A Minha Sanzala
Rádio Portimão
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Conversas à Mesa
PERTINÊNCIAS - um Programa de Rádio
- Pertinências 1 - Carlos Osório - Roblocks e os seus caminhos
- Pertinências 2 - Diagnóstico Dual - GRATO
- Pertinências 3 - "A Mulher (e as mulheres) segundo Fernando Pessoa"
- Pertinências 4 - Ir a Paris sem sair
- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
- Pertinências 7 - Equipes de Rua - GRATO
- Pertinências 8 - Rastreio e Prevenção do cancro do colon e recto
- PERTINÊNCIAS 9 - Enredados nas Palavras - Dulce Maria Cardoso
- PERTINÊNCIAS 10 - H(á) Mercado - Brasa Doirada
- PERTINÊNCIAS 11
- PERTINÊNCIAS 12
- PERTINÊNCIAS 13 - Por Dentro do CHEGA
- Pertinências 14 - Epicuro e Epicurismo Por Gabriela Baião
- Pertinências 15
- Pertinências 16 - As Abelhas
- Pertinências 17 - O Papel do Jornalismo em Tempos Sombrios"
- Pertinências 18 - James McSill
- Pertinências 19 - Alexandra do Carmo
- Pertinências 20 - Orquestra de Jazz do Algarve
- Pertinências 21 - O Grande Võrtice da Desinformação
- Pertinências 22 - Goncálo M. Tavares
- Pertinências 23 - Jornalismo de Investigação
- Pertinências 24 - Teolinda Gersão
- Pertinências 25 - Júlia Domingues e João Ventura
16 de setembro de 2026
Programa 132 - K'arranca às Quartas
A esplanada dos mais velhos
Os mais velhos sentavam-se sempre no mesmo sítio. Tinham mesa marcada sem que houvesse marcação. Bastava aparecerem e a mesa já era deles. O café podia estar cheio, mas aquela mesa tinha donos. Talvez por direito adquirido. Talvez por cansaço dos empregados. Talvez apenas por respeito e todos sabiam que eles não iam faltar. Acho mesmo que o único motivo válido para faltar era morrer.
Eu sentava-me por perto e ouvia. Eu e uma catrefada de adolescentes sentávamos duas mesas mais para o lado direito deles. Falavam de futebol, de mulheres, de política, de pesca, de doenças e, sobretudo, do tempo. O tempo era um assunto muito importante.
- Antigamente é que fazia calor!
- Agora já não há calor como havia.
- E as chuvas? Essas então...
Tudo antigamente era melhor. Até o frio. Depois começavam as histórias. Um dizia que tinha conhecido um homem que tinha pescado um peixe tão grande que precisara de três homens para o tirar da água. Outro corrigia rindo e dizia que achava que tinham sido quatro. Eu ficava fascinado, de olhos arregalados a lhes ouvir. Não pelo peixe, que provavelmente nunca tinha sido pescado, mas pela facilidade com que aqueles homens mais velhos podiam aparecer numa história onde inicialmente só havia um silêncio. Era assim que funcionava a memória. Uma história começava pequena e, à medida que passava de pessoa para pessoa, engordava. O mais engraçado era que ninguém parecia preocupado com a verdade. A verdade era uma coisa pouco interessante. O importante era a história ser boa. E eu aprendi ali uma coisa que só muito mais tarde compreendi: os adultos também inventavam. A diferença é que chamavam àquilo memória.
Às vezes perguntavam-me:
- Estás a ouvir?
Eu dizia que sim, porque tinha aprendido que, quando um adulto conta uma história, o mais prudente é não interromper. Pode haver um peixe enorme pelo meio. E havia sempre. Hoje, quando penso nessas tardes de 1970, lembro-me menos do que diziam e mais da maneira como diziam. Tinham tempo. Tempo para contar uma história que podia durar meia hora e não chegar a lado nenhum. Tempo para discutir uma coisa que já tinha acontecido há vinte anos. Tempo para beber um café lentamente. Nós hoje temos relógios que sabem tudo. Eles tinham relógios que só sabiam uma coisa: que ainda era cedo. Talvez seja por isso que aquelas esplanadas ficaram na minha memória. Porque eu era miúdo, eles eram velhos e, durante algumas horas, ninguém tinha pressa de chegar ao futuro.
