recomeça o futuro sem esquecer o passado

31 de julho de 2005

Um conclave no zulmarinho


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Um conclave à beira do zulmarinho Hoje, 20:57
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje não vou sentar na tua mesa a olhar o zulmarinho. Hoje, mermão não vou beber birras geladas nem navegar na magia do zulmarinho que termina aqui mas tem o início lá mesmo do outro lado da linha recta que é curva.
Hoje, mermão, vou sentar-me na mesa daquele camba que está ali, de costas para o zulmarinho.Sabes, camba, estive num conclave entre mim e eu. Sim, camba, fechado dentro de mim em meditação. Sabes camba que depois tirei conclusões, que foram aprovadas por unanimidade e aclamação por mim e eu. Assim, camba decretei que são meus amigos aqueles e, apenas aqueles, que me apoiam e concordam comigo sempre, mesmo quando eu sei que eu estou errado, eles têm de estar de acordo comigo. São meus amigos apenas os que pensam como eu, mesmo quando eu não penso. Camba, só esses é que são mesmo os que têm o meu apoio. Os Outros, camba, considero mesmo inimigos, unicamente porque não estão sempre de acordo comigo. Tás a ver, camba como um conclave às vezes tem coisas boas. Simplifiquei as coisas. Quanto às amigas, camba, a resolução é que todas são minhas amigas até prova em contrário.Como me cansei muito neste conclave entre mim e eu, acho que mereço mesmo uma birra loira e gelada.
Me sento agora contigo, mermão e contemplo o zulmarinho que está aqui está parece estar a dormir.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

30 de julho de 2005

Hoje

Hoje estou que nem posso.
Vontade de escrever = 0
Vontade de falar = 0
Vontade de pensar = 0
Por isso recomendo vivamente a quem tenha vontade de ler que vá aos arquivos e comece no primeiro post e siga até ao último. Se ainda tiver paciência escreva por mim que hoje estou que nem quero poder.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma foto de satélite


Uma foto de satelite do início do zulmarinho Posted by Picasa

29 de julho de 2005

Vamos tocar com os olhos



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Vamos molhar os olhos nele Hoje, 18:56
Forum: Conversas de Café
Hoje, mermão, volto à birra super geladinha. Contemplar o zulmarinho num dia em que nem está Sol nem antes pelo contrário, dá como que uma paz que o espírito até que agradece. Me desculpa, mermão, mas eu não te sei nem como explicar como pode ter gente que vive longe do zulmarinho. Seja lá no início dele, no meio ou aqui no final dele mesmo. Mermão, se eu não toco com o o meu olhar nesse mundo que é o zulmarinho acho mesmo que cabeça estoira e vai que nem boa disposição nem coisa outra qualquer.
Assim, na fase de contemplação, vai mandando vir umas e outras. Há de haver o dia da birra final. Mas até nesse finalmente vamos mesmo botar uma atrás de outra que não haverá pontes sem nó.
No outro lado do zulmarinho, mermão, sei que tem avilo que também tá que nem eu: necessitar tocar pelo menos com os olhos nele. Ah!mermão, e quando o vento está de feição, lhe sentir o perfume intenso que nem num impulso lhe apetece saltar dentro dele.
Paga só aí mais uma e vamos molhar o pé.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

