Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala
recomeça o futuro sem esquecer o passado

26 de janeiro de 2016

amor coragem

Caminhei em fila no sub continente indiano. Ruas poeirentas capazes de fazerem chorar olhos protegidos e secar gargantas aguadas.
Mas pouco me fez parar na caminhada. Uma ou outra cólica, que me lembre. Uma ou outra dor muscular, de não estar fisicamente bem preparado para tal caminhada. De resto era a sede de ver mais e sentir mais ainda.
Mas deu para ver que o amor é forte. Amor que vem da alma mostra sempre coragem. A coragem nunca vem depois. Ou está ou não está. É como o amor. Amor coragem.
Aqui, neste lugar, onde Krishna vinha pastorear as suas sagradas vacas que nome tinham e a ele respondiam, senti esse amor.
Aqui me senti a tua alma, o teu sorriso e quem sabe a tua alegria de ser alegre.
Na minha verdade aqui soube que a minha capacidade de pensar distorce o pensamento para o lado que me dá mais jeito ou me é mais favorável, assim como sentir-se paixão é estar num labirinto que não sabe onde vamos sair.
Aqui, ao teu lado sorri como fazia tanto tempo não sabia como é que era. Aqui, junto ao lago que deu de beber e talvez se tenha banhado o menino Krishna, eu te dei a mão e seguimos rumo ao futuro. Aqui deixou de me tormentar a mente e me sorriu a alma.


Sanzalando

22 de janeiro de 2016

O primeiro encontro de Riley

Sanzalando

21 de janeiro de 2016

obrigado ao ser

Quando eu era pequeno bastava estar sol lá fora e tudo se resolvia. Com a idade as coisas passaram a ser diferentes. Não imagino se foi o pensamento que se complicou ou se foi o mundo só por ele que se tornou mais num complicómetro. Às vezes até o respirar parece uma complicação. Olhar, somente olhar é difícil. Sorrir? Tem vezes parece custa um peso do tamanho do sol.
Mas juntos fomos lá. Horas e horas de avião. Sobrevoamos meio mundo, exagerando um bocado porque o exagero sempre faz parte de quem conta alguma coisa. Vimos coisas. Vivemos coisas. Sentimos coisas. Tudo foi bonito. Vimos sorrisos onde menos esperávamos. Sentimos agradecimento onde nem imaginámos. Sentimos gente que com coisas simples são felizes.
Assim me lembrei que basta tu segurares a minha mão e eu sinto-me seguro. E foi assim que eu senti que os meus olhos também sabiam sorrir, quando vi os teus sorrirem-me. Foi assim que eu descobri que esta vida já tinha tanta frustração que não valia a pena eu procurar novas. Foi assim que descobrimos que podemos estar loucos, mas somos felizes.
Eu sei que procurei muito, mas quem o faz sempre o encontra. Obrigado a tu, por tudo e por nada também, que tem um coração feliz dentro de ti.

«Também chamada de mehendi, a henna é um arbusto que só nasce em regiões quentes e suas folhas, depois de secas e trituradas, servem como base da pasta que se usa para as tatuagens temporárias. 
- Por ser refrescante, a henna também é usada na Índia para aliviar o calor intenso. Basta mergulhar os pés e as maõs numa emulsão feita da planta. 
- Na Índia, a henna também é usada por homens e mulheres para tingir os cabelos. Já no Egito, a planta era usada no processo de mumificação. 
- Considerada auspiciosa, a tatuagem mais apreciada é formada por desenhos que fecham as mãos como luvas e os pés como meias rendadas

Sanzalando

14 de janeiro de 2016

Vrindavan: um estado de consciência

E a vida tem destas coisas. Viajamos e fotografamos. Guardamos, antes em álbuns que se arrumam numa estante e num instante passam ao lado do tempo e, agora em pastas arrumadas de discos rígidos como num para mais tarde recordar e o esquecimento lhe cobre numa sombra sem alarmes. Vá lá, o gajo, que sou eu, se lembrou de retirar fotos dessa viagem e ir mostrando ao mesmo tempo que escreve umas palavras silenciosas para ele mais tarde recordar.
Aqui estou eu sentado de frente para o Yamuna, rio que é rio é sagrado, que me dizem há dez anos era cristalino, agora é negro  da cor da noite sem lua. Na verdade nunca me foi possível ver estrelas no céu da India.  Eu Vi a lua mas estrelas... nem uma consegue brilhar sobre o pó que nos sobrevoa a cada instante.
Mas eu estava no rio e rio sagrado não é para fugir em devaneios de luares e estrelados.
Mas eu me sentei e esperei um barco movido a pau que enterra no leito e empurra. É tradicional e faz parte da vida dum indiano passear no rio com a família. Eu fiz isso. Família é que está ali e ali estavam milhares de minha família.
Passeei no rio e despido de preconceitos e ideia já feitas, sem saber como e porque eram feitos, fiz parte de mim, numa lógica de que Vrindavan não é um ponto geográfico mas um estado de consciência.


