16 de agosto de 2019

ser verão

Torrei o pouco que havia sobrado da véspera. Vão me dizer que eu tenho caspa, mas é que estou a pelar da cabeça. Vem aí um Dr. dizer que tanto sol assim faz mal e coisa e tal. E os gajos dos trópicos fazem mais como? Deixei-me meditar na praia e foi no que há de dar e se ver quendo me for pentear os parcos cabelos finos que restam.
Mas deu para ver que sou pessoa atenciosa. Tenho muita atenção aos conselhos que dou. Sou uma pessoa alegre, porque me riu das piadas que penso. Sou meigo e carinhoso porque me não me esqueço de passar a mão pela cabeça, porque ela arde. Sou simpático porque me abro a porta do carro para entrar. 
Quanto complicado é ser verão?
Verão que desterrei-me para um deserto longínquo e esqueci de me avisar.


Sanzalando

14 de agosto de 2019

eu sei

Sol, muito que até parecia era tropical. Vento nenhum, que até parecia fantasia da minha cabeça. Me deitei na areia de mil cores, fechei os olhos e viagem para fora de mim para me ver melhor.  Eu sei que o meu corpo pode um dia não aguentar tanto peso e por isso às vezes eu saio dele para ele descansar. Eu sei que um dia guardarei lágrimas numa garrafa, porque posso delas precisar mais tarde. Eu sei que às vezes eu sou o maior empecilho para mim e por isso eu guardo a sete chaves a tristeza que me pode agoniar. Eu sei que o desastre não tem hora marcada por isso eu me deito na areia das mil cores para me rever no passado, presente e futuro.
Assim, com o peso da consciência, com a leveza das lágrimas, com a tristeza agonizante, com o passado, presente e futuro revistos, eu consigo sorrir e deixar-me levar pelo Senhor dos Sonhos e trazê-los para a realidade.


Sanzalando

#zulmarinho


#zulmarinho


12 de agosto de 2019

#pordosol


#imbondeiro


era mas não é uma estória

Sentado na minha falésia, olhar longe rasando o zulmarinho, sem ponto fixo. Quando dou conta vejo que falta tanto para terminar uma estória. Uma estória que acabe bem. Uma estória onde tudo se passa, se passou e se passará numa vida inteira. Uma estória em prosa ou em verso, mas onde um tu existirá. Sempre.
Mas ainda não é hoje que se escreve essa estória porque não quero vê-la acabada.


Sanzalando

11 de agosto de 2019

Tarde de vento

Me deixo levar pelo vento num faz de conta é verão, faz de conta mergulhei num mar de ilusões e me deixei zulmarinhar até acordar, sem me importar. Vento norte me empurra para sul num relâmpago de velocidade, faz conta esse sul é já ali. Pisquei o olho, protegido do vento, vi longe sem mudar o olhar. Cheguei lá, vi cada rosto, cada sorriso, cada sonho. O vento me faz sorrir, acordei e fui para casa em fim de tarde.

Sanzalando

#mangueira


9 de agosto de 2019

desertei-me

Me afastei do zulmarinho. No meio das árvores, serras e caminhos de cascalho. Desertei-me do verão. Nasci para ser livre. Voei como borboleta, águia ou falcão. Desertifiquei-me do corpo. Vou revidar-me num lugar estranho. Vou renascer futuro seja como for.
Quando me reolhar num espelho vou ser Eu de letra grande, fato e gravata, corpo inteiro. Frases feitas à medida, ideias sólidas em geometrias sagradas.
Hoje só desertei-me por instantes e logo voltarei num eu florestal. 


Sanzalando

#caminhos


8 de agosto de 2019

#caminhos


Toca a veranear

Faz sol. Todos os dias são de sol. Basta olhar um sorriso e o sol está lá, basta olhar um olhar brilhante de felicidade e o sol está lá, basta fazer um cumprimento com sentido e o sol está lá. Mesmo que vente ou chova, o sol está com cada um. No assento dum avião, dum comboio ou numa passada de passeio o sol está lá. Só é preciso sentir que ele se faz brilhante. As tormentas? Tem sol, podes crer. Espera e ela se faz sentir.
Está sol porque faz sol.

