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Conversas à Mesa
PERTINÊNCIAS - um Programa de Rádio
- Pertinências 1 - Carlos Osório - Roblocks e os seus caminhos
- Pertinências 2 - Diagnóstico Dual - GRATO
- Pertinências 3 - "A Mulher (e as mulheres) segundo Fernando Pessoa"
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- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
- Pertinências 7 - Equipes de Rua - GRATO
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- PERTINÊNCIAS 9 - Enredados nas Palavras - Dulce Maria Cardoso
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- PERTINÊNCIAS 13 - Por Dentro do CHEGA
- Pertinências 14 - Epicuro e Epicurismo Por Gabriela Baião
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- Pertinências 22 - Goncálo M. Tavares
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- Pertinências 26 - A Música na Feira do Lovro em Portimão 2926
- Pertinèncias 27 - O que é o Fado? e Há Fado na Lota (1)
- Pertinências 28 - 2ª noite de Há Fado na Lota
- Pertinências 29 - 3º noite de Há fado na Lota
- Pertinências 30 - 4ª noite de há fado na lota
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10 de setembro de 2012
13 de abril de 2011
21 de agosto de 2009
agora quero
Recebi uma carícia tua e regressei a casa trazendo nos olhos aquele brilhozinho. Não foi mais que uma carícia mas deu para ver a paisagem com outro olhar, ouvir as canções do silêncio, dançar as danças das árvores. Deu para ver que as árvores estão verdes, frondosas, que a sua sombra é uma dádiva dos céus e um caminho a todos os lugares.
Depois de ter recebido a tua carícia duvido que volte a ser igual ao que era porque jamais serei um retorno ao passado. Este é um degrau do futuro. Na verdade há degraus degradados, há escadas desventradas como as há novinhas em folha. Tá na hora de procurar estas últimas e me lembrar, num misto de saudade e desgosto, todas as escadas que tentei subir, mesmo que estivessem podres.
Agora é hora de começar a ouvir as palavras da tua boca, as que soam livres, pinceladas de esperança e esquecer as palavras que não ouvi ou as que me soaram agrestes, facas no meu coração.
Agora, que sarei as feridas, que perdi a loucura, quero-te mais que nunca, em carícias de vida com sabor a felicidade. Quero amar-te em todo o tempo do mundo.
Sanzalando
20 de agosto de 2009
quanto tempo tem uma carícia
Quantos segundos dura uma carícia? Não têm tempo as carícias? Às vezes um segundo é uma vida, mesmo que dela seja apenas um instante. Basta ter os olhos com amor e a perfeição da luz iluminando a felicidade e logo se completa a existência do sentido. É simples. É claro. Apenas não é eterno.
É este o tempo exacto duma carícia!
E o resto do tempo ou o é de esperança ou teremos os olhos fechados e sem capacidade de sonhar.
Por uma carícia tua podem chamar-me de louco, sonhador ou inocente.
Serei, desde que receba uma carícia tua.
19 de agosto de 2009
uma carícia, a primeira
Fizeste-me uma carícia, foi a primeira que eu adivinho de muitas. Estremeci num misto de alegria e de dúvida, como quem não está habituado a mimos e só a azares. Dizem que as casualidades não existem e eu me rio porque me tenho alicerçado em coincidências, infelizmente sempre negativas para o meu lado, como se eu tivesse nascido do outro lado do lado certo. É um sinal. Não pode ser sempre o sinal menos. Daí a dúvida. Mas a alegria surge porque já vejo que o sinal está obliquo, não verdadeiramente horizontal. Tanta má sorte um dia se esgota. Já parece uma anedota de mau gosto mas insistente.
Mas a verdade é que cá canta a carícia. Mínima mas não deixa de a ser. É o principio duma estória recente que um dia vai ter um final feliz como as histórias do meu tempo de criança.
Assim me fico num sorriso de casualidade, numa mensagem de sentido quase positivo, num copo de água que me matou a sede por uns momentos. Assim fui o feliz protagonista da minha estória quase sempre cinzenta e que se vai clareando com o brilho dos olhos com que olho em frente.
Fizeste-me uma carícia, foi a primeira, e os meus olhos brilharam.
18 de agosto de 2009
1º carícia
Nesta tua carícia, sinal de existência, me fizeste esquecer o inferno sustenido do esforço relativo que tem sido viver sem ti. Neste momento fizeste-me ouvir vezes sem conta a canção da lágrima no canto do olho, mesmo quando não tenho rádio comigo, fizeste-me renascer como um conjunto de sons de alegria contagiando gente conhecida e desconhecida, sendo que cada canção é uma história de amor sempre diferente em que a personagem principal mais não sou que eu.
Mas mantenho o sabor desta tua carícia, fugaz e com o amargo sabor de ter sido apenas uma carícia. Mas afinal de contas foi uma carícia, quase te podia contar como primeira. Tenho a certeza que não foi a ultima porque sei foi a semente duma floresta de carícias que vão-me nascer na alma.
17 de agosto de 2009
renasce o sol?
Começa nova era. Acho que o sol está a começar a nascer. Mesmo que pela frente tenha tantas nuvens ainda.
Pode ser só um achar e como todos os achares ser um engano no fim de ver o achar bem de perto.
Quanto tempo já passou desde que eu estive assim num pertinho com o teu tu? Anos? Vagamente anos, que eu não quero lacrimejar de saudade. Se eu fosse simpático te dizia que parece ter sido ontem, mas sinto foi há muito mais tempo, indiscutidamente. E quem me ia dizer que eu seria o que sou neste caminho descaminhado de sentido, num arrastar-te até ao fim do mundo de pensamentos e prosas. Sempre colado no teu pensamento, depenicando detalhes da tua existência salteada de equívocos.
Mas agora devolves o sorriso ao meu rosto, como devolvesses uma dívida antiga, como falasses as palavras que eu guardei numa caixa de tesouros marcada num mapa com um X da minha vida. Paraste imprescindível na minha vida, já não como um prego no sapato, mas como uma carícia permanente de confidencialidade, de cumplicidade e de outras idades que me não soletram nos lábios embarcados de satisfação.
Te posso dizer que te quero ainda mais?
