recomeça o futuro sem esquecer o passado
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1 de maio de 2023

Desabafo ponto final

Girando a terra à volta do sol e eu sobre minha a consciência, caminho cada dia com a certeza que o meu caminho, pode não ser perfeito, pode conter poeiras, lágrimas em forma de chuva, sorrisos apagados e tristeza no olhar, mas é ele que eu sigo e me sinto feliz. 
Às vezes as pessoas me deixam numa forma de tristeza, não naquela forma triste de dor de mágoa, mas apenas o dessorriso duma forma de ter dado um olhar que se perdeu, dum tempo que por não ser importante se transforma num lado oculto da minha memória antes de atingir o esquecimento.
Não tenho necessidade de drenar letras para me aliviar a carga da alma nem pensamentos pecaminosas. Apenas um ou dois segundos, um abanar de corpo e lá se vai a tormenta para um oceano de vazios. 
Assim sendo, soprando ventos contrários ou a favor, sem pedra no sapato, sem raiva ou rancor, sem desamor, sigo o caminho como o quero. O vento despenteia-me, pode-me fazer quase fechar os olhos, mas não entra na minha alma, na minha essência ou no meu caráter. 
Diz o Carlão que assobia para o lado e eu digo que nem perco tempo com isso.
Futebol, política e religião são coisas que eu não falo. Estas três coisas são fruto de paixão, esta é a fase doente do amor e eu não quero nada com doenças.
Me dizerem o que eu devo pensar, falar ou escrever, isso jamais.


Sanzalando

12 de maio de 2015

é o tempo quente

Começa o tempo a aquecer, do lado de cá da linha que separa do lado de lá, onde arrefece lentamente, quase sem se dar por isso. é a estória dos hemisférios, do aquece ali para arrefecer lá, dos balanços e quem sabe dos aconchegos.
Começa o tempo que, mesmo com as brigas e intrigas, entendimentos e complicações, tudo vai dar certo porque o tempo é quente e quente a gente não arrelia, nem arrefece.
Começa o tempo em que dividimos a estória, tiramos roupa e bebemos um copo até mais tarde.
É o tempo de ter tempo para o gastar com tempo.
Mesmo que me digam que o diálogo morre, que a estória não intercala as personagens que não interagem na percentagem igualitária duma vida viva, o tempo quente faz com que a gente se esconda um bocado menos. É, fica menos escondido dentro de si.
É o tempo quente que aquece o tempo que a gente gasta a conversar silêncios nos momentos de leitura do fim do dia.


Sanzalando

21 de maio de 2012

vaguearei

Vaguei por ruas sem nome em cidades que não me lembro. Misturei ideias com memórias e raspas de pensamentos. Eu quero ter asas. Decidi assim num sem mais nem menos que eu quero voar. Sem medos, quero ser livre como um pássaro, não ter direcção nem lugar certo como destino. Assim, quando vir que não está certo mudo de rumo sobre um céu azul, cinzento ou negro, longe da tristeza, da dor, de todos os males que não fazem bem a ninguém.
Vou voar tão alto de modo que as pessoas lá em baixo me vão parecer formigas e eu vou poder saborear o gosto de algodão doce das nuvens que atravessar.
Vagueando por ruas sem nome serei perfeito porque livre.

Sanzalando

9 de maio de 2012

tenho dias


Tenho dias que prefiro ficar só. Isolado. Não quero que me vejam o quanto sou fraco, quando choro e porque choro. 
Tenho dias que prefiro ficar só. Isolado. Não quero que vejam o quanto sou normal, o quanto sofro com os meus problemas.
Tenho dias que prefiro ficar só. Isolado. Não quero que percam a imagem do forte, firme e feliz homem de vida.
Tenho dias isolados até de esperança.


