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faceboquiaberto
Sanzalando
29 de abril de 2011
25 de outubro de 2004
carranca
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Sente só 12-10-2004 23:47
Forum: Conversas de Café
Te sentas e num falas nepia. Ficas assim mesmo como que parede ao sol. Só mesmo fazer sombra. Avilo, te peço hoje que me deixes sentar ao teu lado e ficar a ouvir o Zulmarinho no seu movimento perpétuo. Te peço que deixes que fique aqui a sentir a tua presença, sentindo o cheiro da marzia enquanto saboreio uma loira gelada embrulhado no meu silêncio. Hoje estou podre de sono. Tem 40 horas que não sei o que é ficar assim só parado, sem mexer um músculo ou um neurónio. Deixa-me ficar só a ver o Zulmarinho na tua companhia. Paga para eu ter a tua companhia hoje.
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Carlos Carranca
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Do outro lado 12-10-2004 01:54
Forum: Conversas de Café
Camba, olha só como está hoje o zulmarinho. Sereno que parece feliz. Vais ver que é porque ele viu Amarofy que lhe trouxe notícias frescas do início dele. Só pode, camba.Não re rogues e passa aí mais uma geladinha.Camba, como chama mesmo aquelas coisas que as garinas têm que prendem as meias para elas não enrolarem pelas pernas abaixo? Pois é, camba isso serve só mesmo para isso e paradar uma trabalheira danada quando a gente se quer ver livre delas. Das meias. Naquele momento é mesmo de grande confusão. As mãos se atrapalham e lá se vai a vontade que só apetece rasgar mesmo.Pois é, camba, tem descontentamento pairando por cima desse zulmarinho que tu estás a domar daqui. Mas te digo que vale a pena continuar a insistir e fazer a desmistificação dos fantasmas que não são da ópera mas que são da realidade. As ideias vão clareando com a nova madrugada até à madrugada final que um dia vai chegar.Anda e passa aí mais umas outras.
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Carlos Carranca
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Uma gargalhada 11-10-2004 16:26
Forum: Conversas de Café
Uma birra gelada para acompanhar as gargalhadas. Uma priter tentando printar baleias do zulmarinho. Resultado sairam golfinhos para outros caminhos cruzados em caracteres hieroglíficos...Avilo, senta e me escuta sem mexer um músculo que seja. Magina só a trapalhada de ver um aquario impresso em mil jornais numa barra de um porto não seguro.Gargalho até a região inferior da barriga doer que nem pode mais que vai pelas calças abaixo...Avilo paga que eu bebo mais logo que hoje só quero mesmo rir e parar de chorar de rir.
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Carlos Carranca
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Paga e não protesta 09-10-2004 23:59
Forum: Conversas de Café
Pensas que é só sentar e ouvir? Paga mesmo e depois te sentas a ouvir o mar e ouvir estórias de desconhecidos ou de conhecidos. Interessa é mesmo ouvir ao som da arpa do zulmarinho. Avilo, será que a arpa é a mulher do arpão? Desacredito mas que podia ser bem que podia.Tu já viste que enquanto tu pagas eu bebo e os outros estão lá no almoço que continua no jantar? Que vale mesmo é que eles não têm lá o zulmarinho como companheiro, a gente aqui tem. Bisturizando de onda em onda e eles lá na onda musical como que surfando num outro oceano mais pacífico.Avilo, conta as tuas amarguras que hoje te sinto que meio abandonado, meio perdido dentro de ti. Já sei sentes a falta do Anel, da fruta tropical e da Fénix dos brasis renascidos.Já sei. Ontem foi sex-feira. Desculpa Sexta-feira e ainda não recuperaste. A idade tem destas coisas. Mas olha fixamente no zulmarinho e na lua que reflete o início do zulmarinho e re recuperas que nem de pau de enclave necessitas.Conta, avilo, os teus problemas, as tuas saudades, as tuas amarguras, bota cá fora tudoo que te vai na alma e vais ver te sentes a levitar sem evitar a Evita do teu coração.Pagas mais uma e senta por aí, que o mundo é pequeno e as surpresas podem ser mais que muitas
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Carlos Carranca
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Birras, muitas 08-10-2004 17:06
Forum: Conversas de Café