28 de julho de 2005

Uma joeira no cacimbo



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma joeira no cacimbo Hoje, 17:29
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje o dia nasceu igual que nem aí. Dois metros na frente e quase não se via nada. Aqui na esplanada só dava mesmo para sentir a maresia e a brisa que era mais forte que ela mesmo, pelo que lhe chamo já de vento. Aí, mermão, com uma caneca de café acabado de fazer naqueles filtros de pano de filtro mesmo, agarrei no meu papagaio e fui brinacar na praia.
Não, mermão, não é papagaio de papagaio, é mesmo de papagaio de papel.
Sim, mermão, eu sei que tu tás a pensar em joeira, mas este é mesmo papagaio. Tu tavas a pensar que eu ia perder tempo a ir à procura de cana de bambú, cortar tiras finas, comprar fio de sapateiro, fazer cola com farinha de trigo, comprar papel celofane de muitas cores, dar-me ao trabalho de fazer uma joeira em forma de losangulo muito colorido? Te enganas, mermão. Este é mesmo papagaio porque foi comprado na loja. Inda por cima que chamam de loja de desportos radicais.
Corri 1,5 metros, mermão, com os bofes a sair na boca ele levantou vou e eu me sentei a ver o pouco que via dele lá em cima a brincar e a tentar ver mais longe que eu. Depois, mermão, acabou o café e vim perto da casa que devia ter um imbondeiro para eu me encostar nela a descansar, mas só tem mesmo chá de capim só para lhe cheirar e ficar a ver o cacimbo a descancimbar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

27 de julho de 2005

Vocês são livres de me escrever o que quiserem, porém tenham a certeza que eu sou livre de raciocinar como quero.

Alguém, com ar de espanto, pergunta a que propósito vem isto? Nada de especial, mas há e-mails que me mandam, por falta de coragem de colocarem no comments, que tentam fazer de mim uma 'fabrica' de discos pedidos. Para esses só um conselho: vão à secção de perdidos e achados e vejam se se encontram.
Carlos Carranca

26 de julho de 2005

Sentado na esplanada


Olhando para uma 'bubida' lá do início do zulmarinho

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Na esplanada olhando o céu Hoje, 20:16
Forum: Conversas de Café
Senta ainda aqui mais um pouquinho, mermão. Vamos derramar mais umas quantas de birras bem geladinhas e falar, com voz lubrificada e mente limpa. Vamos fazer de conta que aí não está cacimbo, que tá tempo para para ver mais além do que aqui, para veres que o pensamento não está turvo e a claridade dentro dele é mesmo de sol do meio-dia.
Manda lá vir mais umas quantas e não estejas armado en forreta de ideias.
Olha só, mermão. Olha aquele avião que vem a ser perseguido por uma tira de pano. O raio do pano anda só atrás dele que nem descola da cauda do dito cujo. Vais ver é telecomandado. Menganei, mermão. O pano tá mesmo a ser puxado pelo dito cujo avião. Olha só, mermão, o que está escrito: AMO-TE - Maria - C.
Já viste a forma de dizer essa palavra sem abrir a boca. Tem cambas assim como que envergonhados. Sabes, mermão, parece que não está na moda dizer essas coisas. Sabes que desde que inventaram essa coisa das nets e dos telemóveis, se perdeu esse hábito. Ou então se está habituado a pagar ao minuto e depois fica assim. Mas, mermão, de lá de cima do avião se vê mais longe que daqui sentado, o zulmarinho parece muito mais grande que enorme.Vamos mas é virar outras, mermão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

25 de julho de 2005

Contando grãos de areia



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Sentado na areia Hoje, 20:39
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje estive sentado na areia, mesmo pertinho do zulmarinho, agarrado numa loira que estava supergelada quando a levei. Me sentei, mermão e me comecei a contar os grãozitos que me rodeavam. Centenas, milhares, milhões? Pois não sei, mermão porque enquanto os queria contar me vinham à cabeça sonhos, alguns pesadelos e uns quantos arrependimentos.
E eu me perdia da contagem.
Recomeçava e tudo se repetia, mermão.
A birra se aqueceu porque esqueci de a verter na goela. Também não precisava lubrificar o dedo para contar grãos de areia, não é?
Mas olha, mermão, vi areias de todas as cores. Pensei de onde o mar ia buscar toda aquela areia. Tanta areia que ele carrega dentro dele para a perder numa praia qualquer. Por acaso aqueles foram perdidos ali, perto do final do zulmarinho. Será que alguma veio de lá do início dele mesmo, de lá da linha recta que é curva?
Mermão, anda lá pagar umas quantas que a contar grãos de areia é mais cansativo que muitos trabalhos forçados.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