Sanzalando

4 de setembro de 2010

Me escrevo uma carta aberta

Deixei passar o Agosto para te me escrever esta carta. Não lha vou fechar porque entre nós não existem segredos e os nossos medos afinal são conhecidos, pelo que assim não tem maka se alguém quiser usar estas palavras para outro fim que não o que eu imaginei para te me dizer como as coisas vão mal entre nós.
Tás armado em estrela ou quê? Paraste assim de escrever os teus colóquios introspectivos duma pessoa só. Nem uma satisfação, explicação ou letras de encher. Não te me apetece escrever, assume e escarrapacha aqui que é isso e pronto. Não tens assunto? Inventa que eu já te me vi fazer floreados de 50 palavras para dizer saudade. Tás ocupado e resolveste descansar? Ok, diz. Não custa nada. Estás triste e chateado porque as coisas afinal não são assim como imaginas na tua nossa realidade virtual? Quando é que a realidade é igual ao que vivemos? Te me aguenta, chora e usa as lágrimas para escrever. Não és artista para ter esse estatuto de desaparecer e voltar quando bem te me apetece. Tens de estar aqui todos os dias que nem relógio. Mesmo que não seja para dizer que não vens. Te me dói a alma? Ouve a canção que diz que encosta-te a mim e coisas e tal. Estás com saudades do zulmarinho que termina aqui e começa lá onde te enterraste na placenta? Te me solta e voa que nem pássaro e esquece estes momentos de choro e dor.
Só agora me lembrei que não me apetece terminar esta carta hoje, pelo que te me vou dizer até já e voltarei assim me apeteça.


Sanzalando

5 de abril de 2009

Porque hoje é Domingo virei Guru de Blog

Porque hoje é Domingo e há muita coisa por aqui e por ali que optei por não fazer nada. Maneira de dizer, é claro. Sentei-me e desatei a pensar. Coisa péssima para fazer num Domingo.

Contarei uma história, das de agora ou dum antanho feito memória? Não me apetece porque de momento não se me ocorre nada.

Falarei de política? Nem pensar que já há muito quem o faça, que até fico verde de tanto laranja mesclado em rosa e vice versa.

Verterei lágrimas de nostalgia? Já foram muitas que, hoje Domingo, não me apetece fazê-lo.

Vou pensar vagamente e dou comigo a perguntar-me porque será que os blogs pioram com o tempo. Não sou um auto proclamado guru, mas sei do que falo porque não é primeira nem a quinta vez que leio, sem os piiiis da censura “ o teu blog já não é o que era, está uma merda…”

E com este mote continuo a desvendar linhas de pensamento e verifico que muitos dos meus blogs favoritos, alguns dos meus posts também isso mostram, há medida que o tempo passa vão-se deteriorando, ao ponto de alguns terem-se tornado intragáveis, que nem pago eu já os conseguiria ler. Maneira de dizer é claro, pois pode, em alguns casos, tratar-se de mera impressão, pela repetição de similar leitura. Assim numa maneira de leitura repetitiva, de quase já saber o que vai ser escrito por conhecer ‘bem de mais’ o blogger, conhecer o seu estilo, maneira de pensar, and so on, para dar um colorido linguístico a estas palavras.

Há momentos num blog que gera tranquilidade, fazem-nos sentir em casa umas vezes e, outras, totalmente contrários, sem rumo, numa mescla de estilo pastilha elástica com pneu usado em vias de reciclagem. Lidar com isto é difícil e por muito bem que se escreva, ou se pensa que se escreve, haverá sempre gente que se encanta e outra que dirá cobras e lagartos.

O tempo é o inimigo do blogger, se não for um blog de noticias, porque com o passar do tempo se esgotam as estórias, as Histórias e as memórias dum saber de cor.

Quando o blog começa tem por trás um monte de anos de vivências a serem contados. Este é o motivo principal da criação dum blog.

Penso na nostalgia e lá vai um post, na pena de morte e lá está outro, no telemóvel que não toca, outro, no beijo que não dei, outro. Porém chega um momento em que a totalidade dos teus conhecimentos e ideias já estão expostos no blog e já só tens o dia a dia para te alimentar. E se não vives o dia a dia os teus post reflectem a queda da qualidade.

Afinal parece que sou um guru que esgotada a ideia resolve ‘limitar’ as ideias de outros.

Bom Domingo!


