recomeça o futuro sem esquecer o passado
Mostrar mensagens com a etiqueta Pitangas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pitangas. Mostrar todas as mensagens

19 de abril de 2009

adeus Pitangueira

A chuva e o vento forte de ontem à noite, os mesmos que criaram uma noite escura de silêncios e obrigaram a ver o cintilar das luzes tremulas das velas, devoraram o esqueleto mirrado da minha pequena, pobre e defunta Pitangueira. Hoje ele não estava mais lá, marcando o seu terreno, o pedaço da minha saudade. Olhem em redor para ver se via a sua alma vagueando num flutuar de notas soltas. Nem sombra. O meu corpo me aprisionou num segundo de pesar, todos os meus poros se abriram suando de raiva, os meus olhos pintaram corres berrantes numa tela de espaço e a minha boca, num automático sentido, gritou melodias de raiva.

Ó chuva, ó vento que não param. Eu iria dizer que foi da calema mas aqui não tem calema, tem mesmo só mar bravo, traiçoeiro. Eu iria dizer que foi da acomodação, mas aqui não tem mais disso, só desilusão.

Afinal de contas hoje apenas me despeço da minha pequena, pobre de seis flores e defunta Pitangueira.


Sanzalando

17 de abril de 2009

O meu, claro

Não imagino que as palavras mudem o mundo. Mas os sonhos podem. O meu por exemplo. Mundo, claro. Mas as palavras podem mudar os meus sonhos. Afinal de contas os sonhos podem mudar o mundo. O meu, é claro.

Pior dos erros: o silêncio. Pior dos pecados: não sonhar.

Afinal de contas porque é que eu penteio diariamente o cabelo anos 70 e me esqueço de afagar o coração? Esta vida está cheia de pequenas coisas que às vezes até apetece remar contra a maré. Mas dá uma trabalheira que o melhor é agarrar numas palavras, construir um sonho e andar com ele de porta em porta. Se por acaso se suspeita que se aproxima algum inferno, muda-se as palavras, transforma-se o sonho e muda-se de mundo. O meu, claro.

Não vou entrar em pânico por pensar que tenho uma vida pela frente, muitas palavras por dizer, muitos sonhos por construir, alguns infernos que me obriguem a mudar o mundo. O meu, claro.

O espaço vazio, que já foi duma pequena e pobre Pitangueira que um dia deu seis flores imaculadamente brancas e por sinal demasiado frágeis, hoje está preenchido pelo meu olhar de olhos com futuro. Sei se amanhã lhe olharei com os mesmos olhos de hoje.



Sanzalando

16 de abril de 2009

o espaço

No lugar onde estava a minha pequena e defunta Pitangueira ficou um espaço vazio. Sempre que lhe olho, faço-o várias vezes ao dia por questões muito pessoais, penso que não posso terminar o dia sem ter aumentado o meu sonho, sem ter feito algo para ser mais feliz.

É, aquele espaço vazio mostra-me que o posso preencher com alguma coisa, preciso mesmo só ter uma ideia antes impensada ou não amadurecida, positiva, esquecido de prejuízos e logo o ocuparei. Não estou à espera que o vento sopre contra, nem a favor. Ele que sopre do lado que lhe der mais jeito. Estarei cá para proteger o espaço que ele arranjou ao defuntar a minha pequena e pobre Pitangueira. Afinal de contas aquele espaço é um deserto mas ao mesmo tempo um oásis, vazio mas que posso enchê-lo com qualquer pensamento. Não há que lastimar. É um espaço que vai fazer parte da minha História.

Extraordinário!


Sanzalando

15 de abril de 2009

ainda a minha Pitangueira

Perdida a minha Pitangueira que um dia me deu seis flores minusculamente brancas, fiquei órfão de memória dum sabor. Jamais saberei a que poderiam saber as pitangas da minha Pitangueira.

Mas a minha Pitangueira, por ser pequena, jamais me daria sombra para eu me esconder das estrelas nas noites de luar e lhes ver a geometria geográfica dos desenhos que imagino, sem ser visto. E os meus cabelos da cor da espuma do mar jamais seriam protegidos por ela da força do vento que teima em não parar de soprar. E os meus olhos que teimam em fingir que para lá da minha pitangueira existe um paraíso que ficou menos bonito sem as suas seis flores.