24 de julho de 2005


Algu�m est� a precisar? Posted by Picasa
foto by Di

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Domingo na praia Hoje, 17:25
Forum: Conversas de Café
Mermão, não sei como te contar. Mas manda vir umas birras geladinhas a estalar para olear a garganta, de modo a que não me falta nada da estória que eu te quero contar hoje.Domingo, mermão, dia de praia. Dia de apanhar com todo o sol que durante a semana fica resumido ao ar concecionado de força de motores. Praia cheia. Vais ver tinha mais gente que pessoas. Queria pôr a toalha na areia, mermão, tinhas que pedir conlicença, faxavor, no vizinho, para teres direito ao teu meio metro quandrado. Vais querer dar um mergulho e sobra ginastica para fazer as fintas nas outras pernas que te passam na frente, parece têm medo que o zulmarinho vai embora e não volta outra vez. Quando vais dar o dito e referido mergulho, olhas para a frente e vez que lá dentro do zulmarinho não tem nem espaço para enfiares a cabeça, quanto mais a tua proeminente barriga.
Molhas o corpo parece é gato e voltas na toalha. Te deitas a curtir o solinho que quando nasce é para todos, mas vem uma bola e te acerta pareces és poste de baliza. Desculpa?! Nem tem tempo mais para isso pois tem mais gente em quem acertar. Te enches de rancor, te viras bruscamente e levas com uma pá de areia. Ai só te apetece sorrir, agarrar as coisas, vir na esplanada e beber as quantas te apetecem, olhar lá para baixo e pensar que o zulmarinho sofre que não tem quem defende ele das gentes que não são pessoas.
Manda vir mais, mermão, que daqui de cima a gente controla as vistas e não tem areia que entra na pele parece tem cola.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

23 de julho de 2005

Pedras no Zulmarinho


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Atirando pedras no zulmarinho Hoje, 19:51
Forum: Conversas de Café
Sábado
Dia de Sol aqui, de muito cacimbo lá.
Tu, mermão, aproveitaste para dormir até às quinhentas, da festa de sexta-feira à noite. Eu aqui, mermão, aproveito para sentar na Esplanada, saboreando com os olhos e nariz o zulmarinho, vou pondo a leitura em dia. São os semanários, são os diários e são os mujimbos que se ouvem e se lêem.
Olhando assim na calma do zulmarinho e me estou a lembrar que a gente quando lhe atira uma pedra rasteira ela vai batendo na água umas quantas vezes antes de se afundar como uma pedra que é ela mesmo. Meu recorde, mermão, antes das birras é de cinco. Esse mesmo, mermão. Depois das birras não sei se mais alguma vez consegui mais que duas. Coisas. Mas à vezes, recordando essas coisas, que a gente não controla, é sorte ou azar, a gente às vezes atira uma pedra e num tem mais que uma vez ela vai directa no fundo, outras vai batendo e batendo que até a gente fica satisfeito, parece ganhou um prémio.
Olha, enquanto recuperas o sono da sexta-feira à noite eu vou bebebndo uma quantas, vou dar uma de galã com as mininas senhoras donas e num estou a ver me faltar o paleio, continuando como antigamente.
Não atiro mais pedras no zulmarinho. Tem muitos cambas lá dentro e ainda lhes acerto na cabeça e depois a esplanada fica interdita por poluição.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Onde está a minha Sanzala?


