29 de agosto de 2019

#comida


azul mar

Faz sol de verão e verão que é sempre assim. Mais ou menos sempre assim. Mas se aqui é verão, verão que noutro qualquer lugar não o é. Mas eu estou aqui, neste canto do zulmarinho a meditar que se o amanhã acordar é porque as horas, enfeitadas, coloridas ou apenasmente horas, passaram. è que continua o verão da minha alma e o meu recomeço começou como hoje o fez, ontem idem e para trás sucessivamente até ao dia que nasci. 
Faz sol e não preciso fazer nada. O sol nasceu de parto espontâneo e eu acordei. De qualquer modo, não interessa, acordei e vim meditar frente ao zulmarinho, neste recomeço que hoje começa, como ontem e etc.
Foi aurora, é manhã alta e se por acaso tudo se conjugar será tarde e não tarda será noite e amanhã se recomeça. 
É assim. Navego respeitando as marés, o nascer do sol e sendo verão não me sentirei mareado de azul mar.



Sanzalando

#caminhos


#caminhos


27 de agosto de 2019

verão que sou feliz

Faz sol e vento nem se sente. Verão que o verão chegou ferozmente, felizmente. Como o sol eu gosto de sorrir. Gosto de sentir-me quente e respirar o ar aquecido deste braseiro. Gosto de ouvir o mar. Gosto de sabor a mar. Gosto de coisas simples. Gosto de ser feliz. Verão que sou feliz.
Meditando pergunto-me porque as pessoas constroem muros? para afastar quem se aproxima? Para não verem o que importa? Para mais tarde destruí-los?
Verão que sou feliz porque sou simples.

Sanzalando

23 de agosto de 2019

#flores


#caminhos


diz a canção

Faz sol e finalmente a brisa se cansou e deixou o meu corpo imóvel nesta areia de mil cores.
Neste sossego deixo-me embalar em divagações e outras deambulações, citações e meditações, e parto rumo ao futuro da minha mente. Se queria uma razão de viver, eu encontrei. Eu sou demais valioso para me perder, eu não sou uma casualidade. Eu encanto-me.
O verão tem destas coisas. Deixa-me feliz mesmo que neve nalguma mente pequena, mesmo que faça fogo em florestas de inveja. Eu adoro o verão, lá diz a canção. 


Sanzalando

21 de agosto de 2019

#pordosol


tem momentos

Na torreira do sol me deitei a meditar. Tem momentos que gosto ser assim. Fazer nada a pensar que faço muito. Tem momentos que apetece estar só a receber mimos, gratuitos e permanentemente. Tem momentos que uma palavra alivia a rotina, uma pessoa que se importe connosco, um horizonte que não seja longínquo, uma esperança que nos faça esperar por um amanhã.
Tem momentos este verão, de todas as cores e feitios. Os momentos revivem ao nosso redor e nós vivemos por momentos. 
Gosto de ter os meus momentos.

Sanzalando

19 de agosto de 2019

meditabundo-me

Faz sol e venta levemente como brisa soprada ligeiramente mais forte. O meu cabelo ralo esvoaça num despentear-me desorganizado. Com este tempo e com estes momentos de meditação já perdi a pele velha e espero que a nova cresça e me deixe com aquele tom duma estátua de bronze há muito exposta na via pública, protegida dos pombos.
Mas é assim a vida de quem medita sobre tudo e sobre nada à torreira do sol. Fervem os neurónios e mesclam-se os pensamentos.
Já vi gente perder amigos por ingratidão, indiferença e desorientação. Só porque perderam a estrutura de apoio.
Todos temos anjos da guarda que aparecem nos momentos certos e nos facilitam a vida, mesmo que não saibamos.
Também já fomos anjos de alguém nos momentos certos e nem demos conta.
Já me pareceu ser invisível e outras vezes demais visto.
É assim a vida.
Por isso mergulho no zulmarinho e me refesco


Sanzalando

16 de agosto de 2019

ser verão

Torrei o pouco que havia sobrado da véspera. Vão me dizer que eu tenho caspa, mas é que estou a pelar da cabeça. Vem aí um Dr. dizer que tanto sol assim faz mal e coisa e tal. E os gajos dos trópicos fazem mais como? Deixei-me meditar na praia e foi no que há de dar e se ver quendo me for pentear os parcos cabelos finos que restam.
Mas deu para ver que sou pessoa atenciosa. Tenho muita atenção aos conselhos que dou. Sou uma pessoa alegre, porque me riu das piadas que penso. Sou meigo e carinhoso porque me não me esqueço de passar a mão pela cabeça, porque ela arde. Sou simpático porque me abro a porta do carro para entrar. 
Quanto complicado é ser verão?
Verão que desterrei-me para um deserto longínquo e esqueci de me avisar.