Porque será que gostei da minha Pitangueira antes dela ser uma Pitangueira de verdade?


Sanzalando

14 de abril de 2009

Sono de inverno

Estou cansado. A minha Pitangueira foi um ar que se lhe deu. O meu mar gela-me os ossos só de lhe olhar por detrás das muitas roupas invernais que tenho de vestir. O que me apetecia mesmo era estar numa qualquer sala perto duma lareira a fazer filmes de imaginar. Mas se devido ao cansaço os meus olhos de sono se fecham, os filmes já não são de imaginar mas de pesar, transpirar, espernear. Autênticos pesadelos.

Ainda há pouco, espreguiçado no sofá, me deixei embalar e parecia uma tarde submersa, caía água das paredes, por detrás dos quadros, por entre azulejos, pela porta mal fechada, pelo chão. Os nervos, qual bailarino, se puseram em pontas, gritos sonhados gritei. Desespero. Enfim, uma autêntica cena dum qualquer filme chamado de A Casa em Ruínas. Tudo real. Tudo passado nos cinco minutos que os meus olhos se fecharam num dormir de sono.

Porque é que será que o sol de verão tarda em chegar?


Sanzalando

13 de abril de 2009

Lágrimas choradas de memória

Faz conta, que estamos à mesa, que seria estar à volta da fogueira. Este mar que está aqui e que se estende para muitoa mais lá que a vista alcança. Estes cabelos em desalinho, estilo anos 70, fazem-me ser um eterno jovem com vontade de comer Pitangas da minha Pitangueira. Esses corpos magros renascidos na imaginação, barrigas e pneus perdidas na magia do sonho. Vamos sentar em roda e falar de ontens que aconteceram para termos ideias para amanhãs, percorrermos os mesmos lugares e ter olhos para amanhãs.
Olho nos olhos de ver a imaginação e vejo a côr no preto e branco, salpicados por tempo e espaço. Deu um toque no coração, uma lágrima percorrendo a cara, uma emoção.

Sanzalando

11 de abril de 2009

apenas quero o sonho

Quero porque sonho, porque imagino, porque vivo. E por viver até parece que recordo. Não me importo o tempo do verbo. Na verdade eu nem sei definir o sonho. Apenas sei é mesmo que tu estás por aí, às vezes tão perto, outras tão longe, que às vezes penso que eu poderei tocar-te e outras que me repulsas com um íman no mesmo pólo.
As minhas mãos entrelaçadas atrás das costas parecem que te sentem vaguear pelo meu cérebro como que numa carícia interior. Eu sei que isto é um sonho. Como eu lhes posso definir? Palavras? Não as conheço. Tintas e pincéis? Me falta talento. Portanto quero porque sonho, porque imagino e porque vivo.
Flor de pitangueira, rosa de porcelana, terra molhada, versos duma balada sonhada tocada num martelar suave nas teclas dum piano que não tenho, de ouvido surdo e desmemoria auditiva.
Apenas quero o sonho!

Sanzalando

10 de abril de 2009

agendado sonho

Uma pétala duma flor branca se me chegou trazida pelo vento que teima em soprar forte. Acho há uma pitangueira por aqui num arredor do esqueleto da minha Pitangueira que parece morreu de pé como todas as árvores devem de morrer.
Mas eu estou ensonado e os olhos ainda olham como se estivesse nevoeiro cerrado. Acho o dia está a nascer com luz a mais, a luz de ontem está aqui misturada ainda juntada pelo vento que entrelaçou os meus cabelos num emaranhado de ideias, algumas perturbadoras, outras enervantes.
Deve ser por eu ainda não ter acordado nos sentidos todos da palavra. Mas a verdade é que eu consigo combater o frio de lá de fora com o meu calor estival interno.
Mas esta pétala branca veio confundir-me mais a cegueira do sono que eu ainda não dormi. Vais ver ela faz parte apenas do meu sonho que como todos os meus sonhos são realidades longínquas, letra a letra duma irrealidade que corre nas veias da vida.
Mas eu hoje não vou tocar o despertador nos meus olhos. Lhes vou deixar assim a ver num enevoado sono reparador.