O futuro podia esperar. Até porque, naquela época, ainda não sabíamos que um dia íamos ter telemóveis, internet e tanta pressa para não dizer absolutamente nada.
15 de setembro de 2026
eu e a inteligência artificial
Me sento, já não com a sebenta de capa encarnada mas frente ao computador. Haverá no mundo desgraça maior do que a página em branco duma tela a cintilar para mim? Aquele cursor a piscar, implacável, como uma lombriga vertical à espera que eu o faça avançar à frente de letras. Ele pisca mas não avança. Olho-o como que hipnótizado e ele nada, melhor, pisca. Durante séculos, um escritor sofria em silêncio, fumava cigarros baratos, bebia café frio ou vinho de fraca qualidade, amassava papéis e culpava a musa inspiradora pela esterilidade mental de uma terça-feira ventosa. Hoje, o sofrimento acabou, temos a Inteligência Artificial, essa grande colega que nunca dorme, nunca reclama e finge que acha os nossos pensamentos profundamente originais.
A verdade nua e crua é que a Inteligência Artificial veio democratizar a preguiça mental. Antigamente, para ser um preguiçoso de elite, exigia-se algum talento, era preciso inventar desculpas mirabolantes para não entregar o trabalho, adiar prazos com pretextos vagos ou simplesmente olhar para o teto durante três horas seguidas à espera de uma epifania que nunca vinha. Agora, não. Basta abrir uma janela do computador, escrever "escreve aí uma crónica sobre a minha inércia existencial com um tom espirituoso" e ir ver se o vento acalmou. Uns segundos depois, temos um texto impecável, polido, cheio de metáforas sobre o vazio cósmico e sem um único erro ortográfico. É obra. Nem uma letra trocada, nem uma vírgula num deserto plantada, só travessões e dois pontos, como quem semeia trigo num campo de letras. Ou será joio?
O problema é que este atalho está-nos a transformar em caracóis intelectuais. Se continuarmos a delegar o esforço de juntar sujeito, verbo e predicado a um servidor localizado num armazém gelado na Conchichina, que não sei bem onde fica, mas deve ser lá para os lados do fim-do-mundo, daqui a uns anos o nosso cérebro vai atrofiar ao ponto de só conseguirmos comunicar através de grunhidos e polegares levantados ou emojis préviamente desenhados. O ser humano evoluiu a caçar mamutes, bisontes, a inventar a roda, a criar uma linha de montagem mas o cume da nossa evolução vai ser a admirável capacidade de carregar na tecla Enter para que uma máquina faça o esforço por nós.
Ironias à parte, há algo profundamente poético nesta simbiose entre a nossa preguiça ancestral e a alta tecnologia. A máquina oferece o engenho e nós oferecemos a nobre arte de não fazer nada. Juntos formamos a equipa perfeita. E se me perguntam se fui eu que escreveu este texto ou se recorri a um algoritmo, respondo com a honestidade que me caracteriza, deixem-me ir ver o que a inteligência artificial tem a dizer sobre o assunto, porque pensar dá um trabalho terrível e como ainda não acabou o verão, não trabalho para aquecer.
14 de setembro de 2026
pedradas nos castanheiros
Quando eu era adolescente havia uma ciência rigorosa, quase física e de alta precisão, na arte de atirar pedras às árvores. Eu nunca fui bom nessa disciplina. Para comer castanhas na frente da casa do Sr. Martins alguém tinha que atirar pedra por mim. Hoje em dia, os jovens descarregam apps e jogam jogos num telemóvel, mas quando eu era adolescente os jogos eram o chão, as padras e pedrinhas e o verdadeiro ecrán eram as copas das árvores que davam castanhas, que não são as castanhas que se compra no supermecardo.