Cambas, sentem-se. Se não tem lugar não faz mal, senta mesmo no chão. Mas faxavor que alguém tem de pagar as que eu meter na goela. Num queres birra? pede só que aqui tem tudo. Desde que inventaram essa coisa da imaginação tem mesmo que não falta nada. Senta. Olha no zulmarinho, ouve a arpa, orca, golfinho e todos os sons mesmo que o teu cérebro pode inventar e escuta. Olha bem nesse zulmarinho e vais ver o início dele mesmo que seja só no fundo da região occipital. Olha na Lua e revê o zulmarinho do outro lado de lá. Faz conta ele é uma rua.Mas, avilos, sentem-se e ouçam.A culpa foi do computador. Coisas modernas que inventaram para ver se acabavam com essa força que chama imaginação. Os professores foram colocados mas descolocados mas translocados e coisas e tal. A culpa foi dos bytes. Te lixar! Pensaram uns. Outros nem por isso. Vai daí aos depois e vem o Professor Xico Rebelo e saltou da cadeira do Domingo porque o teimoso da brilhantina quiz tocar concertina e dançar o sol e dó. Coisas das coisas modernas feitas à maneira dos antigamente. A culpa foi do PC. Só podia. Desde que tenha C a culpa é dele mesmo que não seja e prontos.Tás a ver zulmarinho o que dá pensar nas primas de lá de onde nasce o Sol? Um gajo não é de ferro e as birras não chegam na velocidade de cruzeiro, do sul, por exemplo.Com tanta gente aqui sentada bem que podiamos pedir uma fatias de bolo de chocolate, umas gingubas e os caranguejos que eu lhes derrotava num ápice.Zulmarinho tenho montes de recados para ti. Beijos para o teu mar são mais que muitos que eu até que fico com ciúme.Faxavor, mais birras para mim.
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Carlos Carranca
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Bué delas 06-10-2004 18:32
Forum: Conversas de Café
De birras. Não confundir com primas que são mais que as mães e carago...são primas e família a gente tem que respeitar não é? Mas com mais umas birras se calhar deixam de ser primas. Mas não vale metar a família aqui se não inda começa tudo no choro, dizer que ando a beber demais e contar coisas que faz com os olhos entram na areia ou coisas do contrário.Vá, falaste nas primas, pagas as que eu vou beber enquanto te conto coisas e te vou lendo outras, tiradas de muitas sebentas, passadas em muitos areais, nem que sejam os da imaginação.Tás a ver a ver que vai taí a aparecer gente que diz que lhes conhece e coisas e tal. E depois como é que vou eu ficar? Tipo assim de agente? Olha que não me dá mesmo.Olha só. Minina bonita jovem como eu, só que com menos idade,perdeu as teclas e ficou assim como o outro só a escrever pontos e parágrafos.Mais umas geladinhas. Uma de cada vez.Olha só, que já não encontro punguinha nem cachucho.Zulmarinho. Manda aí tuas ondas fortes, tua positividade, tua energia e me ajuda nesta procuração de achamentos de desencontros encontrados nos tempos que já ninguém tem conta.Tás a ver. Já nem esse zulmarinho que tem o início lá longe me ajuda? Vais ver está a começar a ficar revoltado com os factos de chegar ao Rio das Pérolas. Eu sei que ele sabe que isso é outro mar. Esse outro é assim mais virado para o umbigo. Vais ver é mais parecido mesmo com a punguinha, perfeito repleto da imperfeição de não ter sido jovem.Zulmarinho, não te chateis que eu não te quero ver armado em mar de outros sargaços. Camba, ajuda a domar esse mar.
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24 de outubro de 2004
carranca
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Uma birra geladerrima 30-09-2004 15:57
Forum: Conversas de Café
Zulmarinho olha só esses dois kambas ai na mesa a falar de votos. Vais ver que com o passar dos anos, mesmo que vota cem vezes inda vão dizer que votar não foi certo, e blá blá blá. E que lhes sabe bem discutir essas coisa aqui no teu ar de marzia. Pois que lhes faça mesmo bem! Não tem aqui quem vai falar da terra do nunca, do talvez e do certo?Vou beberricando umas e outras loiras à espera de quem tenha paciência para me ouvir no silêncio de quem ouve com ouvidos e cabeça e tenha vontade de pagar as que bebo.Zulmarinho, hoje estás assim como que meia calema. Que te enerva mesmo? Conta aí os teus problemas, mas faz um favor a mim mesmo, não vem com problemas para cima de mim. Te ouço mas desconsigo de te resolver.Zulmarinho, tu ouves tanta coisas, sentes tantos corpos que se banham nas tuas águas, me conta aí, se sabes, se alguém pode pôr silicone no cérebro para parecer mais inteligente. Desculpa te demandar assim mas é que eu não entendo que me mandam recados a dizer que não te vêem visitar porque têm medo de levar com um rótulo de qualquer coisa que eu mesmo desentendo de perceber.Zulmarinho vai contando comigo e com as pragas que podem ser trazidas pelo sueste.
