recomeça o futuro sem esquecer o passado
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21 de abril de 2008

Magia de olhar

Me deixo imaginar numa tarde assim faz de conta é primavera, um céu azul sem um ponto branco a rebentar a monotonia, sem um sopro de ar de se lhe chamar brisa, um perfume que vem mesmo só da terra, um campo de perder de vista assim nuns tons de verde que parece tem todos os verdes que já inventaram, muitas flores assim dispersas nesse verde para lhe dar um outro brilhozinho. Assim de vez em quando, como num repente, um pássaro passa e te canta um murmúrio de música.
Assim nesta imaginação me estendo num celebrar de desejos, num recordar de futuros, num encenar de novas cenas.
Nesse paraíso me proponho jogar novos jogos, brincar novas brincadeiras, crescer sem perder medos.
Como são mágicos os meus olhos…

Sanzalando


JCC10

30 de abril de 2007

Medos

Vamos caminhando num vai e vem, ao sabor do vento, à velocidade do nada. Ouvimos o marulhar desse zulmarinho, sentimos-lhe o perfume de maresia e caminhamos sempre como temos feito até aqui, sem pressas, sem enganos e desencantos, mesmo que os cantos estejam a ferver nos seus 90 graus. Precisamos deitar para fora os nossos medos, aqueles que a gente diz que não tem mas a gente sabe que bem lá no fundo eles nos estão a travar. Num é? Então porque não conseguimos realizar alguns dos nossos sonhos, uns dos nossos projectos? Vá, diz. Não, não estou zangado. Estou só a te querer exteriorizar os medos.
Conforme o nosso corpo cresce, nós vamos tomando as decisões, vamos elegendo nossas aptidões até que sentimos a estabilidade, até que nos achamos de bem com a vida. Mas os nossos sonhos foram realizados? Nunca te deu para pensar se foi essa vida, a que tu lhe vives, que escolheste? Estás satisfeita com a tua vida. Fala sombra que me segues. Responde-me, nem que seja com um sinal. Pois é. Já te apeteceu mudar, mas o medo de introduzir mudanças, o medo de fugires da rotina que te aparenta segurança, te influenciou.
É por isso que às vezes te pareces perdida. E vens dizer-me que não há medos?
Todos temos os nossos medos.
Olha, um dos meus medos é não ter força para te falar, para te dizer as minhas palavras que vêm directas do coração. Um dia chorarei por uma palavra apenas.

Sanzalando