A Minha Sanzala
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Conversas à Mesa
PERTINÊNCIAS - um Programa de Rádio
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- Pertinências 4 - Ir a Paris sem sair
- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
- Pertinências 7 - Equipes de Rua - GRATO
- Pertinências 8 - Rastreio e Prevenção do cancro do colon e recto
- PERTINÊNCIAS 9 - Enredados nas Palavras - Dulce Maria Cardoso
- PERTINÊNCIAS 10 - H(á) Mercado - Brasa Doirada
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- PERTINÊNCIAS 13 - Por Dentro do CHEGA
- Pertinências 14 - Epicuro e Epicurismo Por Gabriela Baião
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- Pertinências 16 - As Abelhas
- Pertinências 17 - O Papel do Jornalismo em Tempos Sombrios"
- Pertinências 18 - James McSill
- Pertinências 19 - Alexandra do Carmo
29 de julho de 2026
Programa 129 - K'arranca às Quartas
28 de julho de 2026
A Universidade da esplanada
Eles não davam aulas. Davam sentenças.
Sentavam-se sempre na mesma mesa, como se tivessem alugado aquele quadrado ao café. Um pedia um café curto, outro um copo de cerveja, um carioca de limão ou um café normal, outro dizia que já tinha bebido água suficiente para aquela semana.
Eu ficava ali, calado, convencido de que estava escondido no meio de uns cabeludos pouco mais velhos que eu. Na verdade, toda a gente sabia que eu era o miúdo que estava ali a ouvir conversas alheias.
Foi nessa esplanada que aprendi que, antigamente, os peixes eram maiores, as sardinhas eram mais gordas, o calor era mais quente, os invernos mais frios e os políticos... bem, sobre os políticos já nessa altura havia opiniões que nunca chegavam ao fim e se ouvia mal poque eram mais sopros que palavras.
Cada um contava uma história melhor do que a do anterior.
- Eu conheci um homem que pescou um tubarão à mão!
O vizinho respondia logo:
- Isso não é nada. O meu tio empurrou um camião sozinho porque ele não tinha motor de arranque.
Ninguém duvidava. Pelo contrário. O objetivo não era descobrir a verdade. Era descobrir quem tinha a imaginação mais bem treinada.
Havia um senhor que começava sempre da mesma maneira:
- Isto aconteceu mesmo...
Quando ele dizia "aconteceu mesmo", todos percebíamos que vinha aí a maior mentira da tarde.
E vinha.
Eu ria-me por dentro, mas fazia um ar muito sério. Era importante parecer um homem entendido. Afinal, estava matriculado na universidade da esplanada.
Ali aprendi que uma história nunca devia ser estragada com factos.
Se alguém perguntasse:
- Tens a certeza?
O contador respondia:
- Se não tenho, passo a ter!
E a conversa seguia feliz.
As horas passavam devagar. Não havia telemóveis para interromper ninguém, nem notificações, nem fotografias do almoço. A única rede social era a mesa do café, onde cada um publicava as suas aventuras e recebia imediatamente comentários, gargalhadas e algumas correções criativas.
Quando o Sol começava a descer, levantavam-se todos devagar, como quem encerrava mais um congresso internacional de especialistas em coisa nenhuma.
Eu regressava a casa convencido de que tinha aprendido muito.
Hoje percebo que aprendi mesmo.
Aprendi que uma boa conversa vale mais do que um relógio apressado, que o humor faz companhia à memória e que os mais velhos nunca contavam apenas histórias. Contavam a maneira como queriam ser lembrados.
E, pensando bem, talvez nenhum deles tivesse pescado um tubarão à mão.
Mas também nunca vi ninguém provar o contrário.
27 de julho de 2026
fui ao Cardin
Ir à discoteca hoje em dia é um acto burocrático: bilhete e dinheiro no telemóvel, QR code, roupa pensada para o Instagram ou tic-toc e a garantia quase absoluta de que ninguém vai pedir a identificação se parecerem ter mais de doze anos. Mas há cinquenta anos, pouco mais ou menos, meus amigos, entrar numa discoteca aos 14 anos era um desporto de alta competição, uma operação militar de camuflagem e, acima de tudo, um milagre.
Estamos em 1972. O ar cheirava a liberdade mesmo que não tivéssemos noção de isso, a vinil quente e comprado no estrangeiro e a uma quantidade industrial de perfume aplicada com a generosidade de quem tenta esconder o cheiro a tabaco feito às escondidas no wc.
Para um miúdo de 14 anos nos anos 70, a preparação começava logo à tarde. O objetivo era um só: parecer ter pelo menos 18 anos. O problema é que, aos 14 anos em 1972, ou se parecia um miúdo de catequese ou uma tentativa falhada de vocalista dos Bee Gees.
