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8 de maio de 2023
morri de amor
22 de junho de 2014
amor é...
Sanzalando
11 de abril de 2011
18 de abril de 2009
Canto canções de amor (2)
Me sento no caminho de lado nenhum. Não me apetecia andar, não me apetecia apanhar vento. Olho para o espaço outrora ocupado pela minha pobre Pitangueira que além das seis flores e muita esperança, não me deu mais nada. Mas acho que nunca esperei mais nada dela para além da esperança.
Mas, preguiçosamente aqui sentado me apeteceu cantar uma canção só para mim. Não me lembrei de nenhuma. Inventei uma letra que juntei uma melodia. Dentro da minha imaginação, é claro. Se por acaso eu tivesse tentado, chamemos assim, cantado em voz alta, estou certo que seria um alvo abatido por algum ouvido mesmo que surdo.
Quero ser uma palavra serena e calma,
Uma paz livre na madrugada,
Quero ser um desejo feito alma
Nesta voz rouca ou calada.
Quero ser os olhos da lua
E olhar-te tantas vezes,
Umas vestida, outras nua.
Quero ser uma jura de amor,
Pegadas livres no mar,
Quero cantar –te uma flor
Com os olhos de te amar.
Quero ser uma estação,
Dar-te frio ou calor,
Ser teu Inverno ou verão.
Quero ser apenas eu,
Num teu!
12 de abril de 2009
Canto canções de amor (1)
É mais que amor o que sinto por ti,
É amor, é dor.
Se eu pudesse tocar a tua pele,
E assim, abafado pelo mar continuo a cantar, versos soltos que não se me passam na razão.
Olho o mar. Choro lágrimas que não se vêem, sinto tristezas que não se tocam.
Memórias de amor. É um começo.
Sanzalando
15 de março de 2007
Valeu a pena
Vá lá, esperemos que amanheça num amanhecer de sol, mas façamos algo de útil, alguma coisa que nos dê prazer, que nos faça feliz no instante deste momento.
Se eu tivesse um espelho para olhar-me, ver as curvas da cara se vincarem numa marca indelével do tempo, que abstractamente não existe porque o tempo é real, e ver-me sorrir porque me sinto feliz.
Depois de uns tantos anos de sonhos e fantasias queria olhar-me e ver se valeu a pena, queria perguntar-me se é o destino que me conduz ou se é a força de um trabalho que me alcançou até aqui. Queria ver-me, numa de cara a cara, e saber se o desejado tinha sido alcançado e se por algum motivo eu devia estar arrependido dos caminhos até então percorridos.
Sem o espelho eu imagino que o esforço das vontades confluíram até este momento em que sorrio porque estou feliz. Sem o espelho penso que valeram a pena os anos, os dias e as noites de insónia.
Esse lugar que me persegue nas horas que têm os dias está ali. Espera-me. Eu lhe olho outra vez desde longe. Experimentei-o, saboreei-o, vivi-o. Cresci, amadureci e aprendi. Sem o espelho digo-me que valeu a pena, mesmo que eu me sinta prisioneiro dele. Mesmo que a força dos meus desejos arrastem para longe as moscas que, num equilíbrio instável, pairam sobre a minha cabeça como se fossem helicópteros tentando ler-me o pensamento. Mesmo que os meus suspiros façam acinzentarem os castanhos cabelos que ainda teimam em resistir. Mesmo que o sorriso fácil tenha dado lugar ao esboço e eu me sente sobre as piadas contadas. Mesmo que olhares confusos me olhem. Valeu a pena!
Sanzalando
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10 de dezembro de 2006
Num ritmo de antigamente
Sanzalando