Sanzalando
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22 de agosto de 2014
dançam as folhas
Sanzalando
29 de julho de 2013
um dia há-de ser um hoje
Sanzalando
31 de agosto de 2007
palavras light = 0 % de assunto (28)
Me encontro a olhar para o meu rosto golpeado de feridas do tempo e não vejo se tenho tempo para lhes tocar outra vez.
Me pergunto o que é que me aconteceu?
E num silêncio tardio não encontro a resposta.
Me sento assim nesta mistura de alegria e tristeza. Alegria de poder sonhar e tristeza de poder olhar no cinzento intervalo de sonhos.
Sanzalando
30 de agosto de 2007
palavras light = 0 % de assunto (27)
As más notícias me cercam continuamente e, se elas não chegam, a minha cabeça lhas fabrica como se elas fossem um dever de ser continuado.
Mas eu sei que quando reunir as forças para dar a volta encerrarei esta borbulha de dor e mágoa e enfrentarei o destino como lhe sempre fiz.
Me sento por aqui e vejo o mundo a cair em pedaços, assim parece um cristal depois de cair duns metros de palavras ditas, num reflexo desfigurado. Cada pedaço é um pouco de mim. Falta a paciência para lhes reunir e com cola lhe fazer a reconstrução. Mas com mais ou menos lágrimas, com sorrisos forçados ou gargalhadas vivas num on-line, com suor e dores musculares caminharei pelos sonhos sonhados e ainda não realizados.
Me sento por aqui sabendo que um dia me levantarei e voltarei outra vez, quantas as necessárias, a fazer os caminhos traçados até lhes atingir o fim.
Estou a me habituar à dor, à saudade e às feridas, mas tudo isto um dia não passará de estória contada num dia cinzento da vida.
Jamais serei um condenado ao sofrimento eterno, enquanto tiver a capacidade de recordar os sonhos sonhados.
Sanzalando
29 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (26)
Eu estou a querer mais, mesmo que eu não me considere merecedor.
Sanzalando
28 de agosto de 2007
palavras light = 0 % de assunto (25)
Mas é bonito terem vindo na minha rua como que a me dizer adeus.
Sanzalando
27 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (24)
Me salta à vista falar um epilogo, a ultima fala que te falo desta minha estória que não deveria ter fim porque não tem sentido.
Mas não é fácil falar numa página em branco.
Sanzalando
26 de agosto de 2007
palavras light = 0 % de assunto (23)
Sanzalando
25 de agosto de 2007
palavras light = 0 % de assunto (22)
Meu corpo, 60% de água e 40% de matéria orgânica por onde caminham para aí umas 60 biliões de células, mais coisa menos coisa que não estou para contar-me, que se dividem em conjuntos que se chamam órgãos. Tudo isto suportado num esqueleto de cerca de 208 ossos e equilibrado por 650 músculos.
Como me quero organizado ordenei-me em 8 aparelhos diferentes que, por eu ser democrático, lhes dei autonomia relativa.
Até há bem pouco tempo todo este conjunto se portou sem grandes problemas e cumpriu os seus objectivos.
Agora me sento e olho para trás para ver onde mesmo foi que ele começou a falhar e não lhe descubro.
Só mesmo me preocupa é lhe arranjar de novo e lhe dar um brilhozinho.
Sanzalando
23 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (21)
Me sento por aqui, que bem podia ser por ali, que parece estou nem aí.
É, faz dias eu acordo, que às vezes eu durmo, de ombros descaídos, costas encurvadas, olhar amarelecido e baço.
É, tem dias que parece eu sou um provisório na vida, um passageiro de bilhete de ida.
Aqui sentado podia dizer muitas coisas, umas mais sensíveis que outras, muitas palavras soltas ditadas directas da alma.
Mas afinal ainda estou vivo e o estar vivo tem coisas incríveis.
Podia falar da morte do Sol, que está mais brilhante agora, do que há uns milhentos anos atrás, porque está a se desintegrar. Cada vez mais gases colidem no seu interior o que lhe provoca aumento de tamanho. Crescerá tanto que um dia não vai haver mais céu azul, somente um vermelho vivo de sol. Mas aí eu já não estarei aqui para te falar estas coisas.
Mas eu que sei eu do Sol para te falar dele?
Mas eu te falava que viver tem coisas incríveis. Dormimos e temos esperança de acordar amanhã, comemos hoje porque essa comida tem consequências amanhã. Viver tem repercussões amanhã.
Quero acordar amanhã.
Também!
22 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (20)
Pudesse eu olhar a tua boca e recordava-me de todos os beijos que ficaram por dar.
Mas tu não beijas e a ausência é minha.
Contradições.
Mas de qualquer maneira te guardo ocultamente dentro de mim, pronto a dar os passos que mereces que eu dê, um dia, quando deixar de estar sentado neste canto inferior de mim.
