recomeça o futuro sem esquecer o passado
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28 de outubro de 2025

agradeço

Há 69 anos, aí por volta das 16 horas, o Benfica ganhou por um a zero ao Sporting. Foi um jogo renhido, desses que ainda hoje se contam nas mesas de café, com as mãos a desenhar os lances no ar. Nesse tempo o jogo era desenhado através da voz dos relatos da rádio. Dizem que nesse dia o sol brilhou, pelo menos para o meu pai que era vermelho de sangue e tudo o mais. 

Acho nesse dia não chovia como chove hoje. Mas como posso eu saber se eu nasci nesse dia?! 

Estava longe, muito longe, guardado em algum canto deste mundo redondo. Quando finalmente nasci, foi com um valente berro, um choro que não precisou de palmada e foi um som tão decidido que a parteira disse: “Este vai fazer-se ouvir!”. E fez-se. Fiz-me.

Agora, tantos anos depois, gargalho com vontade. Gargalho da vida, dos dias de chuva e dos dias de sol, das vitórias do Benfica e das sua derrotas que também ensinam, porque não vou em futebóis nem de outras cores.

Gargalho porque aprendi que cada riso é um golo no tempo, um um-a-zero contra o silêncio e contra a solidão. Rir faz-me bem, faço-o bem porque contagio.

E enquanto a chuva cai lá fora, penso nesse jogo antigo, nesse choro primeiro, e neste riso que ainda me empurra para a frente, como quem corre pela ala até ao fim do campo e vejo quem perdeu um tempinho para rir comigo.

Sanzalando

28 de outubro de 2023

o meu tempo

Hoje é dia de levar palmadinha nas costas, abraços e beijos. Uns falsos e outros sentidos. Lhes desconheço a diferença no dia de hoje. Eu estou bem e recomendo, se me perguntarem se o peso da idade não me verga as costas. Na verdade o corpo vai-se curvando com o lento chamar da terra por ele, mas teimoso que sou não lhe ligo e faço a minha vida sem me importar com o que impressão deixo neste caminhar anual para a idade avançada no tempo. O tempo será sempre o de JC, o meu, seja lá o que ele for.


Sanzalando



30 de outubro de 2022

Fiz anos, mas poucos ainda

Eu fiz anos faz dois dias. Escrever uma frase de agradecimento a cada um que me parabenizou seria moléstia a mais para um ser humano, não o fazer seria deseducação da minha parte eu não foi assim que a minha família me ensinou. Na dúvida do que havia de fazer sobrou escrever um textinho para todos, assim a modo de que me redimir de deseducação, de parecer culto e universal.
Na verdade completei mais uma volta ao sol desde que a minha mãe me pôs cá fora, me separou da placentária parte da minha existência. Uma imensidão de tempo e momentos vividos, de pessoas que se cruzaram na minha linha, que se misturaram na minha existência, que me derrotaram, que me glorificaram, que me fizeram lutar, combater ou simplesmente ser feliz. Uma vasta raiz de memórias, nuns bites de consciência livre, um caminho de experiência feito, com a ajuda desses todos e mais alguns que são sempre os ignorados da história, me fiz quem sou. Estou grato por me terem facilitado chegar aqui e sei que facilitarão chegar um pouco mais lá, mesmo que seja difícil para mim suportar-me porque sei onde estou e sei onde gostaria de chegar.
Esses todos, os que ajudaram a dar mais uma volta ao sol, só posso dizer OBRIGADO


Sanzalando

15 de outubro de 2022

ela faz anos mas eu não lhe digo

E aos 15 de Outubro faz anos que nasceste. 
Eu sei que ao longo da vida foste plantando árvores. Algumas de agradecimento à natureza e outras para te distraíres deste dia de agradecimentos e retribuições. Choras a um canto, escondida, enquanto nós sorrimos e festejamos. As tuas árvores vão crescendo, algumas frutificando e outras nem sim nem não. Não são deste clima, não são deste dia. Mas a verdade é que fazes anos e por qualquer coisa que desconheço não consegues desligar da tristeza neste dia. Mas ali estão as árvores que plantaste a baloiçar ao sabor do vento feito brisa que vem desde a serra até aqui quase no mar. Umas mais crescidas que outras, mas todas vistosas em pé de vento dançando.
Não gostas deste dia. Pudesse eu saltava o calendário, mas tem gente ia ficar zangada comigo. Festejo os teus anos sem te dizer. Admiro as tuas árvores sorrindo, enquanto choras escondida a um canto.
Fazes anos e eu te dou os parabéns sem te lembrar que dia é hoje, faz conta ele não existiu.
Lembra só, a vida é importante.


Sanzalando

28 de outubro de 2021

aniversário

Do quente ao frio, do seco à chuva, do verde árvore ao dourado areia, contrastes para mudar num tempo: a vida ganha hoje em experiência o que já não se ganha em anos. 
Para minha alegria ficam no passado todos os azares que já tive, todas as lágrimas que já verti, todas as palavras que calei e as que atirei como pedras, todas as ofensas que sofri e as que feri, todas as coisas que vivi. 
Ainda cá estou a comemorar os 34 anos de experiência, na vossa companhia, a juntar aos 31 anos que um dia deixei de fazer mais.
Celebro com uma cerveja bem geladinha, umas gingubas acabados de torrar, numa mistela com muito gindungo e sal, com a grata satisfação de vos ter como amigos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, se não fosse ele redondo.
Um a um eu queria dar um abraço, mas nessa impossibilidade, como as gingubas, bebo as cervejas e caminho em direcção a outras palavras que um dia poderei acrescentar aos números que vou juntando.
Até já!