Sanzalando

26 de junho de 2008

Frases soltas (12)

Tem dias. Tudo tem os seus dias. Ou não.
Tem dias que me custa acordar, como há dias que me custa adormecer. Há dias que consigo rir, outros tem que não paro de chorar mesmo que nem uma lágrima se liberte dos meus olhos. ~
Tem dias nos hás.
Há dias que gosto de sonhar.
Tem dias que tenho medo do mundo.
Há dias em que a noite é demasiado finita.
Tem dias que a noite é interminável.
Há dias de saudável melancolia.
Tem dias que apetecia morrer por uns minutos.
Há dias que me apetece saltar e pular.
Tem dias que me apetece renegar tudo.
Há dias em que me lembro de quase desde que nasci.
Tem dias que me esqueço quem sou.
Enfim. Tem dias nos hás.


Sanzalando

24 de outubro de 2004

desvarios (73)

"Fio": ...pedacos de alma....

carranca
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Alma em pedaços 21-08-2004 18:43
Forum: Conversas de Café
1976. Esqueci esse dia. O hoje Dr. Gonçálves avisa-me que é melhor partir. Tudo o resto foi esquecido, estando presente vivamente na memória, como se fosse hoje. Mas esqueci porque a minha alma é feita de futura, não apagando o passado. Recordando-o, se necessário com saudade mas não saudosismos. Hoje, juntadndo as peças de um puzle vou construindo uma alma. Uma ALMA que eu chamo a de AMANHÃ.Nesta Sanzala, nos milhentos e labirínticos fios das conversas de café vou deixando transcritos fragmentos dessa alma: a ALMA do FUTURO.
Olho os choros e não os sinto!Lágrimas que não molhampetreficadas no rostoda mulher que me deu o mundo.
Olho e vejo a escuridão!
Cara fechada para balanço, encerramento temporárioda mulher que me deu o mundo. Já vejo a lágrima escorrendo, é a ultima das muitasque percorre o sorrisoda mulher que me deu o mundo
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

desvarios (72)

"Fio": JÁ Que É Assim............................

carranca
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Uma carta ao Amigo Rui 20-07-2004 22:41
Forum: Conversas de Café
A amizade não se agradece - acontece. Sabes que é mutua.Como teu amigo digo aqui o que sempre te tenho dito ao telefone - continua. Sabes que nutro grande carinho com quem nos meus primeiros tempos de Sanzala tive grandes 'pegas' porque estávamos em lados opostos no espectro político, na filosofia política - mas com o correr dos tempos verificamos que temos uma coisa em comum. AMOR POR ANGOLA. Hoje posso dizer-te que ele é meu amigo - MUGANDA. Outro exemplo, ainda pequeno pois os tempos podem fazer as coisas mudarem, mas o caso que tu referiste e que eu subliho: ASDRUBAL. Tivemos grandes 'makas' que rondaram o insulto. Há poucos dias lhe dei os parabens pela mudança de atitude, pois assim torna-se não só compreemsível o que se lhe lê, como até se pode aprender alguma coisa.Como vês, mermão, os dias vão passando e nós precisamos de ti aqui, igual a ti mesmo pois temos milhentas coisas para aprender contigo.Daqui recebe um abraço que em breve espero dar-te mesmo ao vivo e a cores.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

desvarios (71)

"Fio": O Cerrado do Encerrado... E ACABARAM-SE AS BOCAS!!!!!

carranca
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08-07-2004 17:48
Forum: Conversas de Café
citação:
.... (não percebo pk é k ele tem direito a esta distinção tão fina, de o tratarem por doutor, deve ser o único por aí), não me parece que ele devesse sentir-se qual virgem vestal pudica com dedinho entalado. Tenho memória de intervenções do dr. muito piores, e até atacando as pessoas pela via profissional,....Dr. Asdrubal, sei o que lhe escrevi, sei o que escreveu. Simplesmente sei. De virgem pouco tenho e o que tenho conservo com gosto.Mais explicações sobre o assunto não lhe dou porquanto eu disse que o encerrei e é meu hábito ter uma só palavra.Se não lhe chamam Dr. que culpa tenho eu com isso. E se reparar bem não há muitos aqui a fazerem em relação à minha pessoa porquanto eu não gosto. Aqui sou Angolano a querer saber mais e aprender muito.Dr. mais uma vez vou responder-lhe dizendo que sou un franco-atirador não fazendo parte de grupos organizados ou desorganizados. Eu sou eu e só eu. Coincidências? Pode ser que as haja como deve haver entre si e mais alguns membros esta Sanzala o que não permite que eu considere que faz parte de um bando ou grupo ou associação ou sei lá que mais.Dr. desculpe os erros, mas escrevo on-line e vai na velocidade. Agradeço que mos corrija, com a elevação que o fez.Assim termino com um abraço a todos os Sanzaleiros que tiverem a pachorra de ler este fio que descamba a caminho do penhasco. Sempre os mesmos!
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Carlos Carranca

