recomeça o futuro sem esquecer o passado
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1 de setembro de 2023

ser avô

E assim parece ter sido num repente me tornei avô. 
Como encontrar uma definição para essa função. Quem tem a ideia de ser criança e um dia pensar ser avô? Quem vai suspirar isso? Tive a sorte de conhecer os meus, nunca imaginei ser um um dia. Nos meus avós conheci a grandeza de ser gente, a capacidade de ser compreensivo, a ideia de ser o sábio. Eram um porto de abrigo para os dias de sol ou para as maiores tempestades. Bebi a sabedoria das suas palavras mesmo que na altura eu pudesse ser visto como revoltado e injustiçado. Era criança e não sabia ou não queria saber. Nos seus olhos eu vi o carinho e deles recebi carícias. Bem me dizem que ser avô é ser pai duas vezes. Mas olhando para os meus ontens antigos eu acho eles foram muitas vezes os meus irmãos, os meus escudos e o meu guarda sol protector das insolações infantis.
Sabendo eu que é imprescindível viver a vida para poder ser avô, como se aprende a ser? Nos meus anos de vida acho nunca me deis a suspirar por sê-lo pelo que nunca imaginei ter tal função. Nos livros tem lá? Acho mesmo só está escrito na alma e é preciso ler a alma para poder se e sentir ser avô.
É incondicional o orgulho de poder dizer sou avô. Conseguirei ser o avô que os meus avôs foram? Conseguirei proteger os netos como fui? Conseguirei eu proteger dos pântanos e desertos da vida como o fui?
Não sei mais palavras para dizer que ser avô não é só fascinante. É sentir estar vivo nos substantivos, adjectivos, nos verbos e descritivos modos de viver.
Será que eu vou saber responder às perguntas inesperadas, aos afectos, às partidas e diabruras? Será que os meus olhos vão mostrar o carinho que sentem?
Graças à vida que me deu a sorte de ser avô.



Sanzalando

20 de março de 2023

eu

Olho o zulmarinho como se hoje fosse a primeira vez. Me admiro do seu azulinho que se estende ao outro azul feito céu.
Eu, pequenino neste cantinho de quase nada, ser levado à glória parece fui herói doutras eras, que me levam a pensar este mundo loucou que nem parece mais o mesmo.
Eu, insignificante parte deste canto quase inexistente, louvado em aplauso de pé, até parece fiz milagre de santo.
Eu, analfabeto de letras pequenas e outras bancárias, enriquecido de afectos parece ganhei milhões.
Eu mesmo sou assim e ia ser mais como? Dizer obrigado e desconsigo dizer mais outras palavras


Sanzalando

28 de outubro de 2017

Final feliz de dia

Eu não tenho que encontrar nem dar explicações para o que sou ou o que faço. Sou assim nesta minha maneira de ser e de estar, sabendo que dou o máximo e só falho na hora em que é preciso milagre.
Sou filósofo, humorista, escritor, poeta, ou mesmo nada. Se calhar sou este nada mais que tudo.
Sou o que sou no meu melhor. Transporto-me na positividadee porque vivo positivo, alegre porque vivo na alegria e dentro do conhecimento.  
Se ouço música lembro-me sempre de qualquer coisa, se vejo uma foto lembro-me de outra. Não sei música e a memoria musical nao vai para alem do título do que ouço, porem em memória o mesmo não se passa ainda. Na questão da fotografia tiro muitas fotografias do meu caminho; não uso para bisbilhotar a vida alheia, mostro a minha.
Um dia, sim um dia, vou aprender a escrever para poder agradecer o que sou e os amigos que tenho 



Sanzalando

2 de novembro de 2016

Agradeço-te Cristina


Quantas vezes eu terei pensado que era uma tragédia ser eu?

