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A Minha Sanzala
recomeça o futuro sem esquecer o passado

2 de setembro de 2015

Passo a passo

Passo a passo sigo em frente. De quando em vez um desvio, uma paragem, um sopro de descanso. De vez em quando crio uma personagem na minha mente, cheia de palavras, frases imperfeitas, parágrafos inacabados. Mas quem ouve ou lê meus sons ou meus lábios? O vento, creio eu, que no seu silvo me abafa. 
Passo a passo sigo em frente, numa viagem que um dia terá o seu fim e alguém acrescentará um posfácio. Eu não direi adeus e nem fico sentado à espera. Sigo, passo a passo, de braço dado de preferência, sempre em frente, mesmo que de vez em quando faça um desvio, uma paragem ou dê um sopro de descanso.
Sei que nada dura para sempre. Nem as dores nem a felicidade.
Por agora sigo em frente, feliz, mesmo que às vezes possa fazer uma paragem.


Sanzalando

31 de agosto de 2015

Le coeur c'est un metronome

Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 28 de Fevereiro de 2015
Sanzalando

29 de agosto de 2015

delírio numa tarde de verão

Assim descalço sigo caminho rente ao mar. Ouço o marulhar e me lembro das vozes dos anteriores aos antepassados me contar estórias que eu não sei eram verdadeiras ou apenas delírio dos tempos mortos. Sei assim num fugazmente que se eu me calar eu vou morrer sufocado nas palavras que calei. Por isso agora vim ao mar gritar todas as vozes que ouço das palavras que um dia direi.
Delírio, pensam.
Loucura, imaginam.
Vertigem de vapores alcoólicos, sussurram.
Apenas palavras. Exercito letras, parágrafos e concluo ideias. São escritos de verão, dum tempo que não dá tempo para parar e pensar. Ouve-se e anda-se num embora para a frente que o tempo não pára.
Afinal de contas as palavras não acabam.


Sanzalando

28 de agosto de 2015

animação

Wonderful art video ....

Posted by Abdalmajid Askari on Sábado, 7 de Fevereiro de 2015
Sanzalando

21 de agosto de 2015

vou atirar-me ao mar

Passo a passo sigo em direcção ao mar. Contra o vento porque ele hoje vem de sul. Quente como quem me trás notícias. Sorriu enquanto caminho. Brilham-se-me os olhos enquanto saboreio o perfume de sabor a mar. 
Desde pequeno aprendi a desfrutar de coisas simples, impossíveis de comprar e não entendia como havia quem não me entendesse.
Passo a passo, simples, tenho dias que gostava de ser diferente. Mas é impossível. Estou amarrado ao meu carácter.
Se às vezes até o céu chora em forma de trovoada porque não posso eu continuar a ter um simples choro de silêncio.
Passo a passo vou atirar-me ao mar, sorrindo.


Sanzalando

19 de agosto de 2015

saudade de letras

Às vezes tem vezes parece eu tirei férias de mim, assim num banho de preguiça, num carregado de vontade de faz nada, num dormir acordado parece é sonambulismo agudo que até parece eu não sei onde estou, me deito ou acordo. Tem dias guardei as letras, as palavras, acentos e parágrafos num saco e fui a banhos de sol numa vertigem de vontade.
Mas depois há um acordar lento, se calhar pausado, com uma vontade de debitar parece é doença, numa vontade de dizer que parece as estrelas brilham é para mim e que a brisa que às vezes sopra por cima dos meus cabelos trás um perfume que é igual que nem o teu e aí bota a saudade de te dizer: gosti, pá.
Às vezes tem vezes eu sinto saudade das palavras.


Sanzalando

13 de agosto de 2015

Wedding ring

WEDDING RING

Film - Tangled Ever AfterFunny Video

Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Quarta-feira, 5 de Agosto de 2015
Sanzalando

True Love Last Forever

REMEMBER WHEN

True Love Last Forever[ The love story felt the love in thousands of people' s hearts.This video will teach you about true love ]

Posted by Thimuthu Darshana Rathnayaka on Terça-feira, 30 de Junho de 2015
Sanzalando