O "equipamento de combate" era sagrado: as calças à boca de sino, tão largas no fundo que varriam o chão da rua e funcionavam como aspiradores naturais de poeira; os sapatos de sola dupla: O grande truque arquitetónico da época, ganhavam-se cinco centímetros de altura instantâneos, à custa de um equilíbrio digno de um equilibrista de circo; a camisa de gola em bico e mil flores.
O toque final? Pentear o cabelo com a força de mil tempestades para criar aquele volume estiloso que dava a ilusão de uma maturidade que a voz ainda a mudar a meio da frase teimava em trair.
Chegar à porta da discoteca era o momento de pico de adrenalina. Não havia scanners nem detetores de metais. Havia apenas o Porteiro. Uma figura lendária, de braços cruzados e bigode austero, que olhava para a fila com o desdém de quem já viu de tudo.
A tática era simples: engrossar a voz, treinava-se no caminho um "Boa noite, chefe" em tom grave, na esperança de não soltar um "grito de frango" a meio do cumprimento; atitude de tédio, caminhar como se aquela fosse a quinta discoteca da noite e estivéssemos apenas a fazer um favor ao dono em entrar; a camuflagem do grupo, que era Colocarmo-nos estrategicamente atrás do amigo mais alto que já tinha buço desde os 12 anos e parecia ter idade para pagar imposto.
Quando o porteiro fazia aquele gesto lento com a cabeça a autorizar a passagem, o coração dava um salto maior do que quando o cavalo do carrossel parecia atirar-nos carrossel fora. Estávamos dentro.
Lá dentro, o cenário era mágico. A bola de espelhos girava no teto, projetando pontos de luz que dançavam ao ritmo do disco da música pop que dominavam os tops da altura. O fumo denso das máquinas, que não me lembro se havia, confundia-se com o fumo real dos cigarros, sim, dançava-se no meio de uma névoa espessa.
E o que se fazia na pista?
Anos 70 não tinham o "abanar de ancas" moderno. Tinha-se o passo base: dois passos para a esquerda, dois passos para a direita, apontar o indicador para o tecto e olhar para o chão com ar concentrado, como se estivéssemos a procurar uma moeda de cinco escudos perdida.
Se tocasse um "slow", o momento de todas as decisões, o pânico instalava-se. Convidar a rapariga da turma para dançar exigia mais coragem do que subir ao da Chela. Se ela dissesse que sim, a distância de segurança entre os dois devia ser mantida sob o olhar atento de algum adulto no bar, enquanto nos deslocávamos em círculos lentos, rezando para que a música durasse pelo menos três minutos mais.
Às onze da noite — sim, às onze! —, o encanto quebrava-se. Não por ordem da discoteca, mas porque a mãe tinha sido clara: "Se não estás em casa às onze e meia, nunca mais sais!".
Saíamos da discoteca com os ouvidos a zumbir, os pés a arder dos sapatos de plataforma e a roupa a cheirar a uma mistura de fumo e colónia barata. Voltávamos a pé, a rir baixo pela rua fora, sentindo-nos os verdadeiros donos da noite.
Tínhamos 14 anos, não tínhamos telemóveis para filmar a festa, mas trazíamos no peito a certeza absoluta de que, naquela hora e meia de pista, tínhamos sido os tipos mais adultos e cheios de estilo do planeta.
26 de julho de 2026
eu já fui estudante
O ser humano é uma criatura fascinante. Ele é capaz de enviar sondas para fora do sistema solar, decifrar o genoma e inventar a torradeira que torra o pão com a cara do Mickey. No entanto, colocando esse mesmo ser humano numa secretária com três capítulos de matéria para um exame, e ele descobre em si uma sabedoria milenar que nem o Dalai Lama imaginava possuir.
A tragédia do estudante desdobra-se, invariavelmente, em três actos muito bem definidos:
Tudo começa com a fase bélica. Declara-se a guerra ao conhecimento. O estudante senta-se, abre o livro de Termodinâmica ou um de Anatomia com a garra de um gladiador a entrar na arena.
- É hoje. Hoje leio 80 páginas, faço resumos a três cores, crio menemónicas e ainda tenho tempo para uma corrida no final da tarde.
O ar está pesado com a tensão da batalha. Abre-se o caderno. A caneta azul está sem tinta. A primeira derrota táctica. Vai-se buscar a caneta preta. Mas a caneta preta não combina com a cor do sublinhador amarelo. Uma catástrofe logística. O exército recua.
É aqui que o fenómeno verdadeiramente mágico acontece. Repentinamente, a urgência da guerra dá lugar a uma paz profunda, quase mística. A casa, que esteva uma ruína durante três meses, passa a ser o templo do Feng Shui.