Quantas vezes pensei porquê eu?
Eu... ser colectivo (porque individual não sobreviveria), sou um felizardo que às vezes tem dúvidas, que às vezes se engana, que às vezes erra crassamente mas que sabe sentir-se feliz, que sabe sorrir e sabe agradecer mesmo quando lhe faltam as palavras e os sentimentos os mostra na face, no olhar e no sorriso assim sem jeito.
Eu... ser colectivo (porque sem saudade não tinha memória), mesmo que às vezes a saudade não tenha pernas para acompanhar a recordação vaga, sei que fizeste mais do que eu merecia. Obrigado



Sanzalando

1 de novembro de 2016

Eu agradeço sem vocabulário suficiente

Queridos amigos, agora que as pernas deixaram de tremer, que os braços já me obedecem e o cérebro já reiniciou a sua função, embora ainda um bocado nas nuvens ou nos anéis de Saturno, depois de 4 dias, a contar do meu aniversário, a 28, e termina num agora lento e paulatino tempo de mensagens a frases soltas, venho agradecer num sincero agradecimento os que perderam tempo a felicitarem-me. Por vocês e com vocês o meu dia foi especial, alegre e de várias formas aqueceu o meu coração e reforçou o meu sorriso. Quem tem amigos como vocês tem de certeza alegria, amor e conforto.
De coração: obrigado.

No dia 29, num dia carregado de emoção, não tenho vocabulário, nem em número nem em qualidade que permitam fazer justiça ao meu agradecimento e na dúvida ao merecimento meu. Foi uma homenagem de valor inestimável que dezenas de pessoas fizeram ao arrumador de palavras e estórias soltas e vadias, que simplesmente anda por aqui a aprender a escrever. Com todo o carinho e de coração, e pelo resto da minha vida agradecerei. Refiro aqui apenas o nome das Dras. Isilda e Ana Fazenda, ao José Rebelo, Fernando Pereira (Karipande), Clube União Portimonense, esquecendo de mencionar todos os que fizeram daquelas salas um lugar minúsculo.

Neste período não posso esquecer de agradecer ao meu editor Nuno Campos Inácio, ao Clube União Portimonense no seu todo e no particular, à Ana Cristina Inácio, São Correia, Ângela e Xana e aquelas mãos anónimas que deram vida e fizeram desta festa uma flor bela e perfumada no jardim da minha vida.

No dia 30, à família Vidigal e Miguel, nas pessoas do Sr. Emílio, D. Graça, D. Vitorina, Pedro e Matheus; à família Frota nas pessoas do Walter e Cláudio, aos Carranca Marques, na pessoa da minha irmã Isabel, seu marido Fernando, filhos Rodrigo e Diogo e as namoradas destes dois, ao Casas Novas e sua esposa Victória, ao meu colega e amigo Alvarito Pacheco, ao Júnior e Ricardo Carranca, Sara Feliciano e Mariana, lhes dizer obrigado não é suficiente para agradecer o momento criado, lhes estendo as minhas mãos para o que precisarem.

Difícil mesmo vai ser transmitir, com palavras simples que sei, à Cristina Vidigal, não só o que por ela sinto, em amor e carinho, a presença nos meus pensamentos, por todos os momentos criados, por instantes atrás de instantes, conseguindo fazer HISTÓRIA, encenado um conto de fadas que vivi por dentro.
Agradeço tudo o que fizeste por mim, por me ouvires e aconselhares, por me surpreenderes e ensinar a existir.

A cronologia aqui posta é mesmo só para me orientar num futuro, pois tudo foi um conjunto de felicidade.


Sanzalando

25 de outubro de 2016

sortudo

Me olho só de cima do meu metro e oitenta e vejo que afinal de contas sou um sortudo. Mais coisa menos coisa. Não sou de encontrar o amor da vida em cada minuto que passa, não sou capaz de rir mesmo da desgraça, minha ou alheia, não choro por ter graça. Mas sou um sortudo que imagina que gosta de sombra em dia de sol e que cuida das árvores para a ter. Sou um sortudo porque olho para cada lado e encontro um ombro amigo onde me encostar se precisar.
Sim, eu sou um sortudo porque tenho a quem agradecer.