9 de agosto de 2015

faz tempo dei-me louco mas cheguei a tempo

Faz tempo decidi poupar nas palavras e amar de coração, sendo que uma das razões foi o medo. É que tenho medo que a força deste medo me impeça de ver o que desejo, que a morte desaparecida do que acredito me tape ouvidos e boca e eu não consiga dizer amor com o sentimento marcado em cada letra. 
Faz tempo decidi poupar palavras porque metade de mim é o que eu grito e outra metade é silêncio que calo.
Faz tempo decidi ouvir a música, ao mesmo tempo que deixei de a inventar, cansado de a inventar triste.
Faz tempo que metade é o que ouço e outra metade é o que calo.
Faz tempo que eu desejo ter tempo para não sentir a solidão, que a vontade se me torne calma, que a solidão me traga sossego e que um teu sorriso me preencha a outra metade calada.
Faz tempo que eu desejo que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e as outras metades são ficção para plateias anonimas que fazem florescer as pontes duma qualquer existência.
Faz tempo eu teria querido falar de futebol, de sexo e de cor mas deixei a minha loucura abrigar-se num canto de ti.
Faz tempo eu decidi fazer as minhas escolhas e se eu errar, acredita, foi por uma escolha que fiz, não tua, coração

Sanzalando

31 de julho de 2015

Acaso por acaso

Afinal no ermitario acontecem coisas.  Cai cacimbo no meio do calor parece é spray que alguém usou noutas galáxias. Repentemente vem, de fato com gravata, um secretario de estado do turismo dizer olá simpático porém mais rapido que super homem num filme que vi em preto e branco. Noutro momento as palavras não saem para o papel porque sim ou porque não.
Já sei que tudo foi força da meditação ou simplesmente acasos do por acaso.


Sanzalando

28 de julho de 2015

Ermitario

Marquei na paisagem que era tempo de cacimbo mesmo que aqui, onde estou no faz de conta, não cacimbe nesta altura. Tomei o quebra jejum que antes eu chamava matabicho, mas hoje eu sei que bicho nao deve morrer só assim todas as manhãs so para eu ser feliz. Pão cozido, nunca percebi se é feito no forno não é assado, em forno de lenha, que até manteiga escorrega parece faca quente no gelo,  um café de saco que até parece tem colher se segura em pé. 
Enfim, eu no ermitario com os meus pensamentos e as minhas imagens de memória, fugido do boliço da cidade grande, das vidas corridas tantas vezes contra marés,  dos sonhos feitos pesadelos, troco palavras com sossego e silencio pelo caraquejar das galinhas que resolveram me serenatar desde madrugada. 
Eu, ermita de mim, corro tanta que dou comigo atras de mim a escrever as palavras que não sei vão chegar ao outro lado dum mundo que ansiosamente um dia espera por mim, assim como que sentado no vazio do esquecimento.
eu aqui, ermita, levito todos os nomes de quem um dia, pelo menos, foi meu amigo.


Sanzalando

27 de julho de 2015

Conterra eu estou num aqui

Um dia eu disse na conterra que vou comprar esse morro, vou ficar sem televisão,  sem ruído do mundo e vou ermitar-me. Não falei mentira nem disse toda a verdade.  Conterra me entendeu e disse um que sim que me convenceu. 
Pois não é que hoje estou no morro, sem televisão,  sem telemóvel (MAS COM UM TABELET) a escrever as letras que me saltam na memória , as frases que um dia poderão ter sentido ou, como diria meu amigo Cipriano, proibidas não serão ao certo. Troco palavras com silêncio,  chilrear por folhas batidas pelos ventos que não sei de onde sopram, tantas as volas que já dei. Aqui, batido pelo horizonte, sem maresia e sem roncos ensurdecedor de carros, troco tranquilidade com sabedoria das folhas que folheio dos livros adiados, com reflexões de alma e coração.
Sei que não molho os pés no zulmarinho,  não me embalo nas ondas dele para caminhar para sul. Aqui estou eu, simples feito gente de quase nada valer.
Aqui estou , conterra, no ermitario a sonhar acordado.

Sanzalando

24 de julho de 2015

olha eu

Olha o mar empurrado pelo vento, fazendo cordeirinhos pastando nele, marulhando sem ondas de meter medo. Olha o mar ou me olha a olhar o mar. Sabes, coração, eu não sei viver tristeza sem nome, decepção sem remetente, vingança sem cedilha. Nem rápido nem devagar. A vida tem o ritmo dela e eu me deixo ir assim num vai assim que vais bem. Sabes amor, às vezes eu tenho defeito, tenho génio ou mau feitio. É a vida, me dizem. Sabes eu já fui feio. Me dizem os amigos. 
Mas contigo, a olhar o mar ou a olhar-te, coração, eu vou saboreando as pequenas doses de felicidade que vão chovendo no meu dia a dia.
Mas sabes, amor, nada disso me agita ou me amedronta, nada disso me faz ser deus ou demónio, doido ou sério, abstracto ou real.
Olha o mar e me gosta assim tal qual eu sou que nem eu.


