que estão na tua roda.Aventura-te e segue o teu rumo como se vivesses numa viagem sem rumo.Avilo, te deixo na meditação enquanto eu vou na deitação, levando uma loira gelada para me acompanhar até os olhos não poderem estar mais abertos.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Acorda, mermão

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Mermão, acorda 20-01-2005 20:08
Forum: Conversas de Café
Mermão, tás a bocejar ou quê? Só porque estou de costas a falar contigo tu já estás como que querer dormir. Bochecha com água de zulmarinho que te ajuda a limpar as vias nazais e te desinfecta a boca do sono que estás a praguejar na sonoridade espreguiçadeira de estar assim como que meio vivo na morte do sono.Pois é, mermão, eu vou bebendo as que pagas e te vou mostrando que existe um início do zulmarinho. Um zulmarinho que não tem doenças coronárias, lhe falta o estresse de ser um gelo de estar, uma mornice de ver se amanhã faço o que devia ter feito ontem, a quentura de ver as muitas cores dizer as mesas coisas nas caras diferentes.A birra gelada sabe melhor se fôr acompanhada com o perfume do início desse zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

PIC-NIC e eu a vê-los Posted by Hello

19 de janeiro de 2005