20 de maio de 2004

desvarios (70)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Fio": Tasca do desassosego

Olá 06-03-2004 21:52 Forum: Café do Desassossego

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Onde vou comer hoje. Aqui num é decerteza. Bacalhau? Doidos...
Acho mesmo que hoje fico pelos secones.

citação:
Acabei de chegar da feira dos enchidos, passei pelo café das "tias" e convidei a Pwo a vier aqui tomar chá.


Não fazer confusão com o Franchising que mantenho nas conversas de café. Esse que o Pedro refere é aquele que tem o reclamo luminoso sempre amarelo e é o primeiro da lista. O Franshising é 'snob' mas num tem tias assim:

Aproveitando a ausência dos patrões, a empregada fofoca com uma amiga
no telefone:

- Creusa, cê não sabe da última, amiga! Eu descobri que aqui nessa mansão que eu trabalho é tudo fachada!

- Como assim, Credinéia? - pergunta a colega, confusa.

- Nada aqui é dos patrão! Tudo é emprestado! TUDO! Cê acredita numa coisa dessas?

- Como assim, fia?

- Óia só: a rôpa que o patrão usa é de um tal de Armani... A gravata é de um tal de Pierre Cardin...

O carro é de uma tal de Mercedes... Nadica de nada é deles!

- Nossa, Credinéia! Que pobreza, hein?

- E além de pobre eles são exibido! Imagina que ôtro dia eu escutei o patrão no telefone falando que tinha um Picasso...

- E não tem?

- Que nada, fia... É pequenininho de dar dó!

desvarios (69)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

"Fio": Os Elefantes Brancos

Afinal quem são os elefantes 06-03-2004 21:43 Forum: Café do Desassossego

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Pópilas que me perdi.
Desgostei de ver 2 Sanzaleiros em discussão que não leva a lado nenhum. Ainda por cima dois que se encontram no Nosso País. Felizmente onde houver duas cabeças haverá duas sentenças. Vocês os dois não precisam de defender as mesmas cores, gostar dos mesmos gostos, só precisam é de falar (escrever).
Rui, após longa luta de corta e remata e ofensas e insultos e etc. a administração da Sanzala criou este Café do Desassossego onde todos estão em pé de igualdade, isto é, não há moderadores nem administradores nem primeiros nem segundos. Única e simplesmente somos iguais.
Não partilho das opiniões da Maconge, somos conterrâneos e conhecidos. Partilhei muitas das opiniões do Rui Amaro, e não todas apenas pela forma virulenta com que as expões. Feitios!

Com isto tudo fiquei a deslembrar os elefantes brancos

desvarios (68)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

"Fio": Tasca do desassosego

Aos copos 06-03-2004 11:57 Forum: Café do Desassossego

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Num tem franchising, não Karipas. Também não tem dedo espetado para beber chá. Tem ambiente de gente que num gosta de tasca, apenas isso.
Me deixa beber um copo do Xico Santos. Eu vou beber mesmo o carrascão que deixa nódoa e num tem detergente que a tire. Então Xico já confirmaste o banco? Posso contar-te uma coisa, não vá o 'xefe' dizer que eu num posso estar aqui?
O coelhinho e o urso

O coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais e,quando olha para o lado, vê um enorme urso fazendo o mesmo.
O urso vira-se para ele e pergunta:
- Ei, coelhinho, você não se incomoda de ficar com os pêlos sujos de cocô?
O coelhinho respondeu:
- Não, isso é normal.
Então o urso pegou o coelhinho e limpou-se com ele.
Conclusão analítica 1 :

"Cuidado com as respostas precipitadas... Pense bem antes de responder."

No dia seguinte, o leão ao passar pelo urso diz:
- Então ó urso! Com toda essa pinta de machão, vi-te a ser enrabado pelo coelhinho ontem!