Sanzalando

22 de julho de 2015

Me sentei apenas para ouvir o silêncio

Me sentei, pés no mar, só num assim de ouvir o meu silêncio, o meu sangue a correr nas veias, o vento a varrer pensamentos e o marulhar a apagar as dores de passado e futuro.
Me sentei num assim faz tempo não tinha tempo para me ouvir calado num contrabando de ideias, presentes, ausentes e remanescentes.
Me sentei, pés no mar, ouvindo-me zumbis de cicatrização, as verdades de futuro, partes de mim.
Me sentei apenas para ouvir o silêncio.


Sanzalando

20 de julho de 2015

Desejos de amigo

Me disseram bom dia, ao mesmo tempo me diziam era dia do amigo. Sorri.
Eu sempre digo bom dia, Vício, hábito ou simples cortesia. Educação, diria a minha mãe.
Hoje então aproveito e te peço se eu passar por algum dos teus pensamentos, aproveita e diz-me bom dia ao mesmo tempo que me abraçares.
Hoje farei isso por todos os meus amigos, assim eu tenha pensamentos.


Sanzalando

Transportando o peso do mundo



Sanzalando

8 de julho de 2015

poesia à vida

Olha para mim a passear o corpo pelo mar. Salgadamente sorrindo em cada passo, num perpétuo movimento de procurar a felicidade. Olha para mim a escrever palavras no pensamento. Não. Não me apetece chorar. Não tenho lágrimas para desperdiçar, apenas palavras para me sorrir, frases para me transcrever ou parágrafos para me retratar.
Olha para mim a passear no meu labirinto de palavras, subterrando o meu túnel de tristeza, rebolando as minhas lamentações para recantos de pontuações mal feitas.
Olha para mim a fazer poesia à vida.

Sanzalando

1 de julho de 2015

TCHI campeão

TCHI campeão... faz tempo não me ouvia. Silêncio de palavras escritas na fala duma preguiça. 
De verdade que ser feliz é uma responsabilidade assim como que grande ser ter tamanho como referência. Tás-me a acompanhar? Pouca gente tem coragem para ser feliz. Eu também tenho medo , mas tenho coragem. Tás a ver os meus músculos mentais a fazer um esforço de coragem? Eu sinto assim uma angustia, um susto. Mas estou vivo e feliz. O mundo me atormenta, os instintos me subterram, as leis me limitam, os olhares me violentam. Mas não sofro da vertigem de ser feliz. Sou-o. Cabelos brancos? Sim e depois?
O que me assusta mesmo é ver as entranhas das almas dos outros. Os espíritos cinzentos, os abismos amordaçados dos mentecaptos.
TCHI campeão... faz tempo sou feliz e não deito palavras para fora com medo de as gastar num vácuo de orelhas moucas.

Sanzalando

24 de junho de 2015

gastei o tempo de hoje

Tem tempo que faz tempo que o tempo não é gasto em gastar palavras. A memória das estórias passadas, acontecidas ou inventadas está cá. As palavras para as contar estão cá. O que não está é o tempo. Paciência. Essa também não. É que com o tempo que o tempo faz não me apetece gastar em palavras com palavras que nada contam. 
O corpo físico anda por aqui. Espreita, sorri ou não, vai embora com o silêncio com que aqui entrou. 
Não zanguei nem me zangaram. Não me aborreci, nem me aborreceram. Não mudei nem uma vírgula de quem era. 
Às vezes o silêncio sabe tão bem... Guardo os pensamentos para amanhã porque um dia eu vou ter tempo para gastar o tempo em palavras que ainda devo saber de cor.
Pronto, gastei o tempo de hoje...


Sanzalando

20 de junho de 2015

vagabundo palavreado

Passeio na praia e tropecei no teu sorriso. Foi aqui que descobri que há finais felizes e outros que são finais necessários. Tropeçado no teu sorriso eu chego a brilhante conclusão, imagina que eu fico preso no teu abraço?
Na verdade eu pensando em ti fico tão criativo que não tendo nada para fazer eu problemas invento.
Já tropecei no teu sorriso, já sufoquei no teu abraço que agora só me falta ouvir dizer coisas doces que até a dormir eu sonharia: quando o amor é forte nem nem toda a inveja o poderá destruir.
E lá vou eu passeando na praia mostrando-me tal como sou: saudoso de ti contigo ao lado

Sanzalando


WebJCP | Abril 2007