O objetivo teórico era simples que era fazer cair o fruto, a castanha. O objetivo prático terminava, noventa por cento das vezes, com três pedras a passarem sobre a árvore, um ou outro vidro de janela partido e nenhuma fruta no chão.
Existiam vários perfis de atiradores na nossa malta. Um que estudava a trajetória, limpava a pedra na camisola, media o vento com o dedão molhado e falhava o alvo por quatro metros, acertando com precisão cirúrgica na telha da casa do vizinho mais rabugento da rua. Outro ignorava a pedra fina e delicada, escolhia autênticos calhaus. Cá para mim ele não queria apanhar fruta; queria derrubar a árvore. O lançamento terminava invariavelmente com um estiramento muscular no ombro e a pedra a cair verticalmente a dois centímetros do seu próprio pé. O Zé tinha uma pontaria assustadora. Acertava exatamente na castanha mais bonita, mas com tanta força que a transformava em compota instantânea ainda no ar. Chegava ao chão apenas um caroço envolvido numa nuvem de polpa amassada.
O verdadeiro drama era quando a pedra ficava presa entre os galhos. Ninguém aceitava perder uma boa pedra, afinal, tínhamos gasto três minutos a escolhê-la por ser perfeita para caber entre dedos. A solução era atirar uma segunda pedra para desembrulhar a outra. O resultado? Duas pedras presas e a fruta continuava lá em cima, a rir-se da nossa ignorância.
O auge do método científico era a chegada do dono da casa em frente, avisado pelo som cadenciado de pedradas contra o telhado ou janelas. A aceleração que atingíamos na fuga provava que, se a gravidade não nos ajudava a fazer cair as castanhas, a adrenalina garantia-nos pelo menos a velocidade necessária para ultrapassar qualquer distância.
Olhando para trás, a árvore comigo nunca perdeu um único combate. Mas nós voltávamos no dia seguinte, de bolsos pesados e pontaria renovada, convictos de que a física e o jeito, finalmente, estariam do meu lado, porque do Zé estavam sempre.
13 de setembro de 2026
Pertinências 26 - A Música na Feira do Livro
No dia 24 de Fevereiro, às 21 horas, começou, na Rádio Portimão, um novo programa - PERTINÊNCIAS
- Aos Sábados a partir das 21 horas
Nem tudo é urgente… mas há coisas que são pertinentes.
Ideias que fazem pensar. Perguntas que fazem sorrir. Respostas que… às vezes complicam.
Pertinências: Onde a palavra tem lugar.
Imperdível
12 de setembro de 2026
eu e os jogos de futebol
Ah, nos anos 70 era a era de calças à boca de sino, camisa mil-flores e cabelos compridos e uma bola de cabedal que pesava três quilos quando seca e quarenta e dois quando molhada. Se não era assim é porque já me esqueci como é que era. Mas se havia coisa que unia a vizinhança era o futebol de rua, mesmo na minha rua que uns jogavam a descer e outros a subir. Mas havia um problema que era quando a paixão pelo jogo excedia radicalmente a capacidade motora, o chamado jeitinho, o que era o meu caso.
Eu era aquilo a que as pessoas daquele tempo chamavam de desprovido de talento, mas que no bairro se resumia a um simples e cristalino: Ó pá, tu ficas à baliza ou vais para a ponta do pé de microfone! O ritual começava sempre no momento sagrado das escolhas. Dois capitães, habitualmente os rapazes com mais cabedal ou donos da bola, mediam pés para decidir quem escolhia primeiro. Pé, calcanhar, bico, sola... O primeiro a ser escolhido era o melhor dos jogadores, que fintava até a própria sombra e mesmo assim se saía bem. O último era invariavelmente eu. A escolha para me escolher para a equipa não era feita por tática, era porque sim.