Sanzalando

#bebida


#caminhos


nublou no verão

Nublou que até parece é chuva. Está quente que até parece ainda é verão. É? Estava a espreitar a
meteorologia do cacimbo. Me enganei num faz de propósito.
Mas mesmo assim me sento no pé do zulmarinho e medito pensamentos à toa. Faz conta virei lunático. Faz conta filosofei-me por neurónios mil.
É assim. Eu desapareço de lugares e pessoas. Isolo-me. Escondo-me para ficar só, num simplesmente desemaranhando os nós internos, o caos lógico da vontade de voltar, da fazer regressos de balancear-me para a frente com a memória do passado.
Num tempo assim só me dá para curar as feridas da alma e sair depois sorrindo feliz pelos caminhos da divagação.
Tão bom!


Sanzalando

#viagem


7 de agosto de 2019

#comida


#flores


Lisboa ausente



Sanzalando

#life


Futuro de passado, no presente construído

Manhã cedo, ainda nem o sol está quente nem o vento acordou. Sento-me na minha placa tectónica, sim, eu também devo ter uma, a que me separa do meu continente e é ocupada pelo zulmarinho que começa aqui e acaba lá. Sem mais nem menos.
Aqui sinto-me em paz, reflexivamente sossegado, reflectindo em passados, presentes e quiçá, futuros. 
Lembrei-me da D. Maria Guedes, senhora de anos muitos, que muito me aturou e decerto aturou outros antes de mim, que na rua, subindo ou descendo conforme as conveniências, foram crescendo. Na verdade eu não sou única geração. Há o antes e o depois de mim. As estórias que sei são do antes e depois de mim. As minhas penso foi sonho e por isso não existem na matéria. 
Manhã cedo e me lembro do Jacaré, homem atlético e pouco dado a pensamentos profundos, gente boa no intimo, sorriso fácil e se alguém estava em dia mau ele lhe transformava em dia bom, comer um quilo de açúcar para fazer a prova de mar num março qualquer e mal dada a partida desistiu porque, digo eu, estava com lastro a mais.
Lembro-me assim cedo do Leopoldo, frangueiro do Sporting e simpático de coração. E o Juleco acho nunca praticou desporto sério, só batota e bilhar mas isso não conta para o físico. E ao lado do Juleco morava o Major. Tudo gente boa.
E eu lembrei-me porque é manhã cedo, o sol não está quente e o vento ainda não acordou. Queres ver eu ainda vou dar uma volta no boca de sapo, nem que seja imaginária, porque eu estou com saudades dos muitos futuros que podia ter tido e olhando para o meu passado presente não me arrependo do que tenho. Confuso? Não. Podia ter sido diferente o dia de hoje se eu em qualquer dia do antes tivesse escolhido outro rumo. Ou não?
Seja qual seja o meu futuro, a memória não me atraiçoando e com a capacidade de raciocinar presente, vou construindo o meu futuro em cada presente.
Lá não é verão, mas pelo sim pelo não aqui é e eu me vou aproveitando.


Sanzalando

#caminhos


#caminhos


6 de agosto de 2019

amanhã

E lã está ele a soprar parece secador de cabelo. Vento quente que incomoda quem quer estar aqui a olhar o zulmarinho na sua calma de eternidade. Eu só venho aqui para estar comigo. Não importa esses miles de pés que quase me pisam sem darem por isso, essas tantas bocas que falam ao mesmo tempo parece é festa da confusão linguística. Eu estou aqui a querer conversar comigo e não posso estar confortável porque esse vento que vem do sul, sem me trazer boas novas, me empurra para fora tal é a picada de areia que levo no meu corpo, parece me tatuam. 
Mas eu sou forte e me mantenho aqui, mesmo que as minhas faltas sintam falta de mim, mesmo que vivo eu esteja morto de saudade, mesmo que o silêncio seja uma boa resposta. Aqui estou para me lembrar que amanhã, que ainda não tenho, seja um  depósito de esperança. Que amanhã eu consiga mais que hoje e por aí em diante.


