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A Minha Sanzala: Agosto 2015
recomeça o futuro sem esquecer o passado

31 de agosto de 2015

Le coeur c'est un metronome

Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 28 de Fevereiro de 2015
Sanzalando

29 de agosto de 2015

delírio numa tarde de verão

Assim descalço sigo caminho rente ao mar. Ouço o marulhar e me lembro das vozes dos anteriores aos antepassados me contar estórias que eu não sei eram verdadeiras ou apenas delírio dos tempos mortos. Sei assim num fugazmente que se eu me calar eu vou morrer sufocado nas palavras que calei. Por isso agora vim ao mar gritar todas as vozes que ouço das palavras que um dia direi.
Delírio, pensam.
Loucura, imaginam.
Vertigem de vapores alcoólicos, sussurram.
Apenas palavras. Exercito letras, parágrafos e concluo ideias. São escritos de verão, dum tempo que não dá tempo para parar e pensar. Ouve-se e anda-se num embora para a frente que o tempo não pára.
Afinal de contas as palavras não acabam.


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28 de agosto de 2015

animação

Wonderful art video ....

Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 7 de Fevereiro de 2015
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21 de agosto de 2015

vou atirar-me ao mar

Passo a passo sigo em direcção ao mar. Contra o vento porque ele hoje vem de sul. Quente como quem me trás notícias. Sorriu enquanto caminho. Brilham-se-me os olhos enquanto saboreio o perfume de sabor a mar. 
Desde pequeno aprendi a desfrutar de coisas simples, impossíveis de comprar e não entendia como havia quem não me entendesse.
Passo a passo, simples, tenho dias que gostava de ser diferente. Mas é impossível. Estou amarrado ao meu carácter.
Se às vezes até o céu chora em forma de trovoada porque não posso eu continuar a ter um simples choro de silêncio.
Passo a passo vou atirar-me ao mar, sorrindo.


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19 de agosto de 2015

saudade de letras

Às vezes tem vezes parece eu tirei férias de mim, assim num banho de preguiça, num carregado de vontade de faz nada, num dormir acordado parece é sonambulismo agudo que até parece eu não sei onde estou, me deito ou acordo. Tem dias guardei as letras, as palavras, acentos e parágrafos num saco e fui a banhos de sol numa vertigem de vontade.
Mas depois há um acordar lento, se calhar pausado, com uma vontade de debitar parece é doença, numa vontade de dizer que parece as estrelas brilham é para mim e que a brisa que às vezes sopra por cima dos meus cabelos trás um perfume que é igual que nem o teu e aí bota a saudade de te dizer: gosti, pá.
Às vezes tem vezes eu sinto saudade das palavras.


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13 de agosto de 2015

Wedding ring

WEDDING RING

Film - Tangled Ever AfterFunny Video

Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
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True Love Last Forever

REMEMBER WHEN

True Love Last Forever[ The love story felt the love in thousands of people' s hearts.This video will teach you about true love ]

Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Terça-feira, 30 de Junho de 2015
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9 de agosto de 2015

faz tempo dei-me louco mas cheguei a tempo

Faz tempo decidi poupar nas palavras e amar de coração, sendo que uma das razões foi o medo. É que tenho medo que a força deste medo me impeça de ver o que desejo, que a morte desaparecida do que acredito me tape ouvidos e boca e eu não consiga dizer amor com o sentimento marcado em cada letra. 
Faz tempo decidi poupar palavras porque metade de mim é o que eu grito e outra metade é silêncio que calo.
Faz tempo decidi ouvir a música, ao mesmo tempo que deixei de a inventar, cansado de a inventar triste.
Faz tempo que metade é o que ouço e outra metade é o que calo.
Faz tempo que eu desejo ter tempo para não sentir a solidão, que a vontade se me torne calma, que a solidão me traga sossego e que um teu sorriso me preencha a outra metade calada.
Faz tempo que eu desejo que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e as outras metades são ficção para plateias anonimas que fazem florescer as pontes duma qualquer existência.
Faz tempo eu teria querido falar de futebol, de sexo e de cor mas deixei a minha loucura abrigar-se num canto de ti.
Faz tempo eu decidi fazer as minhas escolhas e se eu errar, acredita, foi por uma escolha que fiz, não tua, coração

Sanzalando


WebJCP | Abril 2007