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29 de janeiro de 2025
16 de março de 2022
estar longe
4 de julho de 2021
versejando-me
26 de abril de 2019
não me digas
Não me digas que não suportas que eu te ouça respirar.
Não me digas que não posso sentir os teus lábios com os meus.
Não me digas que não te posso acariciar, olhar-te e admirar-te.
Não digas nada, deixa-me apenas cantar uma balada de amor como sei: em silêncio!
5 de março de 2019
tentei poeMAR
depois de esperar,
eu vou voltar.
Eu sei que verei
a senhora da Muxima
cá de baixo ou lá de cima.
Eu sei que o Bero
em dia de cheia
correrá na areia
em direcção ao mar
e se o alcançar,
tal como espero,
me acastanhará o mar
com areia do Lubango
Sanzalando
26 de dezembro de 2010
simples 26 de Dezembro de 2010
21 de março de 2010
18 de abril de 2009
Canto canções de amor (2)
Me sento no caminho de lado nenhum. Não me apetecia andar, não me apetecia apanhar vento. Olho para o espaço outrora ocupado pela minha pobre Pitangueira que além das seis flores e muita esperança, não me deu mais nada. Mas acho que nunca esperei mais nada dela para além da esperança.
Mas, preguiçosamente aqui sentado me apeteceu cantar uma canção só para mim. Não me lembrei de nenhuma. Inventei uma letra que juntei uma melodia. Dentro da minha imaginação, é claro. Se por acaso eu tivesse tentado, chamemos assim, cantado em voz alta, estou certo que seria um alvo abatido por algum ouvido mesmo que surdo.
Quero ser uma palavra serena e calma,
Uma paz livre na madrugada,
Quero ser um desejo feito alma
Nesta voz rouca ou calada.
Quero ser os olhos da lua
E olhar-te tantas vezes,
Umas vestida, outras nua.
Quero ser uma jura de amor,
Pegadas livres no mar,
Quero cantar –te uma flor
Com os olhos de te amar.
Quero ser uma estação,
Dar-te frio ou calor,
Ser teu Inverno ou verão.
Quero ser apenas eu,
Num teu!
12 de abril de 2009
Canto canções de amor (1)
É mais que amor o que sinto por ti,
É amor, é dor.
Se eu pudesse tocar a tua pele,
E assim, abafado pelo mar continuo a cantar, versos soltos que não se me passam na razão.
Olho o mar. Choro lágrimas que não se vêem, sinto tristezas que não se tocam.
Memórias de amor. É um começo.
Sanzalando
7 de dezembro de 2008
(06) Texto Pedido - MORROS DE BENGUELA
15 de outubro de 2004
poemando
Vou dar uma volta ao jardim
ouvindo os meninos do coro.
Se alguem perguntar por mim
digam que me pintei de loiro.
De loiro dourado
como papagaio ou arara,
desta vez encarnado
para ser ave ainda mais rara
Mais rara alma da serra,
da Chela ou da Estrela,
desde que haja guerra,
procurem: hão de vê-la!
Avis rara - no prego
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