As regras do futebol de rua nos anos 70 eram simples, elegantes e imprevisíveis: As Balizas eram duas pedras, duas mochilas ou duas chinelas porque havia quem ia jogar descalço no alcatrão. A altura da baliza era sempre uma discussão filosófica e conforme dava jeito. Qualquer golo por cima do guarda-redes, o verdadeiro chapéu, gerava dez minutos de debate com o clássico passou por cima dos dedos, não conta! O dono da bola era o imperador absoluto. Se ele se chateasse porque levou um túnel que é o mesmo que dizer uma cueca, o jogo acabava, a bola ia para debaixo do braço e nós ficávamos a olhar para o alcatrão a ponderar o sentido da vida. Quanto ao tão falado fora de jogo simplesmente não existia. Existia apenas o conceito de babuja, que consistia em ficar a um centímetro da pedra-baliza adversária a esperar por um milagre.
Como eu não tinha pés para a bola, a minha função principal era a de obstáculo móvel. Uma vez cortei um passe decisivo com o joelho esquerdo enquanto tentava atar o sapato. Fui aclamado como um estratega do desarme.
Jogar na rua nos anos 70 tinha também o factor fauna e flora. Havia o carro do senhor Santos estacionado perto do campo, uma raspadela de bola no espelho lateral equivalia a correr como se não houvesse amanhã, a vizinha que odiava crianças e guardava as bolas que caíam no quintal e o alcatrão gasto que nos deixava os joelhos em carne viva. O mercurocromo da avó fazia milagres.
No fundo, eu nunca soube se jogava à bola ou se a bola é gozava comigo. Mas quando a luz do candeeiro da rua se acendia o sinal universal de que estava na hora de ir jantar antes de levar um raspanete, ficava aquela sensação de dever cumprido. Tinha os pés doridos, as calças rasgadas no joelho, zero golos marcados e uma felicidade que nenhum troféu do mundo conseguiria pagar. Mas que raio havia de me acontecer. Gostava tanto de futebol mas a falta de jeito fez-me um dia ser médico e entrar em campo de braçadeira de médico. Entrei ou não entrei em jogos importantes?
Bom dia Mercado 18 - Rádio Portimão
10 de setembro de 2026
Fui ao Cinema domingo de manhã
As manhãs de domingo cheiravam a café fresco na cozinha da minha avó e a pão torrado no fogareiro com azeite. A mim, vestiam-me os calções de algodão, que podiam ser de chita ou outro tecido qualquer que eu não protestava desde que não picassem nas coxas, meias altas até ao joelho e um par de sapatos de fivela encerados até parecerem espelhos. Era domingo, que é que julgam.
O meu avô agarrava-me pela mão e marchávamos pelo passeio a caminho do Cine Moçâmedes. Marchávamos porque não podíamos chegar tarde e não havia distrações no caminho. Para mim, ele era uma espécie de capitão de mar e guerra, impecável e postura ereta, mas com um ponto fraco terrível, não gostava de ir à praia.
Naquele domingo em particular, a fita era do Cantinflas. O cinema estava composto por uma legião de miúdos irrequietos e avôs resignados. Os projetores arranjaram vida, o feixe de luz cortou o escuro e, exactamente aos três minutos de filme, ouvi o ruído, gargalhada geral. Não era uma gargalhada qualquer. Era uma sinfonia, num crescendo que parecia competir com a orquestra da banda sonora.
Às tantas, na tela, o Cantinflas saltou para cima de um comboio em movimento e disparou um tiro para o ar, o meu avô deu um pulo na cadeira, e eu e eles os miúdos todos. Inesperadamente estávamos aos gritos. A sala de cinema parou. Pelo menos uns vinte miúdos atiraram-se literalmente para debaixo das cadeiras, espalhando medo por todo o lado. Eu, de calções e meias altas, encolhi-me no assento, dividindo-me entre a vergonha absoluta e uma gargalhada histérica.