Sanzalando

#comida


5 de agosto de 2019

verão golfinhos

Faz sol e é manhã cedo e não venteia nada. Meu cabelo nem mexe. Nem brisa sopra. Mas é manhã tão bem bem cedinho e eu fiz-me ao mar. Não, não fui atrás duma festa nem fui fazer nada de especial. Fui mesmo só no zulmarinho me recolher num modo de me completar, meio torto meio direito. Balanceado. Balanceando, numa escrita indefinida, numas frases desfeitas, numas páginas tantas. Tem dias de ficar assim numa solidão rodeada de assuntos parece é ilha de pensamentos.
Hoje fui lá, no âmago dele e vi os golfinhos se divertirem e nem me ligaram a dizer alô nem me deram novas dos mares do sul.

Sanzalando

#zulmarinho


#caminhos


3 de agosto de 2019

mais um tempo que se foi

Com esse sol até me apetece ficar de barriga para o ar a ver o tempo passar como se fosse um frame por segundo. Faz conta era um filme. Mas na verdade eu ia gastar o tempo e ele está a ficar escasso, acho eu. Com esse sol é melhor mesmo eu me fazer aos pensamentos e deixar-me de preguiças e afins. É,, eu consigo encontrar aqui dentro, no escuro das minhas memórias a sensação da esperança que tinha quando era criança. Do tempo que eu desconseguia saber que havia caminhos pedregosos e arenosas só para testar a paciência dum gajo feito eu. Se não houvesse desses escolhos a nossa vida desmanchar-se-ia como um castelo de cartas sem sapatas.
Me agarro nesse sol, me misturo em sua electricidade e sigo em frente, deitado de barriga para o ar, a navegar no pensamento. Mais um tempo que se foi.


Sanzalando

2 de agosto de 2019

#comida


falar em verão

Vento sopra mas não consegue tirar esse sol radiante do lugar. A areia de mil cores parece voar de encontro nas minhas pernas que até parece lhe querem furar. É verão, do meu contentamento. Anda daí dar um mergulho no zulmarinho. Esquece só esse tsunami vermelho que te atacou logo nesta semana e dá contigo em doida e comigo feito mártir. Não queres ir lavar a alma fica então só aqui comigo a conversar coisas de sem nexo porem de interesse, digo eu que gosto de mostrar interesse por alguma coisa.
Imagina que as pessoas eram às cores. Eu ia ser o quê? Amarelo cor desse sol que me torra. Tu neste momento eras cinzenta cor da tempestade que atravessa o teu corpo por causa do mar vermelho que te afoga. Eu sei, eu sei tu gostas de amarelo , mas hoje não estás nem por aí.
Imagina mudarmos de assunto e falar de coisas. A luz desse sol é brilhante que quase apaga a escuridão do futuro que se adivinha. De que falo eu? Então não sabes? Essa tempestade das pessoas que acham o mundo é o digital, o virtual, o imaginário e esqueceram que existe esse mar grande de contentamento.
Já sei. Estás a pensar esse sol na cabeça me afogou os nervos e afins.


Sanzalando

31 de julho de 2019

#comida


o tempo que o tempo tem

Quando eu era criança achava a vida perfeita. As brincadeiras eram saudáveis, o tempo demorava exactamente o necessário. Não havia necessidade de correr por falta de tempo. O adormecer era doce e se por acaso houvesse pesadelo no meio o acordar fazia rir da coisa acontecida. Não havia medo do que o amanhã trazia. O mundo era perfeito porque o mundo não ia para além daquele ponto de ser criança.
Fomos crescendo e o tempo foi-se moldando à falta de tempo. A felicidade foi-se ensanduichando na tristeza, no receio e tantas vezes na ansiedade. Felizmente nunca me deixei cair na tormenta mesmo atormentado me sentisse. Mas o tempo deixou de ter tempo e fez-me correr contra ele. 
O que eu lamento que o tempo me tenha feito.
Hoje, deixo o tempo ter o tempo que tem. Amanhã, logo verei.