Sanzalando

8 de janeiro de 2016

eu fui à India


Foi assim mais ou menos um dia num rio. Yamuna. Afinal de contas, como todos, um rio sagrado num dos lugares mais sagrados do mundo. Vrindavan. Cidade do interior da India. Uma viagem não desejada mas que aconteceu como tudo acontece na vida. Acaso.Eu fui a Vrindavan. Eu naveguei no Yamuna. Não tive coragem suficiente para o banho purificador que me disseram ia ser, Também não fui lá à procura de mim na totalidade, não fui lá buscar-me. Fui ver e afinal também aprender. Muito, diga-se. Não voltei um homem de fé, mas estou certo voltei diferente. Certeza absoluta voltei mais culto. Certinho é que recebi um banho de humildade.
Aprendi que na cidade de peregrinos e viúvas o devoto mostra respeito colocando as mãos por sobre a cabeça em templos carregados de energia  e a abarrotar de gente cantando nomes e mantras. Aprendi que séculos de História vivem-se em cada segundo, em cada rua, casa ou loja. 
Eu fui à India e o meu nome não é Vasco da Gama nem trouxe especiarias. Nem pelo caminho arranjei escravos e outras vicissitudes. Eu fui à India e encontrei conhecimento, energia e uma vontade enorme de viver



Sanzalando

6 de janeiro de 2016

atónito num aqui

Não foi na saída deste Loi Bazar que me disseram assim numa senhora voz de quem tinha mais que a minha idade: dá cá o dinheiro. Assim sem mais nem tirar. Eu explico desde o início. Fui às compras e comprei o que tinha mesmo que comprar. Nem mais uma coisa inútil nem menos uma outra coisa util que até fazia falta. Foi mesmo só comprar o que era para comprar. Até tinha sapatos e o meu ar altivo que sempre me apresentei. Pára um carro assim prateado ao meu lado, quando me preparava para arrumar as compras no banco de trás. Sai um homem, nem roto nem mal perfumado, do lugar do outro que não conduz e diz: dá cá o dinheiro. Atónito meti a mão ao bolso, tirei a carteira, retirei parte do dinheiro, veio uma nota a mais da que eu pegava, dei. Ele prontamente e sem mais um menor piscar de olhos. Dá mais. Respondi: não tenho mais. Não tremi. Não excitei. Não era eu quem respondia.
Meteu-se no carro, no chamado lugar do morto, e arrancaram. Ele meteu-se no lugar do morto mas quem estava morto era afinal eu. Assim. Nem respondi, nem sinal de outra reacção, atónito fiquei como que morto de sem saber mesmo porquê.
Não foi no Loi Bazar, uma rua que é um verdadeiro centro comercial, onde pessoas, riquexós, vacas, macacos se misturam numa diferenca de cores e cheiros, num pais onde eu sou diferente e vou com dinheiro de férias. Foi mesmo em 2016, aqui à beira da porta, ao virar da esquina. Aqui onde costumo andar sem medos como sem medos ando por onde vou.


Sanzalando

1 de janeiro de 2016

depois da viagem


Um dia, de chuva, acordo e penso que passou um ano cheio de coisas, boas, más e outras não qualificáveis neste parâmetro. Acordo e fico cansado ao dizer que o ano passado, que foi ontem, correu sobre mim.
Cansado da cidade, das luzes, dos barulhos. Cansado de não saber qual o destino do futuro desenhado num papel invisível desta peça chamada vida. Cansado de não saber onde é o ponto final e o caminho a percorrer até lá. Cansado de saber coisas inúteis e de desconhecer tantos pontos uteis. Um ano de impostos, cálculos e  tempo perdido em  erros cansa.
Cansado de não saber porque estou cansado.
A meio de quase nada parti em viagem. Areia e pó me esperavam. Gente em fila caminhando em todas as direcções porque elas vão dar ao caminho, não importa qual. Gente sorrindo e acenando com a cabeça. Sem avenidas ou alamedas, sem jardins nem luxos porém montes de lixo em ilhas contornáveis pelos pés descalços calejados á última da hora.
Assim, cansado parei e repensei até ver que não valia a pena estar cansado. Terei tempo depois de morrer.
Caminho sorrindo sem vontade de desdizer-me as lágrimas que alguns dias chorei em vão.
Caminho directo ao frenesim mantrando