O meu avô gargalhou como eu nunca tinha lhe visto. Era domingo e era um filme para crianças
Quando voltámos para casa, a minha avó perguntou se o filme tinha sido bonito. O meu avô piscou-me o olho e disse:
- Uma palhaçada, Leovegilda. Mas o miúdo tem bons reflexos
9 de setembro de 2026
Programa K'arranca às Quartas 131
8 de setembro de 2026
A humildade política
A humildade política é uma espécie rara. Quase tão rara como um político que, depois de perder umas eleições, diga simplesmente:
- Perdemos. O povo não gostou. Vamos pensar no assunto.
Em vez disso, ouvimos:
- Tivemos uma vitória moral. - rebuscando palavras e ideias que nada têm a a haver com o número final.
A vitória moral é uma coisa extraordinária. Não aparece nas urnas, não consta dos resultados oficiais e não se sabe muito bem onde se guarda. Mas é sempre muito útil quando faltam votos.
Há também o político humilde que diz:
- Eu não estou aqui por interesses pessoais.
E imediatamente pensamos: que homem extraordinário! Depois percebemos que está rodeado por quinze assessores, três carros, quatro câmaras, dois microfones e uma equipa de comunicação que já publicou nas redes sociais uma fotografia dele a apertar a mão a uma senhora de oitenta anos. A humildade foi fotografada de vários ângulos. Na política, até a modéstia precisa de produção.
O problema é que muitos políticos confundem humildade com baixar ligeiramente o tom de voz. Falam mais devagar, fazem uma pausa dramática e dizem:
- Eu sou apenas um servidor do povo.
Servidor até que é uma palavra bonita. Sobretudo quando quem a pronuncia está há vinte anos a tentar continuar a servir. Eu cá gostava de ver um político verdadeiramente humilde. Um que entrasse numa conferência de imprensa e dissesse:
- Meus amigos, não sei! - seria revolucionário. E repetia - Não sei resolver isto! - e acrescentava depois de uma pausa para desembargar a voz - Enganei-me e enganei-vos! - seria revolucionário.
Aí, provavelmente, teríamos de chamar a UNESCO para classificar aquele instante como património imaterial da humanidade. Porque reconhecer um erro, na política, parece ser mais difícil do que reconhecer uma vitória.
E há outra forma muito interessante de humildade, ouvir. Não aquela coisa de ficar calado enquanto o outro fala, já preparando mentalmente a resposta. Ouvir mesmo. Ouvir quem discorda. Ouvir quem não votou em nós. Ouvir aquele cidadão que aparece numa reunião e faz uma pergunta incómoda. Aliás, uma pergunta incómoda é, para certos políticos, uma espécie de exame médico, preferem não fazer.
Porque a humildade não diminui ninguém. Pelo contrário: aproxima. O cidadão não espera políticos perfeitos. Espera políticos humanos. E talvez a maior demonstração de humildade política fosse perceber que o poder é emprestado. Hoje estamos no palco. Amanhã estamos na plateia.
E o público, esse, tem uma memória extraordinária. Não precisa sequer de apontamentos. Guarda tudo. Por isso, se algum político quiser realmente praticar a humildade, proponho-lhe um exercício muito simples - De vez em quando, desligue o microfone, deixe o teleponto em casa e vá ouvir as pessoas. Porque, às vezes, a verdadeira humildade política começa precisamente quando ninguém está a olhar.
7 de setembro de 2026
Pertinências 25 - Júlia Domingues e João Ventura
No dia 24 de Fevereiro, às 21 horas, começou, na Rádio Portimão, um novo programa - PERTINÊNCIAS
- Aos Sábados a partir das 21 horas
Nem tudo é urgente… mas há coisas que são pertinentes.
Ideias que fazem pensar. Perguntas que fazem sorrir. Respostas que… às vezes complicam.
Pertinências: Onde a palavra tem lugar.
Imperdível