Conclusão analitica 2 :
"Independente da resposta, pense bem antes de tomar uma atitude."

desvarios (67)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Fio": Tasca do desassosego

RE: Tasca do desassosego 04-03-2004 17:28 Forum: Café do Desassossego

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Como não sou snob também entro na tasca; como sempre fui dado a gostar de comer bem, entro na tasca se souber que a 'cozinha' é boa. Gosto de um ou dois copos de tinto - verde para mim não é vinho e se não fosse por coisas diria que era pedofilia assim com não gosto de feijão verde - gosto de coisas mais maduras.
Sabes também não vou aos Açores, a não ser que a viagem fosse de comboio, pois nos aviões não se pode fumar e é habito que ainda tenho.
Sabes gosto de estar onde me sinto bem. Mesmo aqui conversando com o Xico e sem saber o tal banco. Se soubesse mudava as minhas economias para lá pois sempre fui de colaborar com os conterraneos.
Vou cá passando e comendo as moelas se mantiverem a receita e não adulterarem, coisa frequente em Tascas quando pensam que são restaurantes.
Um abraço e bom negócio que isto é ramo que já deu o que tinha a dar...

desvarios (66)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Os elefantes não têm côr 27-02-2004 12:08 Forum: Café do Desassossego

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Imberso, Teka e Maconge gostei de vos ler.

Imberso continuas a falar do antigamente recente, sempre a culpar os mesmos. Continuas a não olhar para o espelho e ver o teu 'retrato', continuas a não fechar os olhos para poderes olhar o teu interior.
Acreditas mesmo no que escreves ou fazes 'intriga' para que pessoas como eu aprendam com a discussão que lanças?

Teka gostei do que escreveste. Não gostei do anti-nitismo, mas isso é outra coisa e para mim já faz parte da HISTÓRIA.

Maconge 'gabo-te a coragem' de estares aí a viver ao vivo e a cores a realidade, coragem que eu não tive, pelo que sofro ainda por esse cobardia. Mas melhares dias virão para mim... Mas queria eu dizer que se continuas amarga é porque ainda não acreditas que algo está a mudar. Repara que digo está e não vai.
A única coisa boa do 22 de Fevereiro.... Eu atrevo-me a dizer que já foi um passo importante. Agora, com apostas na Justiça, no Ensino e na Saúde as coisas vão ter mais cores.

Os elefantes não têm côr.

desvarios (65)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Para as meninas 21-02-2004 14:18 Forum: Café do Desassossego

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A realidade:
Um homem estava em coma há já algum tempo.
A mulher estava à cabeceira dele dia e noite.
Um dia, o homem acorda, faz sinal para a mulher aproximar-se e sussurra-lhe:
- Durante todos estes anos estiveste ao meu lado.
- Quando me licenciei, estavas comigo.
- Quando a minha empresa faliu, estavas lá a apoiar-me.
- Quando perdemos a casa, ficaste perto de mim.
- Quando perdemos o carro, também estavas comigo.
- E quando fiquei com todos estes problemas de saúde, acompanhaste-me sempre.
- Sabes que mais?
Os olhos da mulher encheram-se de lagrimas:
- Diz amor.
- Acho que me dás azar!


Entem no mundo real e deixem-se de virtualidades proprias da adolescência

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Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Sr. Sebas 11-02-2004 16:14 Forum: Café do Desassossego

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Hoje apeteceu a deferência. Nada de importante mesmo. Só apeteceu.
Pau de Funge dá para os dois lados? Vai dizer que ele é bi?
A corrupçãp está instalada em Portugal. E agora ainda mais. Como está Portugal:


«São dois os principais problemas de Portugal: os poucos pessimistas profissionais, que passam a vidam a contaminar o resto da população, e uma governação inadequada, ineficiente, ineficaz e fora de contacto com a realidade no país.

Que Portugal e os portugueses têm inegáveis qualidades, não hajam dúvidas. Não é por nada que Portugal é um país independente e a Catalunha, a Bretanha, a Escócia e a Bavária não são. Não é por nada que o português é a sétima língua mais falada no mundo, a frente do alemão, do francês e do italiano.

No entanto, estas qualidades precisam de ser cultivadas por quem foi eleito para liderar e dirigir o país. O que acontece é que nem agora, nem por muito tempo, Portugal tem tido líderes dignos do seu povo, capazes de liderar a nação, realizar os projectos que foram escolhidos para realizar.