19 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (17)
Pudesse eu e estaria espreguiçadamente estendido na areia de mil cores a ouvir o marulhar do zulmarinho no sei vai e vem arritmado se atirando na areia como que a dar-me os recados que me trás desde lá do inicio dele. Mas aqui só lhe ouço de imaginação ou se me der ao trabalho de encostar uma concha no ouvido, fechar os olhos e me deixar embalar no sonho.
Pudesse eu e estaria agarrado a uma birra loira estupidamente gelada a afogar a minha sede e a deixar os meus olhos calcorrearem caminhos nos corpos desnudados dessa praia fértil de ideias e sonhos.
Mas como não posso me sento aqui com ganas de repetir gestos mais de mil vezes repetidos de forma mecânica, vociferando palavras surdas.
É Domingo. Quem me diria.
Sanzalando
18 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (16)
Porquê eu? Me pergunto carregado de egoísmo.
Mas hoje me sento, como tantas outras vezes eu me deveria ter sentado, e me recordo de muitas coisas e muitos sentimentos de outros tempos que eu pensava já ter esquecido.
Só acontece aos outros! Afirmo-me eu carregado de raiva.
Passa o tempo e tudo muda. Os erros de certo dia voltam à mente, em etapas cíclicas, em forma de passado num presente de futuro escondido.
Mas eu merecia? Pergunto-me na duvida de mim.
Me sento e penso de forma mais madura e distinta.
Prometo-me não viver assim.
Prometo-me repensar-te.
Prometo-me dedicar-me à luta pela mudança.
Porquê a mim se só acontece aos outros mesmo que eu mereça?
Sanzalando
16 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (14)
Vais ver foi a minha imaginação chocou como uma rocha parece no filme do Titanic, mas em vez de iceberg gelado, foi uma pedra tropical fixamente pregada no meu caminho.
Já sei, amanhã vai amanhecer um dia bonito e os raios de luz vão fazer brilhar a minha pele embranquecida e macilenta, eu vou apanhar as gotas salpicantes do zulmarinho a me fazer lembrar lágrimas e vou rir até não me lembrar mais das noites de trovoada.
Sanzalando
15 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (13)
São estas palavras que me fazem vir aqui dizer-tas, enquadradas em margens, soletradas sobre linhas imaginárias numa redacção quase perfeita.
Palavras transparentes, esborratadas aqui e ali por um azul ou negro borrão, engorduradas por emoções ou desfocadas por lágrimas.
São palavras do meu caderno mental que teimo em ditar-te para te ter sempre aqui a meu lado.
Sanzalando
14 de agosto de 2007
palavras light = 0% de assunto (12)
Neste momento era esse o meu maior desejo.
Não que me esforce para esquecer o passado. Não que queira esconder uma linha, um degrau, uma palavra.
Unicamente porque não sei se quero o meu futuro.
Sanzalando
13 de agosto de 2007
palavra light = 0% de assunto (11)
Queria socorrer-me suavemente do teu corpo, das tuas carícias, estremecer os meus instintos em cada uma das tuas curvas e encontro-me aqui engasgado com uma palavra que ninguém me disse mas que não me sai da cabeça e desconsigo repetir em voz alta, martelando constantemente dentro de mim, num eco repetitivo como que a querer gastá-la para que perdesse significado e poder.
Queria, mas não ouço outros sons para além dos que me martelo insistentemente.
Sanzalando
12 de agosto de 2007
palavra light = 0% de assunto (10)
Lhe imagino a levantar tudo o encontra pela frente, formando um remoinho de papéis, palavras e ideias.
Eu, um ramo seco, tentando fazer-lhe frente num oscilante equilíbrio que me prende à imaginação.
Eu, de frente ao vento que me sopra, seguro-me aos sonhos e revejo o filme que tem muito de preto e branco e não lhe encontro um sitio onde eu deva gritar:
CORTA!
Sanzalando
11 de agosto de 2007
palavra light = 0% de assunto (9)
Mas o tempo é generoso porque se encaixa na nossa vida permitindo tê-la, porque se deixa passar ao mesmo tempo que nos vai oferecendo cada vez mais. O tempo passa mas deixa-se ficar visível na nossa cara e no nosso corpo, até à alma.
Mas o tempo abre asas para que possamos viajar na nossa nostalgia.
Espero sempre ter tempo de dar ao tempo o que o tempo já me deu.
Sanzalando
9 de agosto de 2007
palavra light = 0% de assunto (8)
Eram coisas importantes, profundas e vitais. Eu sei que eram, mas agora, neste instante, não sei mesmo mais nada.
Olho-te nos olhos e me vejo por dentro. Todas as ideias parece murcharam, parece deixaram de ser importantes.
Percorro todas as palavras que sei de cor e não encontro uma que consiga dizer Obrigado sem ser um seco som saído dos lábios.
Um dia, sei que um qualquer dia, eu vou encontrar essa palavra e te direi com o brilho nos olhos.
Sanzalando