Sanzalando

14 de agosto de 2019

eu sei

Sol, muito que até parecia era tropical. Vento nenhum, que até parecia fantasia da minha cabeça. Me deitei na areia de mil cores, fechei os olhos e viagem para fora de mim para me ver melhor.  Eu sei que o meu corpo pode um dia não aguentar tanto peso e por isso às vezes eu saio dele para ele descansar. Eu sei que um dia guardarei lágrimas numa garrafa, porque posso delas precisar mais tarde. Eu sei que às vezes eu sou o maior empecilho para mim e por isso eu guardo a sete chaves a tristeza que me pode agoniar. Eu sei que o desastre não tem hora marcada por isso eu me deito na areia das mil cores para me rever no passado, presente e futuro.
Assim, com o peso da consciência, com a leveza das lágrimas, com a tristeza agonizante, com o passado, presente e futuro revistos, eu consigo sorrir e deixar-me levar pelo Senhor dos Sonhos e trazê-los para a realidade.


Sanzalando

#zulmarinho


#zulmarinho


12 de agosto de 2019

#pordosol


#imbondeiro


era mas não é uma estória

Sentado na minha falésia, olhar longe rasando o zulmarinho, sem ponto fixo. Quando dou conta vejo que falta tanto para terminar uma estória. Uma estória que acabe bem. Uma estória onde tudo se passa, se passou e se passará numa vida inteira. Uma estória em prosa ou em verso, mas onde um tu existirá. Sempre.
Mas ainda não é hoje que se escreve essa estória porque não quero vê-la acabada.


Sanzalando

11 de agosto de 2019

Tarde de vento

Me deixo levar pelo vento num faz de conta é verão, faz de conta mergulhei num mar de ilusões e me deixei zulmarinhar até acordar, sem me importar. Vento norte me empurra para sul num relâmpago de velocidade, faz conta esse sul é já ali. Pisquei o olho, protegido do vento, vi longe sem mudar o olhar. Cheguei lá, vi cada rosto, cada sorriso, cada sonho. O vento me faz sorrir, acordei e fui para casa em fim de tarde.

Sanzalando

#mangueira


9 de agosto de 2019

desertei-me

Me afastei do zulmarinho. No meio das árvores, serras e caminhos de cascalho. Desertei-me do verão. Nasci para ser livre. Voei como borboleta, águia ou falcão. Desertifiquei-me do corpo. Vou revidar-me num lugar estranho. Vou renascer futuro seja como for.
Quando me reolhar num espelho vou ser Eu de letra grande, fato e gravata, corpo inteiro. Frases feitas à medida, ideias sólidas em geometrias sagradas.
Hoje só desertei-me por instantes e logo voltarei num eu florestal. 


Sanzalando

#caminhos


8 de agosto de 2019

#caminhos


Toca a veranear

Faz sol. Todos os dias são de sol. Basta olhar um sorriso e o sol está lá, basta olhar um olhar brilhante de felicidade e o sol está lá, basta fazer um cumprimento com sentido e o sol está lá. Mesmo que vente ou chova, o sol está com cada um. No assento dum avião, dum comboio ou numa passada de passeio o sol está lá. Só é preciso sentir que ele se faz brilhante. As tormentas? Tem sol, podes crer. Espera e ela se faz sentir.
Está sol porque faz sol.

Sanzalando

#bebida


#caminhos


nublou no verão

Nublou que até parece é chuva. Está quente que até parece ainda é verão. É? Estava a espreitar a
meteorologia do cacimbo. Me enganei num faz de propósito.
Mas mesmo assim me sento no pé do zulmarinho e medito pensamentos à toa. Faz conta virei lunático. Faz conta filosofei-me por neurónios mil.
É assim. Eu desapareço de lugares e pessoas. Isolo-me. Escondo-me para ficar só, num simplesmente desemaranhando os nós internos, o caos lógico da vontade de voltar, da fazer regressos de balancear-me para a frente com a memória do passado.
Num tempo assim só me dá para curar as feridas da alma e sair depois sorrindo feliz pelos caminhos da divagação.
Tão bom!


Sanzalando

#viagem


7 de agosto de 2019

#comida


#flores


Lisboa ausente



Sanzalando

#life


Futuro de passado, no presente construído

Manhã cedo, ainda nem o sol está quente nem o vento acordou. Sento-me na minha placa tectónica, sim, eu também devo ter uma, a que me separa do meu continente e é ocupada pelo zulmarinho que começa aqui e acaba lá. Sem mais nem menos.
Aqui sinto-me em paz, reflexivamente sossegado, reflectindo em passados, presentes e quiçá, futuros. 
Lembrei-me da D. Maria Guedes, senhora de anos muitos, que muito me aturou e decerto aturou outros antes de mim, que na rua, subindo ou descendo conforme as conveniências, foram crescendo. Na verdade eu não sou única geração. Há o antes e o depois de mim. As estórias que sei são do antes e depois de mim. As minhas penso foi sonho e por isso não existem na matéria. 
Manhã cedo e me lembro do Jacaré, homem atlético e pouco dado a pensamentos profundos, gente boa no intimo, sorriso fácil e se alguém estava em dia mau ele lhe transformava em dia bom, comer um quilo de açúcar para fazer a prova de mar num março qualquer e mal dada a partida desistiu porque, digo eu, estava com lastro a mais.
Lembro-me assim cedo do Leopoldo, frangueiro do Sporting e simpático de coração. E o Juleco acho nunca praticou desporto sério, só batota e bilhar mas isso não conta para o físico. E ao lado do Juleco morava o Major. Tudo gente boa.
E eu lembrei-me porque é manhã cedo, o sol não está quente e o vento ainda não acordou. Queres ver eu ainda vou dar uma volta no boca de sapo, nem que seja imaginária, porque eu estou com saudades dos muitos futuros que podia ter tido e olhando para o meu passado presente não me arrependo do que tenho. Confuso? Não. Podia ter sido diferente o dia de hoje se eu em qualquer dia do antes tivesse escolhido outro rumo. Ou não?
Seja qual seja o meu futuro, a memória não me atraiçoando e com a capacidade de raciocinar presente, vou construindo o meu futuro em cada presente.
Lá não é verão, mas pelo sim pelo não aqui é e eu me vou aproveitando.