O resultado é uma onda de pessimismo, no meio dum mar de desemprego, desinteresse e desorientação que serve de combustível para a economia emocional não funcionar, aquela economia que é tão importante quanto a economia das quotas de oferta e procura.

A consequência é uma retracção não só da economia mas também do psique da sociedade, com uma introversão patológica a manifestar-se no escrutínio colectivo do umbigo nacional, ou um pouco mais abaixo. A não-história da pedofilia, já uma psicose nacional, é um belíssimo exemplo de até onde pode chegar uma sociedade quando nem é orientada nem estimulada a pensar em horizontes mais saudáveis.

Há mais que um ano, a imprensa portuguesa regurgita a história do abuso sexual de meninos do orfanato/escola Casa Pia, apontando nomes sonantes da vida pública que nem têm lugar aqui, visto que até ser provado ao contrário, uma pessoa numa sociedade civilizada, é considerado inocente. Na busca de quem foi ou quem não foi, deu origem ao levantamento na praça pública duma lista substancial de nomes do mundo artístico, desportivo, e político, aos mais altos níveis.

Não é a causa do pessimismo em Portugal, mas espelho dele. A noção que nós não prestamos, somos os coitadinhos da Europa e a alta sociedade é podre se ouvia nos finais dos anos 70, desapareceu e com a não governação do primeiro ministro José Barroso, voltou. Está tangível, quanto mais para um estrangeiro que ama e estuda este país há 25 anos.

Outra manifestação deste pessimismo é a negatividade ao nível das conversas nos cafés (inaudíveis nos claustros de cristal onde pairam os governantes do país) acerca dum evento que a priori é a melhor hipótese que Portugal alguma vez tem tido para se projectar na comunidade internacional  o Euro 2004.

O Euro 2004 é o ponto desportivo mais alto na história quase milenar de Portugal. É um dos três mais vistos eventos televisivos no mundo e é uma excelente oportunidade de enterrar de vez a falácia que Portugal é uma província espanhola.

Mas o quê é que acontece? Enquanto o resto da Europa se prepara com entusiasmo para o Campeonato da Europa em Futebol, se ouve em Portugal por todo o lado que os estádios não estão preparados, ou que não são seguros, ou que os aeroportos não estão adequados ou que vai haver problemas com hooliganismo ou com terrorismo.

Disparate! Ou pior, uma vergonha, por quem perpetua este tipo de lixo, que se chame notícias por aí. Para começar, os estádios são tão prontos que já se joga futebol neles. Segundo, as normas de segurança têm de obedecer rigorosíssimas normas de controlo estipuladas pela inflexível UEFA. Terceiro, os aeroportos têm dos sistemas mais avançadas de controlo de tráfico aéreo, total e completamente integrados nos da União Europeia e mais, os adeptos não vão todos chegar no mesmo dia, nem todos de avião. Quarto, quando os bilhetes foram vendidos na Internet, foi consultado a base de dados proferido pelas forças policiais dos países presentes no Euro 2004. Quinto, Portugal é alguma vez um alvo para ataques terroristas, desde quando? Só se fossem as FP-25 de Abril.

Porém, onde estão as autoridades a explicarem a verdade, a estimular a população, a instilar o optimismo, não só para o Euro 2004 mas para galvanizar a economia, a liderar o país? Exactamente onde estiveram, estes ou outros, quando os interesses dos portugueses estavam a ser vendidos por um preço barato, o que levou gradualmente à situação actual em que uma família portuguesa gasta substancialmente mais do seu ordenado em necessidades básicas do que no resto da Europa.

Não se admite que num supermercado espanhol, se encontra exactamente os mesmos produtos bem mais baratos do que em Portugal, não se admite que no Reino Unido o cesto básico de alimentos custa bastante menos, quando se ganha cinco, seis ou sete vezes mais. Há duas semanas, vi três restaurantes no centro de Londres com a cartaz Comam o que quiserem por £5.45 &9 Euros, ou um pouco menos.

Os portugueses gastam uma fatia tão grande do seu ordenado em mantimentos fundamentais que não há capital disponível para os serviços, restringindo a economia a um modelo básico e muito primário.