Sanzalando

30 de dezembro de 2015

caminhei por estradas fora

Caminhei por estradas boas, más e assim assim. Respirei pó, tossi fumos mas não parei. Caminhei falando ou calado. Nunca o fiz sem pensar nem ignorar as certezas, as dúvidas e as incógnitas. É certo que não apaguei os sentimentos de culpa, de raiva e ciúme, arrependimento ou tristeza. Mas caminhei com desapego, sem obsessões e sem passados escondidos. Tentei sempre caminhar, quer nas estradas da certeza, sem perdas e sem ganhos, sem vitórias nem derrotas, mesmo quando não sabia para o que ia. Mas certo é que caminhei por estradas de todas as qualidades, com esperança de crescer, aceitar mudanças e perceber que o remédio mais forte está aqui, no coração, na mente, em mim mesmo onde quer que isso seja.
Caminhei por caminhos livres, sem necessidade de abrir portas, sem necessidade de luzes extras. Caminhei e ouvi sempre alguém, algures, a pedir, mesmo que em silêncio.
Caminhei sorrindo, desapegado e sem bloquear a memória nem travar o futuro.

Sanzalando

25 de dezembro de 2015

Happy Christmas

Happy Christmas from Cats Protection!

Are you feeling festive, yet? Hopefully our cute Christmas animation will put you in the Christmas spirit (and cheer up your Monday!) Happy Christmas, everyone

Publicado por Cats Protection em Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015
Sanzalando

pa rum pum pum pum

Merry Christmas - Drum Boy

Publicado por ‎Anba Ermia الأنبا إرميا‎ em Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015
Sanzalando

24 de dezembro de 2015

Jingle Bell 2

Sanzalando

23 de dezembro de 2015

Jingle Bells 1

Sanzalando

21 de dezembro de 2015

Índia: a riqueza do coração


Eu andei por aqui com um maço destas. Eu fui às compras e fazia cambios mentais. Rupias. Curioso que todas as notas de todos os valores eram com a mesma foto de Ghandi. Acho nunca tive noutro sítio assim. Pormenor, mas nem tanto.
Na verdade eu vi quem muito tinha e vi quem nada tinha. Eu nalguns casos fiquei sem saber quem é que era o rico. Há quem não tenha nada e se considere auto-suficiente, satisfeito interiormente e sem necessidade de nada. Há quem nada tenha e que aparenta estar na mais completa escuridão de ignorância e afinal é um ser de paixão a Krishna e diariamente faz a sua doação, de coração. Há quem esteja em constante construção mental mesmo que aparente um desmoronamento físico.
Afinal de contas eu andei aqui, cresci e sonhei ao mesmo tempo. A verdadeira riqueza está mesmo é no nosso coração.


Sanzalando

19 de dezembro de 2015

Nutcracker dance

nutcracker dance

The Nutcracker dance you've NEVER seen before!

Publicado por Melody Mendez Fox 32 Chicago em Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2015
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18 de dezembro de 2015

ver a cidade como local

Andei eu por Vridavan. Não é um lugar turístico, posso dizer com a certeza de não ofender ninguém, nem é um lugar bonito. É um lugar para meditar, para conhecer e aprender. Cidade simples. Plana. Tirando a ligeira subida para um viaduto, não me lembro de ver alguma outra. 
Riquexó é o taxi ali ao virar de olhos. Milhentos. Gasolina uns, porém muitos eléctricos, o que me surpreendeu já que respirar é uma dificuldade devido ao pó e poluição. Eu, tal qual nativo, usava-os. Nunca andei com mais de seis companheiros de viagem. Vi um com pelo menos 16 pessoas, contando as que no tecto iam. O preço era negociado à entrada. Descia ao sabor da discussão e parava ao leve sinal de alguém querer desistir. Mas o facto é que parava ao menor sinal de alguém precisar dele. Sempre cabe mais um. Mas o preço anteriormente estabelecido não era de modo algum alterado. 
As ruas são autênticos caos. Desorganizadamente organizados no ultimo instante. Trânsito à inglês no último segundo, porque nos anteriores eu não fazia a mínima ideia qual era a minha posição geográfica. Ia.
Não descobri quem era peregrino ou habitante. Eram milhares em fila indiana a caminhar 24 horas por dia nas ruas de Vridavan.
Agora, a milhares de quilómetros de distância posso dizer que foi das viagens mais emocionantes que fiz.
Levei 10 kg de bagagem e trouxe muito para pensar.