Sanzalando

#caminhos


#caminhos


6 de agosto de 2019

amanhã

E lã está ele a soprar parece secador de cabelo. Vento quente que incomoda quem quer estar aqui a olhar o zulmarinho na sua calma de eternidade. Eu só venho aqui para estar comigo. Não importa esses miles de pés que quase me pisam sem darem por isso, essas tantas bocas que falam ao mesmo tempo parece é festa da confusão linguística. Eu estou aqui a querer conversar comigo e não posso estar confortável porque esse vento que vem do sul, sem me trazer boas novas, me empurra para fora tal é a picada de areia que levo no meu corpo, parece me tatuam. 
Mas eu sou forte e me mantenho aqui, mesmo que as minhas faltas sintam falta de mim, mesmo que vivo eu esteja morto de saudade, mesmo que o silêncio seja uma boa resposta. Aqui estou para me lembrar que amanhã, que ainda não tenho, seja um  depósito de esperança. Que amanhã eu consiga mais que hoje e por aí em diante.


Sanzalando

#comida


5 de agosto de 2019

verão golfinhos

Faz sol e é manhã cedo e não venteia nada. Meu cabelo nem mexe. Nem brisa sopra. Mas é manhã tão bem bem cedinho e eu fiz-me ao mar. Não, não fui atrás duma festa nem fui fazer nada de especial. Fui mesmo só no zulmarinho me recolher num modo de me completar, meio torto meio direito. Balanceado. Balanceando, numa escrita indefinida, numas frases desfeitas, numas páginas tantas. Tem dias de ficar assim numa solidão rodeada de assuntos parece é ilha de pensamentos.
Hoje fui lá, no âmago dele e vi os golfinhos se divertirem e nem me ligaram a dizer alô nem me deram novas dos mares do sul.

Sanzalando

#zulmarinho


#caminhos


3 de agosto de 2019

mais um tempo que se foi

Com esse sol até me apetece ficar de barriga para o ar a ver o tempo passar como se fosse um frame por segundo. Faz conta era um filme. Mas na verdade eu ia gastar o tempo e ele está a ficar escasso, acho eu. Com esse sol é melhor mesmo eu me fazer aos pensamentos e deixar-me de preguiças e afins. É,, eu consigo encontrar aqui dentro, no escuro das minhas memórias a sensação da esperança que tinha quando era criança. Do tempo que eu desconseguia saber que havia caminhos pedregosos e arenosas só para testar a paciência dum gajo feito eu. Se não houvesse desses escolhos a nossa vida desmanchar-se-ia como um castelo de cartas sem sapatas.
Me agarro nesse sol, me misturo em sua electricidade e sigo em frente, deitado de barriga para o ar, a navegar no pensamento. Mais um tempo que se foi.


Sanzalando

2 de agosto de 2019

#comida


falar em verão

Vento sopra mas não consegue tirar esse sol radiante do lugar. A areia de mil cores parece voar de encontro nas minhas pernas que até parece lhe querem furar. É verão, do meu contentamento. Anda daí dar um mergulho no zulmarinho. Esquece só esse tsunami vermelho que te atacou logo nesta semana e dá contigo em doida e comigo feito mártir. Não queres ir lavar a alma fica então só aqui comigo a conversar coisas de sem nexo porem de interesse, digo eu que gosto de mostrar interesse por alguma coisa.
Imagina que as pessoas eram às cores. Eu ia ser o quê? Amarelo cor desse sol que me torra. Tu neste momento eras cinzenta cor da tempestade que atravessa o teu corpo por causa do mar vermelho que te afoga. Eu sei, eu sei tu gostas de amarelo , mas hoje não estás nem por aí.
Imagina mudarmos de assunto e falar de coisas. A luz desse sol é brilhante que quase apaga a escuridão do futuro que se adivinha. De que falo eu? Então não sabes? Essa tempestade das pessoas que acham o mundo é o digital, o virtual, o imaginário e esqueceram que existe esse mar grande de contentamento.
Já sei. Estás a pensar esse sol na cabeça me afogou os nervos e afins.


Sanzalando
recomeça o futuro sem esquecer o passado