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Zulmarinho, estou congelado 28-09-2004 22:52
Forum: Conversas de Café
Zulmarinho, nos tempos de antigamente havia um Cruzado lá na terra dos infiéis (que desconheço onde ficava porque geometria do sestante eu desentendo completamente) que em pleno teu dorso, caminhando em casca de noz, que parecia o amo do Sancho, o Pança talvez o Caixote, que teimavam em chamar de Dom, mas ele isso não tinha porque fazia por paixão e não por ser um dom divino, lutava contra todos que lhe pareciam infieis chegando a fazer mesmo muitos amigos nestes. Lutava contra outros que iam aparecendo pelo caminho fazendo novas amizades. Ele usava a espada, ele lutava mas sem sangue, cegando algumas vezes, mas sempre a ele mesmo. Lutava por paixão. Lutava porque sempre lutou. Lutava porque lhe dava a Adrenalina, que não era a senhora dele, mas lhe fazia muita falta.Uma birra gelada da geleira mesmo!Te dizia zulmarinho, que o Cruzado, na sua casca de noz, tropeçou nele mesmo e espetou a lança na Lua e ficou para sempre lá preso, não largando a lança, tal a sua paixão e assim não mais voltou ao teu dorso, teimando em não abrir mão da lança.E tu zulmarinho aí tão calmo e tão sereno.Mais uma gelada para me aquecer a alma!
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Uma quase congelada 28-09-2004 11:49
Forum: Conversas de Café
Pois é, zulmarinho. Não vou ler o estalinismo, nem o 'cubismo', nem o chinesismo, nem o portugalismo, nem o oportunismo. Não vou estudar latin, nem umbundo nem quimbundo nem outras línguas. Não vou ler mesmo nada.Zulmarinho, recebi um mail de um Amigo. Sensibilizou porque amigos a gente tem poucos e quando são mesmo bons a gente fica assim sensibilizado e pergunta que foi que fiz para merecer. Mas sabem mesmo bem. Não vou pôr o mail aqui porque tem lá em cima uma coisa escrita a dizer "...agimos em conformidade..."Zulmarinho nas tuas ondas leva só um beijo grande meu até o teu início.Sabes, zulmarinho, que pelos amigos eu dou tudo menos mesmo a minha liberdade de pensar. Assim, eu não chorar, calar ou gritar com ele. Vou fazer em cada letra uma memória dele. Ele que tem de teimoso tem em coragem e personalidade que só te conto.Como é bom ter amigos!
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| "Fio": Um café na Esplanada | |||||||||
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Umas Geladas e um café com azeite 26-09-2004 13:13
Forum: Conversas de Café
Mermãs Ilda e Bélinha, me deixem sentar aqui sossegadinho ao pé de vocês, assim como não quer a coisa. Me dixem ficar de frente para o zulmarinho e me com luz para eu ler. Hoje não vos vou chatear com falas de barato ou de mais caro que hoje é domingo e a garganta mesmo que lubrificada pelas geladas necessita de descansar. Não vem aí o cão sarnoso pedir a maçã azul que lhe não dou, só mesmo que não lhe conheço com essa côr. Me deixem mesmo ficar aqui a fazer rabiscos neste papel branco:Curiosidades da Idade Média- é impressionante nos dias de hoje quando visitamos o Palácio de Versailles em Paris ou outro qualquer mesmo em Sintra ou na Patagónia cá da Europa e observamos que os suntuosos palácios não têm salas de tomar banho. Quem passou por esta experiência ficou sabendo de coisas ca imaginação não pensou. Na Idade Média, não existiam pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes, desodorizantes e fatalidade fatal muito menos opapel higiênico, nem pensar... As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio...Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos. Em países de clima temperado, a justificação não era o calor, mas sim o péssimo cheiro que as pessoas exalavam, assim como que uma volatização a sair do corpo, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higieneíntima. Os nobres, eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava assim como que tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivascarregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa...Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água datina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo pregos" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cães. Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo 'no chão' -numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou estava mesmo morto morrido. Daí, surgiu a vigília do caixão.A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava devigia ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo".As coisas eruditas que haviam de ser escritas. Hoje é Domingo!