Sanzalando

29 de outubro de 2015

Obrigado, simplesmente lindo

Que belo e grande texto eu poderia por aqui espraiar. Mas eu ainda não aprendi a escrever para escrever assim, pelo que, usando as poucas palavras que sei, aquelas que o professor Amaral teve a gentileza de começar a me ensinar e que outros bem mais tentaram e ainda hoje tentam, eu quero dizer que ontem eu tive saudade. Sim, esse sentimento tantas vezes doloroso porém também significa alegria. Pois se a gente sente a falta de algum pedaço da nossa estória e porque valeu a pena e a gente quer reviver esse momento assim num novamente.
Eu ontem senti saudade de ser criança, de fazer aquela festa no quintal e juntar gente à minha volta.
Mas ontem senti-me feliz com a prova de carinho enorme que as novas tecnologias me proporcionaram. Acho que não faltou forma nenhuma de me chegar carinho. Já sei que faltou uma, essa que já não se usa faz tempo: a carta perfumada vindo pelos correios.
A todos o meu muito obrigado e vos trago no coração.


Sanzalando

4 de março de 2013

Chegou a vez de pensar

Este blog foi criado há quase dez anos. Isso mesmo, ouviram bem, 10 anos. Repeti-me vezes sem conta, inventei estórias da minha rua, da minha cidade, do meu país, dos meus amigos e conhecidos.  Criei personagens que nem tenho ideia se foram mesmo criadas ou coincidentemente existiram na realidade ou perto dela. Inventei tanta coisa que não sei se eu existo ou também sou fruto da minha imaginação. 
10 anos.
Chegou a vez de pensar se continuo ou se volto ao velho hábito de escrever na sebenta de capa vermelha para mais tarde incendiar-me a alma. Não estou apaixonado e as letras já não fazem as palavras que eu gostava de fazer, as frases que eu gostava de construir, os parágrafos que me apetecia cantar.
Vou pensar e sem pressão. 


Sanzalando

26 de novembro de 2012

Pausa sem intervalo

O brigadeiro Rato não pegou. Não me pegou. Projecto adiado sem tempo definido apesar da sua estória correr na minha cabeça parece é filme faz algum tempo. DE cowboys e chiquismo esperto que nem John Wayne ou Trinitá. Ideia nova preciso. 
Não posso voltar à minha cidade que ela era tão pequena que acho já lhe percorri vezes sem conta. Já me repeti e errei pedaços de rua. Não quero voltar à nostalgia por que não sei se coração aguenta chorar mais lágrimas pesadas que nem conseguem sair dos olhos. Não quero lastimar passados sem ter futuro pela frente.
Vou pausar mas não intervalarei nem que aqui tenha de falar do mar, da areia ou duma estória que nunca aconteceu.
Para já quero agradecer aqueles que ao longo destes longos anos foram e continuarão a ser meus fieis seguidores. Mas textos supremos faltam-me por vezes. Deve sere a idade, deve ser a desilusão, deve ser eu apenas.



Sanzalando

11 de novembro de 2008

Muitos «Obrigados»

Interrompendo as férias para dar uma ar da minha graçaRogério Freitas Sousa: Obrigado pelo convite mas dia 13 é-me totalmente impossível estar na FNAC de Alfragide

Salucombu: Obrigado por teres feito chegar-me as fotografias tão saborosas e as palavras da 'Sebenta'... Um grande de enorme abraço

São Branca: como vou ter mais palavras para responder à carta? Faz tempo não recebia uma carta assim via CTT e com palavras que deixaram um tremer à volta da alma. Vou ler o livro e mal possa vou ver 'Navalha na Carne'

Muito Obrigado a todos os que se lembraram de me 'e-mailar'. Vai ser duro rever os 231 que aqui estão. Mas com tempo eu vou conseguir.

Um dia destes eu volto.
Sanzalando