Sanzalando

16 de dezembro de 2015

Nidhivam, um jardim de Krishna


Era manhã, ou seria de tarde, que não marquei as horas, e fui visitar Nidhivan. Um jardim marcado e remarcado com KumKum nos troncos, no chão. Pó sagrado. Escusam de ir procurar porque vos digo que é um pó vermelho que misturado com água serve para fazer a parte interna da Tilaka, que segundo uns se deve usar sempre, outros que dizem que quando se fazem orações e outros que nada têm de relegioso usam apenas porque sim. Mas a verdade é que aqui me foi dito por um monge, pastor ou responsável do altar, que durante o dia faziam ali oferendas, ao fim do dia era tudo fechado mas na manhã seguinte tudo estava revirado, Krishna visita o seu quarto. Fazes uma oferenda e recebes para alem da graça divina um presente anteriormente oferecido e abençoado por Krishna.
Ouvida a estoria, repetida mentalmente, ombros encolhidos a dizer que sim e em passo rapido para outro ponto do jardim, que aqui peregrinos são muitos e nao quero ser atropelado.
Sentei-me à sombra duma arvorezita, posivelmente ja dera sombra a Krishna, e olho a fila indiana que segue interruptamente.
Passei assim por um sagrado lugar recebendo oferendas e colhendo sabedorias.




Sanzalando

15 de dezembro de 2015

como indiano na Índia


Tudo no lugar, num jeito de ser, indiano na Índia. Não tive falhas no roteiro porque não tinha roteiro e se o tivesse era apenas para saber o que ia ser alterado. Porem sentia uma constante ressaca de conhecer mais e mais. Centenas de belos templos adornam a cidade e a região circundante. Uns ricos e ornamentados, outros mais pobres e simples, todos cheios de gente devido à ligação a Krishna.
Olhava à volta e via-me no filme errado e deixava-me ir sorrido e feliz. Afinal algo me diz que pertenço a este lugar e caminhava, descalço por vezes, como indiano na Índia.
A cidade é, segundo dizem, a cidade das viúvas. As mulheres que vestem de branco e ali buscam refúgio. Para ali se dirigem constantemente centenas delas, dizem-me que não as contei, diariamente, porque são desprezadas após o desencarnar dos maridos, nas outras regiões do país. Ali, cidade Santa, elas encontram razões de viver em troca de orações. 
Foi bom ter conhecido Vridavan. Um sonho de conhecimento e de energia. Um pó de respirar.








Sanzalando

9 de dezembro de 2015

reflexo duma viagem

Era por volta das tantas duma qualquer manhã dum sonho de viagem. Olhei para a fotografia e reflexo em reflexo reflecti que foi bom ter aprendido tanta coisa que dou por mim a pensar se ainda alguma coisa funciona bem para de tantas estórias que me contaram,
Vasculhei a memória e acho que foi nesta água que as sagradas vacas que respondiam por nome se dessedentavam.
Afinal de contas as fotografias são pedaços fragmentados de memória.
Neste caso da minha e daqueles que passeiam comigo, ouvindo estórias, participando neste pedaço de tempo meu.
De reflexo em reflexo quase me reflectia na água porém um piscar de olhos me fez desviar um pouco da objectiva.

Sanzalando

6 de dezembro de 2015

Hakan Mengüç

Bu videoyu izlediğinizde ya daha çok dertleneceksiniz ya da dertlerinizi unutacaksınız :)Birazcık huzur isteyen bir taşın trajikomik hikayesi...

Publicado por Hakan Mengüç em Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
Sanzalando

4 de dezembro de 2015

Brevíssimo resumo dum sonho de viagem


Se é para ir que o seja: vamos e assumimos. Pois foi mais ou menos assim que me dei a ir ali à Índia. Sim, sim, aquele subcontinente que fica na Ásia, a umas horas largas desde aqui.
A modos de não saber porquê o meu telemóvel desfunciou-se após mandar mensagem à família a dizer cheguei. Assim foram 10 dias de isolamento do mundo, que não o meu.
Foi viagem de sonho?
Esta é a pergunta que mais ouço. Resposta pronta e não hesitante: não! Mas garanto que foi um sonho de viagem.
Mais de mil fotos. Paisagens? Tudo. Porem não encontro uma paisagem que possa dizer esta é bela. A verdade é que foi um sinto. Foi uma viagem de sentimento, de alma, de aprendizagem, de cultura, experiência de vida. Aqui apareço de tilaca que deve ter um significado que por mero acaso desconheço, mas umas eram assim, outras transversais, outras só um ponto.  Mas noutras estou como que a viver a vida do lugar, a comer como se come a comida do lugar. 
Puro exibicionismo? Não. Opção! 
Ah! aprendi a vestir os 'cortinados' como diz e bem o meu amigo Karipas. Mas foi uma das coisas que por força da repetição aprendi como se faz: vestir um sari.
Comprei roupa indiana? comprei e usei por comodidade.
Vivi o dia a dia, desloquei-me, senti e respirei o ar de ser.
Satisfeito porque fiz um sonho de viagem mesmo que não tenha sido a minha viagem de sonho.

Sanzalando


WebJCP | Abril 2007