"Fio": Onde está a minha Sanzala?

carranca
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Onde está a minha Sanzala? Hoje, 00:43
Forum: Conversas de Café
Ela deve estar no mesmo lugar. Ela deve estar com muito mais gente que quando eu cheguei. Todas as Sanzalas sempre tiveram a mania de crescer. Quando eu vim morar nesta sanzala, tinha uma mulemba onde a gente se sentava a sunguilar, muitas vezes no silêncio para cuscar as conversas dos mais velhos, outra vezes para contar estórias. Ele era o Zé Galinha que tinha a profissão muito nobre de ser Chulo, ela era a Júlia que exercia a mais velha profissão do mundo. Foram horas debaixo da Mangueira a rir a bandeiras desfraldadas que as fraldas estavam já ensopadas. Eles vieram, um a seguir ao outro até ao Chefe Supremo. Foi o FIM da charada que não teve em momento algum um desvirtuar, uma obscenidade, um linguajar mais atrevido apenas. Debaixo da Acácia florida de contaram estórias que não aconteceram mas nem por isso não eram verdadeiras.
Hoje procuro a minha Sanzala e onde ela está? No mesmo lugar, mas se calhar eu é que não estou na minha Sanzala. Se calhar eu quis voar mais alto e quis sair da Sanzala e ir morar na cidade do betão. Se calhar eu quis andar de machimbombo quando não tinha dinheiro nem para beber um pirolito, quanto mais para sair da minha Sanzala, largar o meu Imbondeiro, árvore que Deus criou ao contrário, com as raízes para cima, assim como que a fazer de pára raios. Quem me mandou a mim querer ser evoluído e querer mudar o mundo. Afinal de contas a minha Sanzala estava debaixo dos meus olhos e eu não lha via. Vou ter que andar com os olhos mais abertos
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

22 de julho de 2005

Me sento e descanso



"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Me sento e descanso Hoje, 23:56
Forum: Conversas de Café
Me sento e descanso, agarrado na minha birra gelada. Te espero, mermão. Faz horas que te espero na esperança que apareças no momento certo. Bebo para afagar o tempo de seca que é o tempo que te espero. Bebo para aliviar o salgado ar que brota do fim do zulmarinho que teima em molhar-me os pés. Bebo porque quero esquecer as milhentas coisas que esqueci e relebrar as outras milhentas coisas que jamais esqueci. Bebo para ter sempre presente na memória uma estória para te contar. Bebo para não enrouquecer a goela e a mente.
Mermão, se a minha mente ficar rouca jamais te poderei dizer que recebi a foto que me mandaste e me fez chegar uma gota salgada do zulmarinho no canto dos meus olhos. Te digo, mermão que está igual aos tempos de antanho. Por ele hoje bebi umas e outras como se ele estivesse aqui, sentado na tua cadeira, não a me ouvir as minhas estórias que por não terem acontecido não deixam de ser verdadeiras, mas para eu lhe ouvir nele as canções que elevam a minha alma aos pícaros do céu.
Enquanto não chegas, mermão, te digo que bebo com quem passa e me cumprimenta tal qual faziamos com o poeta lá na minha terra.
Bebo, mermão, lembrando que um dia de ontem foi horrível que o um hoje não fiz balanço mas um de amanhã vai ser bem melhor.
Bebo, mermão, olhando a linha recta que me separa de ti.
Me sento e descanso enquanto bebo a ver os cravos do meu contentamento, as estrelas que me guiam num GPS de sonhos e ideias.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

21 de julho de 2005

Hoje nem tempo há

Mermão, hoje o tempo é coisa que não existe.
Hoje me convidaram para ir jantar lá mais para lá do que aqui e eu disse que não.
Hoje me escreveram cartas e a todas eu disse que não, porque não lhes respondi.
Hoje me tentaram falar ao telefone e a ninguem atendi,
Hoje, mermão, nota-se que há férias por estas bandas.
Hoje desde a Noruega, à Moldovia e até quem só tem 28 dias de vida lhes vi as entranhas, lhes mexi por dentro.
Hoje muito te poderia contar mas me falta o tempo do relógio que aqui esse tempo hoje ele não existe.
Bebe as loiras geladas por mim e segreda no zulmarinho que lhe tenho muitas saudades.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