Sanzalando

9 de abril de 2009

quem sabe?

Quem sabe?
Apenas pergunto, num perguntar à toa, se alguém pode saber se a minha pequena Pitangueira, que jaz em escultura feita morta, um dia poderá ter memória?
Quem sabe. Tão só assim.
Observo, sonho e volto à realidade com os lábios em suspensão como que a procurar o sabor doce da saudade feita melodia. Desisto. Regresso ao estado primitivo e recomeço na persistência da resistência que alguém pode chamar de teimosia. Insisto na mais sincera das inocências em encontrar o meu equilíbrio, numa palavra, num olhar, num perfume, numa qualquer crença de conhecimento.
A minha pequena Pitangueira, que me chegou a dar seis florezinhas, foi um apeadeiro dessa esperança. Bem, também foi a minha memória, uma ou outra lágrima deslizada por um acaso.
Quem sabe? Eu não!

Sanzalando

8 de abril de 2009

Pitangando uma carta não escrita

Sento-me por aqui, num ouvir o marulhar. As ondas batendo nas rochas, noite escura que não deixa vê-lo com olhos de ver, apenas ouvir com ouvidos de atenção.
Apetecia, sob este marulhar ritmado, escrever uma carta em tinta permanente, para ser permanente mesmo, dirigida a ninguém e a falar de nenhures. Uma carta só, que levasse lá dentro o perfume da saudade, o vazio da nostalgia e a lágrima do abraço que não foi dado.
Apetecia, mas não vou escrever, porque ia dar num circulo vicioso, tal como os anos que começam sempre a 1 de Janeiro. Teria que escrever e repetir as mesmas queixas, falar dos mesmos tabus, das mesmas pessoas e dos mesmos espaços ainda não arejados.
Por isso, fico-me aqui sentado, bebendo nos olhares vazios o perfume das memórias alegres da vida.
Por isso, recordando a pitangueira que parece me morreu de pé, vou estando aqui.



Sanzalando

7 de abril de 2009

Um dia pitangarei

Sentai a meu lado, avilos de todo o mundo, e vamos mesmo fazer uma beberação até cair para o lado. Tanto faz é esquerdo é direito que o que importa mesmo é só comemorar o nada deste dia.. Pois é, muitas loiras geladas, muitas fantas de morango, muitos cacaus e muitos gengibres. Vamos mesmo fazer uma festa por que estar vivo é festa.
Senta aí, avilos de todo o mundo, e vamos sentir o baloiçar deste mar que nos une quando parece que nos está a afastar e vamos fazer deste dia uma festa. Mas imaginai só, avilos, que é ele o único condutor ininterruptivel, desculpa mesmo o palavrão, que nos liga fisicamente. Me disseram na escola que ele além de peixe é feito de água e dum tal de sódio. Isso mesmo depois
que depois me disseram que era 70% do nosso corpo.
Vocês desse lado e nós desse lado que nem telefone do antigamente com caixa de fósforo e barbante.
Mas não tem esquecimento de pagar as loiras geladas que eu bebo.
Todos os avilos que tem aqui sentado merecem mesmo uma beberação. Vamos combinar mesmo. Estatisticamente falando quem faltar vai estar presente, pelo menos no pagamento das minhas loiras geladinhas.


Sanzalando

4 de abril de 2009

lagrimas da Pitangueira

Tudo podia mudar e eu até podia dizer que estava isto e aquilo, porém eu até sinto-me vivo, mesmo sem a minha pequena Pitangueira que me ofereceu por uns dias as suas seis flores. Podia chorar todas as lágrimas em forma de palavras que mesmo assim ficariam lágrimas por dizer. Não pelas seis flores, não pela beleza nem pelo verde laranja da minha pequena Pitangueira, mas pelas recordações que só tenho de memória, e que a minha pequena Pitangueira era o palpável dos tempos de antanho.