Subitamente, o estudante percebe que:
A gaveta das meias precisa de ser organizada por gradação de cor e percentagem de algodão
A junta do azulejo do wc não está verdadeiramente limpa desde 2018 (e isso afeta a concentração).
É de extrema importância científica descobrir, neste exato momento, qual é a esperança média de vida de um pirilampo na Islândia.
A mente atinge um estado de iluminação tão elevado que até o som de uma mosca a bater no vidro parece uma meditação guiada. O telemóvel, que antes era só um aparelho, transforma-se no portal definitivo para os vídeos de um artesão indiano a construir um palácio subterrâneo usando apenas um pau e lama.
E depois vem a famosa "vontade de ir estudar". Ela existe, atenção. Não se pode dizer que o estudante não quer estudar. O problema é a forma como essa vontade se manifesta no espaço-tempo.
A vontade surge sempre em momentos estratégicos:
- Cinco minutos antes de ir dormir: "Amanhã acordo às 6h00 e leio isto tudo num instante." (Alerta de spoiler: não acorda).
- Enquanto se come uma pizza: "Quando terminar a fatia, arranco." A pizza acaba e entra o coma alimentar.
- Às horas redondas: Se são 14:03, já não dá para começar. Tem de se esperar, por uma questão de respeito pela ordem do universo, pelas 15:00. Se às 15:02 se olha para o relógio... bom, agora só às 16:00.
Às 23:00, a guerra regressa. Não a guerra da disciplina, mas o pânico puro e duro, alimentado por um café morno e pela desesperada esperança de que a matéria entre na cabeça por osmose, basta para isso dormir com a cabeça em cima do livro.
Amanhã há mais. Afinal de contas, a casa nunca esteve tão limpa, o conhecimento sobre pirilampos está no topo e a esperança é a última a morre
Pertinências 19 - Alexandra do Carmo - Xana - Crise, Existência e Transpassibilidade
No dia 24 de Fevereiro, às 21 horas, começou, na Rádio Portimão, um novo programa - PERTINÊNCIAS
- Aos Sábados a partir das 21 horas
Ideias que fazem pensar. Perguntas que fazem sorrir. Respostas que… às vezes complicam.
Pertinências: Onde a palavra tem lugar.
Imperdível
25 de julho de 2026
Bom dia Mercado 17 - Rádio Portimão
23 de julho de 2026
O puto que chegou a kota
22 de julho de 2026
Programa 128 - K'arranca às Quartas
20 de julho de 2026
abraço pensado
Dizem os entendidos em física que nada viaja mais rápido do que a luz. Claramente, esses cientistas nunca experimentaram a velocidade a que a saudade aperta quando se está longe de quem se gosta. A saudade é aquele passageiro clandestino que se instala sem pedir licença, toma conta do peito e, se não tivermos cuidado, ainda nos faz suspirar para a janela como se estivéssemos num momento trágico dos anos 70 do século passado.
Mas a distância, essa grande desenhadora de mapas e fazedora de quilómetros, cometeu um erro grave ao subestimar a ferramenta mais poderosa do ser humano, a imaginação sem vergonha nenhuma.
Quando os quilómetros teimam em fazerem-se de fortes, a mente assume o papel de engenheira de pontes invisíveis. Afinal, a geografia é apenas uma convenção burocrática inventada por quem desenha mapas. No mundo real do pensamento, a física quântica é um jogo de crianças. Na impossibilidade de dobrar o espaço-tempo ou de inventar uma máquina de teletransporte que, convenhamos, estaria constantemente avariada ou presa na alfândega, a mente desenvolve os seus próprios truques de ilusionismo. De repente, aquela chávena de café de manhã não é tomada a solo. A mente encarrega-se de puxar a cadeira em frente e colocar lá o sorriso de quem está longe. O café continua a ser um expresso normal, mas o sabor passa a ser o de uma conversa cruzada a uns tantos fusos horários de distância. Fecha-se os olhos e, num piscar de pestanas, faz-se uma viagem e estamos lá. A gargalhada ouvida ontem ao telefone ecoa hoje na sala como se estivesse a ser emitida em som surround de alta definição. A verdadeira magia da criatividade é que ela recusa-se a aceitar o ditado longe da vista, longe do coração. Na verdade, quanto mais longe da vista, mais a mente se desdobra em acrobacias para manter tudo perto.
Criam-se piadas privadas que só o ecran do telemóvel entende, inventam-se rituais absurdos de presença à distância e descobre-se que a saudade, quando devidamente temperada com bom humor, perde aquele peso poeirento e transforma-se numa espécie de combustível. Um combustível estranho, é certo, mas capaz de fazer a mente voar por cima de qualquer oceano sem pagar taxa de bagagem de mão.