20 de julho de 2005

Decepção

Decepção
Para começar, quero que levem muito a sério o que vou dizer. Isto não é, nem tem piada. Se este é um espaço livre, também o é para mim.
Há um número impar de pessoas que eu nunca terei em consideração quando eu pensar em amigos. Podem chamar-me rancoroso, presunçoso, etc, o que até poderá ser verdade, agora podem ter a certeza que não tolero o insulto gratuito, nem que seja o insulto à inteligência, cultural, geográfico ou cadastral.
Entendo que para vocês pareça graciosa uma piada de agravo a alguém. Porém já me dei conta que alguns pensam que têm humor, mas de facto nasceram no dia em que o humor estava a banhos numa praia longe de si. Se se relessem o que escrevem ficariam roborizados de tanta asneira que dizem ou pensam querer dizer. Se calhar o comentário jocoso que fazem dá-vos para rir à frente do PC ou vos faça dizer para dentro: ‘toma lá porco de…’ . No primeiro caso até pode perecer válido se resulta com graça, porém no segundo caso, piando mais fino, caminha-se para a ofensa pura, que pode mesmo ferir, o que é uma atitude condenável.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

19 de julho de 2005


Imbondeiro, imbondeiro.
foto by Di Posted by Picasa

A TERRA está de férias


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 18:47
Forum: Conversas de Café
Senta, avilo, e vamos beber umas quantas. Que estamos parece que é de férias não tem mesmo a mínima dúvida.
Se falamos do Iraque que deu um traque e abalou os states, se falamos do mundo liberal que não libertário, se falamos de coisas que mesmo só servem para esquentar o cérebro, se falamos do arrastão que era de cabotagem e se cheretou na sabotagem de uma reportagem, se falou de coisas, mas se esqueceu de falar que afinal existe uma terra para lá da linha recta que afinal é curva.
Lá da terra que tem como simbolo a Lua, que mais para baixo tem o início do zulmarinho que termina aqui.
Afinal parece que a TERRA entrou de férias nos corações dos que dizem ser filhos, porque outros, que estão na situação de que não podem pôr o sangue que lhes corre no coração deste lado de cá, não estão de férias porque afinal estão lá mesmo e não nos podem dizer as coisas boas e ruins que lá estão.
Deu mesmo na tristeza a tristeza de estar triste.
A minha TERRA entrou de férias!
Assim como assim aproveito para borcar umas quantas aqui na goela.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

18 de julho de 2005

Uma birra gelada para refrescar a mente

Mandem uma birra bem gelada, quase congelada. Tenho a cabeça a fervilhar. Eu sei, mermão que a água ferve a 100 graus, o angulo recto a 90. Mas eu, mermão, acho mesmo que fervo sem temperatura. Se não estivesse aqui pertinho do fim do zulmarinho, recebendo os seus salpicos salgados, te digo, mermão que estava já a dar dois coices no telhado qual mula da cooperativa. Me perguntas porque estou a ferver em pouca água? Eu nem te vou responder, mermão. Porque se te contasse, eras tu que vinhas na primeira onda e vinhas partir o electrodomestico que nem ar concecionado lhe valeria. Eu sei que não estudaste na Sorbone, Oxfor ou Clínica Mayo. Mas estamos em Julho e o mês é quente que até dá para ter maculo que nem pára a coceira cerebral.
Desentendes-me, Mermão?
Ficamos por aqui que não tem como te dizer sem ter que levar com o mapa cor de rosa ou a frase filosófica: vão-se catar!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

17 de julho de 2005

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO!


Até o rino vai ver o zulmarinho

MUITO INTERESSANTE!!!!!!!!!