Sanzalando

14 de março de 2021

Parabéns Arthemis

E vou fazer mais como se a minha parceira neste blog resolveu que hoje fazia anos de ter nascido? Tenho de lhe escrever e é tão difícil escrever para quem já sabe o que é que eu acho. 
Se é arquitecta, pitora, imaginadora ou mentora, é.
Se é angolana, portuguesa ou apenas cidadã deste mundo real e virtual, é.
Se é escritora ou alinhavadora de letras e parágrafos sentido e com eles, é.
Se é amiga, silenciosa ou faladora, presente ou ausente, é.
Na verdade toda a gente entra na nossa vida para nos dizer ou ensinar alguma coisa. Ela é.
Vou então fazer mais como? Parabéns pá.


Sanzalando

29 de outubro de 2019

o peso da idade

Hoje acordei com dores lombares e uma incapacidade de mexer os ombros e os braços. Corpo moído e ar cansado. Sentado à beira da cama me deixei a ver o que é que me tinha acontecido. Mexer eu não consigo. Quer dizer, dói. Mas o que é que me aconteceu? Busquei mil razões, divaguei mil teorias e me perdi nelas como quem se perde nas ruas duma grande cidade desconhecida e sem coisas de mapas e gps de alta gama.
Pequei num smatphone, abri cada uma das três redes sociais à vez, com sacrifício e dor. Afinal até os dedos e os olhos estão cansados. Fui lendo, fui vendo e novamente me perdi. Tantos números é coisa de novas tecnologias. 
Sem sair desta posição de defesa meditei, com uma vontade enorme de me deitar e perguntar porque acordei hoje?
Tudo o que eu sentia era do peso da idade
É impossível receber assim o peso da idade dum dia para o outro. Eu não me preparei para tanto. Deveria ter ido ao ginásio, feito caminhadas, levantar pesos e depois sorrir e pensar que com o que tenho para fazer, este peso é agradavelmente suportado por este corpo que já foi franzino, por este esqueleto que já foi erecto, por esta alma jovem que me habita e então para o ano eu estarei em forma para receber mais peso.



Sanzalando

14 de março de 2018

Arthemis faz anos.

Arthemis faz anos. Se eu soubesse fazer desenhos fazia aqui um de passado com cores de hoje; desenhava memórias com gosto de presente, coloria com sorrisos aqui e ali salpicos de mimos e quem sabe não conseguia desenhar a lapis de cor a palavra AMIZADE


Arthémis faz anos

14 de março de 2017

Arthemis faz anos



Podia começar assim um textinho de vai ali que já volto. Mas sem Arthemis este blog já tinha ido nas calemas do tempo faz tempo. Sem ela não tinha arte de letra maiúscula, cinema de C grande, amizade de A enorme.
A Arthemis faz anos. Não estou aqui a agradecer nem começar um agradecimento, mas fico feliz por lhe dizer obrigado, só assim.





Sanzalando

27 de outubro de 2016

Feliz amanhã

Mar revolto em dia tropical, húmido e quente, nem brisa nem sol. Abafado. Olho o zulmarinho como se fosse a primeira vez., nunca o olharei como se fosse a última.
Medito. Se calhar canto um mantra no silêncio da minha alma. Relembro Fernando Pessoa que disse que quem não vê bem uma palavra não pode ver bem a alma, e eu vejo as palavras que navegam no mar da minha alma.
Deixo-me embalar e vou recordando cara a cara as caras que olhei pela vida fora.
Deixo cair uma lágrima de vez em quando, por saudade e não por tristeza. Nome e cara se ligam no meu pensar saltitante enquanto vejo o mar revolto em dia tropical. O meu sorriso transparece revelando uma alegria, um rosto, um momento.
Canto um mantra porque não quero ter a capacidade de julgar, quero apenas recordar o ontem para viver o hoje, feliz amanhã

Sanzalando

28 de outubro de 2010

28 de Outubro



SHUAAAAAAAAK!

Sanzalando

Hoje deu feriado no meu lado

Do quente ao frio, do seco à chuva, do verde árvore ao dourado areia tudo são contrastes para mudar em poucas horas duma vida que se ganha hoje em experiência o que já não se ganha em anos. 
Para minha alegria ficam todos os azares que já tive, todas as lágrimas que já verti, todas as palavras que calei e as que atirei como pedras, todas as ofensas que sofri e as que feri. Porque eu ainda cá estou a comemorar os 34 anos de experiência, na vossa companhia, a juntar aos 20 anos que um dia deixei de fazer mais.
Celebro com uma Savana bem geladinha, uns cajús acabados de torrar numa mistela com muito gindungo e com a grata satisfação de vos ter como amigos espalhados pelos quatro cantos do mundo, se não fosse ele redondo.
Até já!

Sanzalando

8 de novembro de 2009

Aniversário do BLOG

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2003, 8 de Novembro editei aqui o primeiro post.
Era um estilo diferente. Era temática diferente. Mal de mim se estivesse sempre na mesma linha. Arthemis veio dar uma preciosa colaboração, criando verdadeiros momentos de arte gráfica.
Agora, neste início de futuro só me resta descubrir se continuarei por aqui.
É por isso que ontem fui agraciado com mais uma deferência. Amanhã logo se verá.
Estará cacimbo ou um radiante dia de sol?
Este blog não sabe porque nunca sabe como é que vai ser o dia de amanhã.
Sanzalando

24 de janeiro de 2009

Olá mãe

Hoje passei a ser filho duma octagenária. Estou de parabens por ter uma mãe assim que nem tu. Estou de parabens porque conseguiste fazer-me assim que nem eu sou. Estou de parabens, mãe, porque além de seres a Minha Mãe ainda és a Minha Amiga.
Obrigado mãe por me aguentares estes anos todos e ainda seres capaz de ralhar quando a razão te assiste.
Um beijo grande, mãe, por este dia que está agora a começar.

Sanzalando