recomeça o futuro sem esquecer o passado
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25 de março de 2025

A dois amigos que partiram

Eram colegas no trabalho. Eram dois amigos fora dele.
O tempo ensina-nos que a vida é feita de encontros e despedidas. Hoje, com o coração apertado, dedico as minhas palavras a vocês, que partiram, mas deixaram a amizade, gargalhadas e algumas estórias para lembrar.
Cada conversa, cada gesto e cada memória construída ao lado de vocês segue no meu coração. Por aqui, hoje só consigo dizer Obrigado por terem sido parte da minha história. Sigam em paz, amigos.

Sanzalando

4 de março de 2013

Chegou a vez de pensar

Este blog foi criado há quase dez anos. Isso mesmo, ouviram bem, 10 anos. Repeti-me vezes sem conta, inventei estórias da minha rua, da minha cidade, do meu país, dos meus amigos e conhecidos.  Criei personagens que nem tenho ideia se foram mesmo criadas ou coincidentemente existiram na realidade ou perto dela. Inventei tanta coisa que não sei se eu existo ou também sou fruto da minha imaginação. 
10 anos.
Chegou a vez de pensar se continuo ou se volto ao velho hábito de escrever na sebenta de capa vermelha para mais tarde incendiar-me a alma. Não estou apaixonado e as letras já não fazem as palavras que eu gostava de fazer, as frases que eu gostava de construir, os parágrafos que me apetecia cantar.
Vou pensar e sem pressão. 


Sanzalando

23 de agosto de 2009

domingo um pouco triste


um dedo porque a direita está engessada e ao peito. Palavras difíceis de soletrar assim numa esquerda mental. Calor impossível de suportar numa coceira de gritos mentais.
Mais um verão em que pergunto: porque eu?
Mas antes eu que outro qualquer...
talves a meio de Setembro eu possa voltar...

Sanzalando

31 de janeiro de 2008

Adeus anunciado (4 de 4) - FIM

Aqui estou acenando um adeus tantas vezes ensaiado.
Aqui estou como tantas vezes aqui estive.
Há dias em que te sussurro para que deixes o teu perfume sobre a minha almofada, outros há em que te grito o meu amor em silêncio.
Há dias em que te penso deixar-me em paz.
Há dias em que brindo à vida, ao amor, ao sorriso, outros em que nem um copo consigo erguer sem deixar fugir uma lágrima.
Há dias que sigo sonhando que daria o que quer que seja para conseguir fazer desaparecer o que nos separa e outros que gasto na memória dum reencontro tantas vezes adiado.
Há dias que vejo flores e canto canções, outros há que são salgadas as memórias.
Há dias para tudo e outros há para nada.
Arthémis, obrigado por partilhares connosco tantas imagens de rara beleza.
A todos aqueles que aqui passaram, uns deixando um sinal, outros nada, porem voltavam no seu silêncio a calcorrear os caminhos das palavras, os sonhos de fantasia, as magias da esperança, só lhes posso dizer obrigado e lhes pedir desculpa por parar aqui por uns tempos.
Há dias em que é preciso saber parar, respirar, descansar e arranjar forças para um dia poder voltar.

voltarei


Sanzalando

30 de janeiro de 2008

Adeus anunciado (3 de 4)

Aqui estou eu saltitando de ideia em sonho, de ilusão em realidade.
Aqui estou eu como tantas outras vezes aqui estive.
Há dias em que viajo sem sair do meu sofá, outros em que o avião da imaginação me espera. Há dias que recordo nomes e lugares, outros que estou na escuridão da solidão. Há dias que traço rumos e outros em que os modifico sem parar, acabando numa folha em branco. Há dias em que estou onde meus sonhos me levaram, outros que não consigo nem ver onde estou. Há dias em que a fábrica das coisas não pára e outros em que o vazio impera. Há dias em que novos odores, novas sensações, novas texturas há para descobrir, outros em que acordar não está nos planos.
Há dias em que eu penso que o maior tesouro é a liberdade.





Sanzalando

29 de janeiro de 2008

Adeus anunciado (2 de 4)

Aqui estou eu dançando nas palavras que não têm vontade nem de sair.
Aqui estou eu como tantas outras vezes aqui estive.
Há dias em que apetece renegar tudo até a dignidade de ser humano, há dias sem circunstância. Há dias em que o esquecimento é rei e há dias em que acredito que a vida me tem tratado bem.
Há dias em que apetece lutar com unhas e dentes por ventos e sonhos. Há dias em que apetece esquecer que conheci o teu olhar e o teu perfume. Há dias que sinto saudades do teu olhar, outros em que parece que tenho uma revolução hormonal.
Há dias em que me apetece cantar-te canções de amor, outros há em que me apetece cantar-te gritos de silêncio.
Há dias em que apetece tudo, outros há em que aparenta ser a morte a mais colorida das saídas.



Sanzalando

28 de janeiro de 2008

Adeus anunciado (1 de 4)

Aqui estou eu vestido de sorrisos, maquilhado de ilusões e penteado de sonhos. Aqui estou eu como tantas vezes aqui estive, transpirado de energia, afogado em suspiros e calçado em nostalgias.

Já fiz canções sem escrever versos, já esculpi imagens sem usar barro, já sorri com os olhos sem ter acordado.

Caminhei manhãs por palavras, chorei mares de saudade, gritei silêncios calados.
Aqui estou eu, como tantas outras vezes aqui estive.
Há dias em que nos custa acordar e caminhar em carreiros de sonho e ilusão. Há dias em que custa sonhar e outros que apetece oferecer os sonhos. Há dias em que a noite é infinita. Há dias em que apetece morrer por uns minutos. Há dias em que apetece gastá-los no riso dos amigos. Há dias que custa olhar o espelho e outros que apetece dançar à frente dele.
Há dias de melancolia, de nostalgia e de esperança.



Sanzalando