Sanzalando

30 de julho de 2019

Nonkakus, Calema e Cacimbo

E fez-se sol. Agarrei nos meus nonkakus e me fiz à praia. Senti que o alcatrão queimava mas o pneu dos meus pés me assegurava um confortável caminhar. Era verão. Aqui, mas imaginei-me que fosse lá. O sol faz-me pelar a cabeça, coisa que lá não acontecia porque a cabeleira farta protegia. Mas não é de passado que falo, é mesmo só de presente. O sol de agora e sol de memória. Com essa sandes de pensamentos lembro-me que o meu foco é ser feliz. Lá como cá. Antes como agora. A prioridade é essa. Faz calema ou cacimbo desde que o sol nasça com a força dele o destino é-me favorável. O sorriso simples é uma conquista. O planeado torna-se real mesmo que o real não tenha sido planeado. Como me disse o outro, até um pontapé no cu me faz ir em frente. Desde que faça sol eu me norteei na felicidade, da memória ou da presentemente.

Sanzalando

#zulmarinho


carrega sol

Carrega sol sobre este corpinho cansado de saudade de cacimbo. Me mostra só como é que seria eu não tivesse abandonado a minha areia, o meu amarelinho deserto, as minhas ruas quadriculadas, os meus vizinhos que eram quase família, os meus amigos que mais não eram porção de mim. Dá-lhe sol e vais ver o meu corpo renascer das cinzas que nem a fenix tatuada numas costas a dar-me asas para sonhos mutantes na minha cama de saude. Dá sol na raiz dos meus parcos cabelos e vais ver-me fervilhar reviangas às amarguras dessa vida sedentária das noites de inverno.
Dá-me sol e encontramo-nos numa praia a falar com as ondas os kadandos da minha praia que fica do outro lado do zulmarinho.
Dá-me sol e não mujimbo que pare a minha verborreia saudosa de presente.

Sanzalando

25 de julho de 2019

#flores


autobiografia não autorizada

Deitado na arei de mil cores, suavizando o calor com um ou outro mergulho no zulmarinho, sentindo-me em contacto com a sua origem que fica para lá dessa linha que chamam de horizonte, dou comigo a fervilhar ideias e pensamentos. Quem foi que autorizou que quem eu não conheço escrevesse a minha biografia? É verdade. Olho no facebook, olho no instagram, olho no Twitter e lá estou eu em mil formas e nomes, mil fotos e cores, mil pensamentos e silêncios. Querem ver esse mundo ficou pequeno e eu não sou mais o original? Querem ver as palavras acabaram e são sempre as mesmas que saem nos papeis brancos dos computadores? Acho vou dar-me folga e mergulhar profundamente no oceano da vida e deixar de me narcisar nesta roda sem quase vida que virou a vida dos smartphones.
Deitado na areia das mil cores penso que nunca brinquei, que não tive direito à infância, em ser criança, em pensar as minhas trafulhices e rasgar os meus joelhos em feridas de 'mercúriócromo'. 
Deitado na areia, marulhado pelo zulmarinho me deixo levar pelas vagas que explodem contra a areia e me retiro do corpo que me leva para tantos lugares que só eu sei não existem, os meus sonhos.
Deixem só estar, é mesmo sol a mais na moleira que o cabelo já não protege.

Sanzalando

24 de julho de 2019

#caminhos


e brilha o sol

E brilha o sol no dia, o coração canta canções de amor e os olhos brilham brilhos de sorriso.
Naquele dia sem sol uma menina qualquer chorava, de dor, de desamor ou de qualquer cor conforme o correr do dia cinzento, numa alma triste porque não era dia de verão e o sol não reflectia nos braços vestidos de casacos e nos olhos tristes de cinzento dia. Naqueles dia cinzentos as noites eram intrincadas, as problemas eram silencio e no peito uma dor doía numa forma de estar fraquejada.
E brilha o sol no dia, os dentes brancos se deixam ver por causa dum sorriso que se solta livre e espontâneo.
E brilha o sol no dia que se é bom, manhã cedo sorrindo na onda de quem se sente feliz, esquecendo invernos, erros e outras tempestades.
E brilha o sol e sorrio.