Era uma vez um homem rico que estava muito mal. Pediu papel e caneta e
escreveu assim:

"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do
padeiro nada dou aos pobres"

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro
concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta
do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida e fez assim a pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã.Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do
padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia da original e puxou brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta
do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez a seguinte
interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta
do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Assim é a vida. Nós que colocamos os pontos. E isto faz a diferença

(ambos tirados de algures na net)
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Ontem foi dia de festa


Hoje bebo com gosto, mermão.
Tas a fazer festa assim com os cambas todos, Tas numa de muitas birras geladas, música de agora e de sempre como nos tempos de criança que tudo serve para fazer festa.
Mas qual é a Graça que mantém a graça de outros tempos? Querias que respondesse mas impossível dizer quando o tempo passa e o tempo não tem substituição. Mas te garanto que ainda mantém a graça de outras graças. Te garanto.
Assim, mermão, tendo a festa como festa de cheiro de marsia, cambas de muitos tempos que vão lá para trás que os cabelos brancos e as barrigas escondem, continuas a ver o mundo como ele é nos tempos que eram.
Mas, mermão, hoje mesmo só para te dizer que tem Graça que mantém a graça de outras eras. Mana vai de taxi é que me vai entender, tudo o resto é sonho que sonho mesmo acordado cada vez que olho no zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

16 de julho de 2005

15 de julho de 2005

Salpicos do zulmarinho


Acabei de chegar ao zulmarinho. Uns querem que o zulmarinho seja isto, outros aquilo. O zulmarinho é ele mesmo que termina aqui e começa lá. Tudo o resto é imaginação. No poder de ter capacidade imaginativa estão os avilos, cambas e mermão. Esses têm capacidade. As fãs têm capacidades. Outros, uns tantos, nem para o insulto têm capacidade. Uns tantos, poucos, mas por sinal irritantes quanto baste para, numa linguagem enjoativa, repetitiva e demasiado consultiva, porém nunca construtiva, irem afastando os mensageiros e as mensagens ricas de imaginação, cultas e que falavam do solo sagrado da terra que os viu nascer.
Apetece-me perguntar, a esses tantos que são afinal poucos, a que horas vão cortar o bolo e beber o champanhe? É que a esta hora a festa deve estar quase no fim. Já se comeu e bebeu para aí por uns seis meses. A dança já foi dançada mais que outra meia dúzia de vezes, não tendo ficado ninguém sentado no salão a descansar os pés. A decoração já está murcha, vendo-se as marcas da deterioração.
Digam lá quando querem cortar a porcaria do bolo?
Bebo mais uma birra geladinha com os olhos salpicados dos salpicos salgados do zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

14 de julho de 2005

Bip Bip

Hoje trabalho. Digo eu.
Que bom seria que eu estivesse aqui o dia inteiro de perna cruzada, lendo isto e aquilo. De quando em vez levantando-me para beber uma bica ou uma água. Estar a dar dois ou uma mão cheia de conversa com um amigo ou colega ou seja lá quem for. Olhar pela janela e ver o céu bem azul, ausência total de nuvens, ausência de vento, que visto dali daria a sensação de ausência de ar até. Que bom seria dar-me o sono, estar pelo menos sonolento, pés desinchados e ar de quem nada tem para fazer.
Egoísmo?!
Puro altruísmo.
Pois é, as contradições da vida.
Se eu estivesse como descrevi seria sinal que todos estavam bem, saudáveis.
Mas o bip não pára de fazer bip.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

13 de julho de 2005

Homo Angolensis

Um poema que MC me mandou

Homo Angolensis
Mastiga a própria desgraça
com ela improvisa uma
farra
precisa de uma boa maka
como do ar para respirar
acha o mundo
demasiado pequeno
pró seu coração
ri à toa fornica por
disciplina
revolucionária
jura que um dia será potência
gosta de
funje
todos os sábados
e foge do trabalho na segunda-feira mas fica limão
quando lhe querem abusar



J.Melo-Caçador de
Nuvens




Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Hummmmmmmmmmmm que saudade!
Foto by DiPosted by Picasa