Se bem que Portugal é um país pequeno, também é a Bélgica, a Dinamarca, os Países Baixos, o Luxemburgo, a Suiça, a Irlanda. Estes países têm um plano de médio e longo prazo e nestes países ganham os lugares de destaque pessoas competentes e devidamente qualificadas e formadas.

Em Portugal, o plano é ganhar as próximas eleições, ponto final. O que acontece depois? Há uma onda laranja ou cor-de-rosa a varrer o país e ocupar todos os quadros altos e médios, seja em ministérios, em faculdades, em firmas, até em hospitais. O grande plano é, quanto muito, de quatro anos, o que explica a pequenez de pensamento e a falta de visão personalizada por uma ministra das finanças que trata a economia do país como se fosse uma dona de casa maníaca, que, munida com uma tesoura gigante, tenta transformar um lençol de cama de casal numa bata para uma boneca diminuta&corta, corta, corta.

O resultado disso tudo é o que se vê: desempregados à espera do fundo de desemprego durante largos meses, não semanas, sem receberem um tostão do governo que elegeram para os proteger.

Quão conveniente por isso que o país fala de pedófilos e não da economia, do emprego, da falta de poder de liderança deste governo PSD/PP, da ausência duma cariz democrático, ou social, ou popular, da ausência do contacto ou calor humano destes, que foram eleitos para proteger seus cidadãos. O que fizeram? Absolutamente nada. Lamentaram que o país era um caos, e se calaram. Então, onde estão as políticas de salvação?

Portugal está, e por muito tempo tem sido, liderado por uma argamassa de cinzentos incompetentes que venderam os interesses do país irresponsável e negligentemente para fora.

Portugal precisa de quem tenha o brio e a chama suficiente para incendiar a paixão do povo deste país lindo, desta pérola do Atlântico, de ajudá-lo a ir ao encontro dos seus sonhos, acreditar em si, redescobrir as suas consideráveis qualidades e colocar Portugal num lugar de destaque entre a comunidade internacional. O leitor pode apontar quem tenha feito isso nos últimos anos? O José Barroso está a fazê-lo?

Caso contrário, se não descobrir, e rapidamente, quem for competente para governar este país, os projectos audazes e brilhantes, que vão de mãos dadas com o espírito e a alma portuguesa, como por exemplo a EXPO 98 e a EURO 2004, ambos com uma gestão excelente e uma preparação de que poucos países poderiam gabar-se,
perder-se-ão no mar de lamúria de assola Portugal.

Francamente, a paciência dos que tanto lutaram para fazer qualquer coisa deste rectângulo atlântico, começa a esgotar-se. Já que gostam de dizer que quem não está bem deve mudar-se, começa a ser uma excelente ideia.

Timothy BANCROFT-HINCHEY
Director e Chefe de Redacção
PRAVDA.Ru Versão portuguesa»

desvarios (63)

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Tás-se bem 09-02-2004 22:21 Forum: Café do Desassossego

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Aqui no café do desassossego está-se bem. Não tem mirones a chamar nomes...mais civilizado. Tem gente que não pediu, diz pelo menos que não pediu, acesso e que só escrevia mesmo por provocação. Até abriam fios involuntariamente para ficarem escandalizados...outros só mesmo para picarem porque bem comprimido na prensa não saía sumo nenhum. Querem nomes? Não dou porque eles sabem quem são.
Francisco Nobrega, antes de eu cometer alguma barraca diga lá em que países não trabalhou. Sei lá...Moldávia? Não precisa pôr diplomas que eu acredito. Basta dizer.
Vamos voltar a Cuba. Pergunto-lhe apenas isto: Concorda com o boicote americano?
Timan: as regras de boa educação não são impostas - adquirem-se no dia a dia da vida de um ser humano. Não é preciso estar neste e noutros fios a dizer sempre a mesma coisa. É evidente que, uma vez ou outra, eu próprio saia dos carretos e responda menos correctamente a alguém. Mas também sei dar a mão à palmatória.
Pronto: facto consumado - sala própria para polémicas e desassossegamentos. Daqui a uns meses - 3 - gostaria de saber quantos acessos ficaram por pedir. Pode ser?
Eu estou aqui, dou a cara, dou as minhas ideias e as minhas polémicas.