Sanzalando

22 de julho de 2019

#pordosol



#zulmarinho


#zulmarinho


num dia de calor assim

E faz sol que queima, parece derrete o alcatrão e faz miragem no olhar longe no chão. 
Nestes dias assim paro para pensar e vejo que parar também cansa, desgasta e nos leva um pouco da vida. Olhando para trás, para o passado que fez da gente pessoa, verifico que poucas pessoas atravessaram o meu muro, colheram flores do meu jardim interior, levaram sorrisos de cara lavada e purificada, me leram os brilhos do olhar e me conseguiram fazer da insónia prazer. 
Num dia de calor assim, parado para refrescar os pensamentos, verifico que tantas vezes inventei barreiras, físicas e mentais, para afastar pessoas e lugares da minha memória.
Num dia de calor que nem o de hoje eu sou feliz porque escrevi para mim defeitos e virtudes que conheço numa lenga lenga de cantilena infantil.


Sanzalando

#imbondeiro


20 de julho de 2019

#mangueira do campo - Monchique


#zulmarinho


neste tempo de tempo

Fazia sol neste norte desnorteado em que outono se mistura com todas as estações e intervalos, dando uma saudade do tempo em que o tempo tinha tempo para ser definido e preciso. Pelo menos era a ideia que eu tinha. Era a sensação que me dava. Era no tempo que eu não tinha tempo para me perder a pensar em tempo.
Eu nesse tempo não fazia nada para ter a cabeça ocupada, ela se ocupava sozinha, ela era comédia diária e as ideias caiam nela como avalanche de neve que só conheço dos filmes. Nesse tempo o tempo de calor era calor, do cacimbo era cacimbo e mais não havia para baralhar o tempo de quem não tinha tempo a perder.
Neste tempo, depois de clareado o cabelo, cresceu o medo de desmoronar o mundo pela fraqueza, de explodir o feitio pela irresponsabilidade alheia, de vomitar gritos pelo egoísmo e de cacimbar a mente pela injustiça da imperfeição que graça nos rostos circundantes.
Neste tempo ficou o gosto dos sorrisos sorrateiros que me roubam à inércia de ver o tempo passar, das surpresas doces que aquecem o peito e me arrancam deste estado carrancudo que as cócegas da alma me apreendem sorridentes.


Sanzalando

17 de julho de 2019

é o sol, senhores

Faz sol e eu me banho dele. Nem a sombra deste meu poiso me salvam. As memórias pululam como fossem pipocas na panela. Eu tenho saudade desse sol. Eu envelheço dez anos por cada dia sem sol. Eu me entristeço por falta de sol. 
Ou será que por falta de sol eu não tenho memória?
Nestes dia de sol eu até consigo tratar as pessoas como elas merecem ser tratadas. Deixo-as ir em paz e serenas, deixo-as sorrindo, alegres e felizes. Nos outros me dizem tenho mau feitio. Nem sei como lhes responder porque até um piscar de olhos me custa gastar.
Faz sol e eu regresso à minha infância, relembro a adolescência e as minhas mil parvoíces, os meus amores e desamores e depois deixo o tempo passar sem remorsos. Se não faz, eu mastigo os tempos que queria voar, as estrelas que queria tocar e as vezes que eu queria que o mundo acabasse.
No dia que faz sol eu esqueci esse outro eu e me embalo em danças, sorrisos e cantares que até encantam os mais tristes do meu lado. 
É o sol, senhores.



Sanzalando

#comida


#zulmarinho


tem sol deste tempo

Sol torrou em verão adiado. No meu outro tempo esse sol eu ia dizer é fraco. Agora, neste tempo este fraco sol me torrou a pele que quase mudou foi de cor. Eu ia dizer que até deu saudade, daquele que escorre do cantinho do olho numa lágrima perdida. Mas esse fraco sol, sem o vento que tem tido por companhia, até parece é tropical. Acho esse sol dos outros dias não tem sido assim por um de propósito dele mesmo nem castigo para minha vaidade. É o ciclo dele e ele está na fase de não me fazer lembrar o outro meu tempo. 

Sanzalando
recomeça o futuro sem esquecer o passado