A distância pode mandar nos quilómetros, no relógio e no preço da viagem. Mas a mente? A mente ri-se do GPS, traça um atalho na imaginação e encarrega-se de encurtar o mundo até caber inteirinho dentro de um abraço pensado.
É, a minha mente, a minha imaginação, o meu sonho, tudo está numa conjugação de tempo e espaço, numa equação em que as incógnitas X ou Y não são meras ilusões, mas apenas sentimentos de simplicidade.
19 de julho de 2026
os pelos do antebraço
Há dias em que a nostalgia bate forte. Mas esqueçam que eu não vou falar da saudade da antiga namorada, do carro de juventude ou daquela viagem épica de mochila s costas. A minha nostalgia é muito mais capilar, mais localizada. Tenho saudades e assumo sem qualquer pudor de ver os pelos dos meus braços ficarem louros no verão.
Antigamente, o processo era um clássico do Mar e Março. Bastavam dois ou três dias de praia, uma pomada de sol na Praia das Miragens e o milagre acontecia: a pele ficava morena e os pelos dos braços ganhavam aquele tom dourado, digno de um anúncio a gelados nos anos 70. Olhava para os braços e sentia-me o próprio um astro de bem usar a praia. Havia ali um orgulho estival, uma medalha de ouro capilar que gritava ao mundo: Sim, eu estive ao sol e isto é pura sedução.
Corta-se o pensamento e regresso ao presente.
Hoje olhei para os meus braços sob a luz implacável do sol de julho. E o que é que vi? Oirinhos espetados nos meus antebraços? Reflexos de solstício do verão? Nada disso. Vi uma colónia de fios brancos, reluzentes, que parecem agulhas de gelo ou filamentos de lâmpadas LED de alta intensidade.
O meu corpo saltou a fase do louro-surfista e passou diretamente para a fase Pai Natal da Costa Algarvia.
O mais fascinante para não dizer assustador é a textura. O pelo branco não é um pelo normal que perdeu a cor. Não, ele ganha uma personalidade própria. Fica mais espetado, mais rebelde, com uma espessura que quase me permite sintonizar a rádio local se os apontar na direção certa. Se o braço fica moreno, então o contraste é uma obra de arte do surrealismo, pareço uma zebra invertida ou um dálmata ao contrário.
Tentei convencer-me de que isto me dá um ar interessante, uma aura de George Clooney dos trópicos, mas a verdade é que quando o vento sopra, os meus braços parecem o topo da Serra da Estrela em pleno janeiro.
Dizem que a velhice traz sabedoria. Olho para os meus braços e a única coisa que vejo é que os meus pelos decidiram reformar-se mais cedo e vestir-se de linho branco para ir jogar dominó num banco de jardim.
Tenho saudades daquele dourado, confesso. Mas, pensando bem, há que ver o lado prático: se a coisa continuar a este ritmo, no próximo inverno já nem preciso de casaco. Basta pentear os braços para o lado e fingir que estou de casaco de pele. Uma pele muito sábia, muito experiente... e irremediavelmente branca.
Pertinências 18 - James McSill e Júlia Domingues
No dia 24 de Fevereiro, às 21 horas, começou, na Rádio Portimão, um novo programa - PERTINÊNCIAS
- Aos Sábados a partir das 21 horas
Nem tudo é urgente… mas há coisas que são pertinentes.
Ideias que fazem pensar. Perguntas que fazem sorrir. Respostas que… às vezes complicam.
Pertinências: Onde a palavra tem lugar.
Imperdível
18 de julho de 2026
posfácio do livro que não escrevi
Viver a saudade misturando humor e nostalgia é uma das formas mais bonitas e saudáveis de manter o passado vivo sem ficar preso a ele. A saudade pura pode ser pesada, mas quando lhe juntamos uma pitada de ironia e um sorriso de canto de boca, ela transforma-se numa espécie de melancolia feliz.
Aqui ficam algumas pistas de como navegar nessa arte que cultivo, transformando o tenho saudade num lembras-te daquela loucura ou daquele dia?
A memória tem a mania de romantizar as coisas, mas o humor vive nos detalhes imperfeitos. Recordar o passado com nostalgia e humor exige que olhemos para quem éramos sem filtros de grandiosidade.
Viver a saudade assim é aceitar que o olho pode ficar húmido, mas a boca curva-se para cima. Não há mal nenhum em sentir um aperto no peito por um tempo que já lá vai ou por pessoas que estão longe ou que já partiram. O segredo está em olhar para trás, não com o lamento de quem perdeu, mas com a cumplicidade de quem sabe que foi muito feliz naquelas imperfeições.
Como dizia o outro, a melhor forma de honrar os bons velhos tempos é garantir que eles renderam boas novas gargalhadas cada vez que são lembrados.