Se calhar estou apenas a distorcer a realidade, borrar qualquer pintura imaginativa, trapezar num perigo qualquer sem rede, pelo gosto de ter recordações que não posso tocar, apenas e simplesmente recordar.

Se eu pudesse mudar, olhar e ver a minha pequena Pitangueira com as suas seis flores, se calhar eu teria que inventar outra forma de e para sofrer a falta de recordações palpáveis.

Enfim, é a pedra no sapato do amor eterno, enquanto existe.

Sanzalando

3 de abril de 2009

Escultura da minha Pitangueira

No meu pequeno jardim já não tenho a minha pequena Pitangueira. Tenho agora uma escultura de madeira que me mostra o esqueleto duma pequena pitangueira. É a memória eterna da minha Pitangueira, enquanto durar, é claro.

Já compreendi que é inútil fechar os olhos bem fechados porque quando os abro não vejo a minha Pitangueira cheia de folhas e as suas seis flores a me dizer que ia ter esperança de um dia eu comer Pitangas da minha pequena Pitangueira.

Já vi que não vale eu me esconder no outro lado da casa, criando distância para esquecer a minha pequena Pitangueira.

Ela está lá, na memória e agora numa escultura feita de madeira, esqueleto perpétuo na minha memória da minha pequena Pitangueira.


Sanzalando

31 de março de 2009

chuva de botões


Olhei para a minha pequena e pobre Pitangueira sem flores, sem folhas. Vi uma triste pitangueira que nem parecia a minha Pitangueira. Nua e descolorida.
E foi neste olhar que tive um sonho. Um estranho sonho. Estava a chover botões. Nada mais que coloridos botões de camisa, de calças, casacos e sei lá de quê mais. Eram de todos os tamanhos e todas as cores. Eram de quatro e dois buracos. Era um dilúvio de botões que faziam autênticos charcos de botões de muitas cores. Tal como tinha começado assim parou a chuva de botões e ficou no ar um cheiro a frescura, um aroma de sabor a música.
E foi aqui que vi que a minha pequena e pobre Pitangueira continua de aspecto pobre e com recordações de memória.



Sanzalando

30 de março de 2009

pequena e pobre Pitangueira

A minha pequena Pitangueira parece pouco mais que um esqueleto de uma árvore em miniatura. O vento lhe levou as flores e não lhe poupou nem uma folha. A minha pequena Pitangueira está nua. Simplesmente nua, pelo que eu não sei se tenho uma pequena Pitangueira ou se um fantasma de pitangueira. Olhando através do vidro da minha janela vejo as espirais de silêncio que seus frágeis ramos desenham numa abstracta tela. O pouco sol que lhe bate já não tem onde reflectir, porque ela perdeu as suas pequenas mas brilhantes folhas, a minha pequena e agora pobre Pitangueira despida.
Nua de nuances ignoradas, vestida de desamor, a minha pequena e pobre Pitangueira, deve estar como eu, sem recordações materiais, apenas saudade de memória.
Se ela fosse grande eu a transformaria num estandarte de alma… pequena… deixo-a estar enquanto vou ver o mar.



Sanzalando

29 de março de 2009

o vento lhas levou

O vento forte que sopra faz dias não deixou nem uma flor para eu admirar na minha pequena Pitangueira. Se despiu. Ficou uma pitangueira pequenina sem flores e quase sem folhas a minha pobre Pitangueira. E foi mesmo assim a pensar nela que eu fui ver o mar. Eu lhe veria se pudesse abrir os olhos. Mas a areia fina que o vento rouba na praia não me deixa nem ver se é dia ou noite, quanto mais ver o mar. Encho o peito de ar e sopro com tanta força contra o lado donde vem o vento, a tentar lhe mandar lá para trás, mas parece eu o enfureci ainda mais, que até parece ele sopra com mais força que nem o meu ar sai da boca.
Vento forte que roubaste as minhas flores de pitangueira e me roubas o olhar do mar.
Assim, de olhos fechados, de pensamento encerrado na tristeza de não ter mais flores na minha Pitangueira, sinto uma forte loucura em pensar-te, em desejar-te o calor e sentir o meu suor abafado na tua humidade.
Assim, encerrado em mim, palmeando os teus caminhos e as tuas saudades, que já não tenho recordações físicas senão memórias.