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Gelada, bem gelada 25-09-2004 11:25
Forum: Conversas de Café
Mermão, senta aqui e paga as que eu beber. Sim, tu te ofereceste para pagar, à frente do zulmarinho. Vais pagar que sei que vais.Tu pagas e ficas calado só a ouvir.Vês aí o zulmarinho como está clamo? Às vezes ele tem calema e leva tudo na frente dele que nem parece ele mesmo. E ele me contagia. Pois, mermão, quando tu abres a boca para dizeres coisas veladas, irritantes, mesmo com com monossilabos que parecem facas a cortar, eu lhe fico igual. Mas se veres com olhos de ver vais ver que não fico igual a ti. Sou mesmo igual a ele e vai de frente arrastando tudo. Sei que o zulmarinho não é de ferro como eu não sou de madeira nem de aço. Me achas ingénuo, se calhar sou porque ainda acredito nos Homens. Me achas ambicioso, se calhar sou porque quero evoluir sempre em todas as faces de mim. Me achas pretencioso, e se calhar sou, porque escrevo para alimentar o ego (*). Me achas desonesto, ai te digo que não, redondamente que não. Posso errar pelas três caracteríticas antes escritas. Mas desonesto não. Esse zulmarinho sabe do que falo.Fica sentado e paga outra e não abras a boca. Sim, porque não quero mais calema. Fica só a ouvir o som do zulmarinho. O ódio e a raiva são palavras que desconsigo saber o significado. Uso mesmo a palavra ignorado para não deixar chegar o calor da alma a esse estadio do amor. Fica calado para não desconversares das desconversas que és habil em utilizar.Vês, zulmarinho como esse camba afinal às vezes sabe ouvir?(*) inda hoje estou para saber porque as minhas conversas perto do zulmarinho criam tantas dúvidas e alguns ódios. Gosto apenas de escrever e gosto do retorno quando ele vem cheio de mimos. É crime?
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Uff - canseira 20-09-2004 19:54
Forum: Conversas de Café
Hoje tem canseira dentro desse zulmarinho que está a preguiçar parece que tem o rei na barriga.Uma birra gelada. Senta aí mermão. Ouve bem. Me sinto assim como um boneco desses das meninas brincar. Completamente ôco por dentro. Vais ver sai do meu corpo e estou a olhar de fora para ele.Mais uma birra para eu ver se consigo recarnar nele, que assim parace que sou pena de avestruz. Inda vem garroa e lá vou eu quem nem folha de papel pardo a escrever desnexadamente.Ai, zulmarinho que hoje não estás para amar.
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Ainda uma geladinha 19-09-2004 17:11
Forum: Conversas de Café
Mermão, vou aproveitando os restos de calor para beber umas e outras. Não mergulho no Zulmarinho que ele anda agora numa de pé frio que nem te conto. Olha só a calma dele. Metes o pé lá e ficas assim como cubo de gelo nos dedões. Mas a música dele continua suave e chamativa. Vais ver é o mesmo que Ulisses ouvia.Paga lá, mermão.Já viste como os calores apertam quando se lê só metade de um livro? Já viste como há quem leia só mesmo os títulos dos capítulos e faça logo a crítica? Já viste mermão como fica calor quando nos lembramos das traquinices que fizemos quando eramos Kandengues? Popilas, mermão, só mesmo este mar para acalmar. Olha só ele todo zulinho. Olha as carícias dele ali na areia. Já lhe viste o ritmo?Mermão, esse mar é um espanto. Lhe vê a pulsação. Sente-o sem lhe tocar. Esse mar tem lá o seu início, na terra dos poetas, na terra dos heróis anónimos. Vamos, mermão, lhe olha nos olhos.
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18-09-2004 12:26
Forum: Conversas de Café
Uma birra geladérrima. Sim, já que sinto em mim um calor de fogo, uma chama de vida que me saiem dos poros.Ávilo, senta aqui comigo. Senta no perfume do zulmarinho. Bebe e ouve os poetas. Bebe e ouve os cânticos que brotam do rebentar das ondas desse zulmarino.Ouve bem e chora comigo.Autor : Tomaz Vieira da Cruz - AngolaQuissange - Saudade Negra
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