Sanzalando

28 de março de 2009

Cinco das seis

Antes de vir ver o mar eu estive a olhar para a minha pequena Pitangueira. Já lá só encontrei cinco das seis flores que ela tinha. Foi a trovoada que amputou a minha pequena Pitangueira de uma das suas flores. E eu o que sinto? É como que me tivesse olhado ao espelho e visto uma mudança forte.
Como estava bonita a minha pitangueira e as suas seis flores. Pela sua altura, pelo seu porte, as seis flores assentavam-lhe bem. Agora, olhá-la é como estivesse a olhar para uns tronquitos de madeira, sem forma, sem destaque e sem ritmo.
As seis flores marcavam-me a diferença, era um gosto que se perdeu, uma mudança desequilibrada.
A trovoada foi-me como Judas, traiu a minha Pitangueira numa das suas seis flores.

Sanzalando

27 de março de 2009

Dialogo com a minha Pitangueira

Como tas tu, Pitanga das seis flores?
Sim, sim, aceito o teu café como aceito continuar a conversar contigo.
Sabes, tu tens apenas seis flores, és uma criança, eu confiaria em ti, mesmo que tu não fosses a minha Pitangueira.
Sabes, não sabes?
Pode parecer inverosímil mas a nossa capacidade de dialogar é impressionante. Estamos frente a frente qualquer que seja o lado que eu esteja. Ajudada pela brisa danças enquanto me ouves e me falas nos teus galhos delicados.
Me ouves?
Tou em querer que sim. Bailamos diálogos, recordamos memórias. Te agradeço.
De nada!



Sanzalando

26 de março de 2009

um dia vou comer Pitangas

De memória vejo a minha Pitangueira. A minha pequena Pitangueira que espero ainda tenha as suas seis flores. Hoje não lhe vi com olhos de ver verdadeiros, mas só com os olhos da recordação. Afinal de contas eu até sei que tenho estes como bons olhos. Mas será que há ainda quem tenha bons olhos para ter a paciência de me ouvir, de me ler ou de saber que é que este amontoado de letras quer dizer? Revendo cada galho da minha pequena Pitangueira dou comigo a pensar que se calhar eu cumpri todos os passos da decadência sem ter perdido o gosto de estar aqui a dizer coisas. Eu ainda tenho uma ideia. Eu ainda tenho um sonho. Mas o tempo, os compromissos não me deixam ter a ideia de como terminará a ideia e de como finalizará o sonho. Afinal de contas se calhar eu tenho a ideia que foi nunca ter começado e o sonho que nunca termine.
Se alguém me ouve eu agradeço.
A minha Pitangueira um dia vai deixar de ser pequenina e vai dar sombra para eu me sentar sob a Pitangueira e recordar-me do sabor duma Pitanga

Sanzalando

25 de março de 2009

e assim a minha Pitangueira

Olhei para a minha Pitangueira, para a minha pequena Pitangueira. Não me dá sombra ainda, mas dá-me conforto porque me leva até ao meu planalto sentimental. Ainda tem as mesmas seis flores a minha pequena Pitangueira e isso fez sentir-me em paz apesar das emoções divergentes que carrego na minha alma que serve de bateria e não se deixa ver pelos olhos reais. E assim sigo em paz, confiando na não necessidade de controlar a liberdade que me abraçam os sentimentos sensíveis dos teus aromas que tenho na memória e que um dia vou ter por entre os meus dedos. E assim vou criando espaços na minha vida onde sobram realidades a troco de carícias. E assim, delicadamente, avanço suave e ternurentamente para o futuro.
Voltei a olhar para a minha pequena Pitangueira e às suas seis flores e se me abriu um sorriso na cara como me dissesse que amanhã eu vou ter uma Pitangueira Grande que me dará todas as Pitangas que eu quero.

Sanzalando