O sol de março parece queima a pele mais que qualquer sol num outro lado qualquer. Mas quando ele queimava a areia da minha praia, parecia estar a convidar as ondas a dançar na beira mar. Eu e os amigos, cheios de energia, mal podíamos esperar para mergulhar nessa aventura. Corríamos pela areia fofa e escaldante, sentindo a velocidade suave com que corríamos na cara e o cheiro salgado do oceano estava cada vez mais próximo.
Depois era o impulso em direcção ao céu e depois um mergulho de cabeça quando não calhava ser chapão ou um estatelado por tropeçar na crista da onda faz de conta ela era galo.
Depois construíamos um castelo de areia outras vezes era só mesmo um buraco, que rapidamente as ondas de março faziam desaparecer.
Se fosse hoje, era chegar à praia, sentar, olhar o mar e calcular a temperatura da água, rever a estratégia para lhe chegar sem queimar os pés e calmamente caminhar em direcção aele e nele chegado, entrar calma e serenamente, abrindo alas como quem nada bruços. Se a água estivesse suportável, mergulhar na vertical para baixo e logo pentear os poucos cabelos que têm memória de se despentear. As ondas eram perfeitas para a diversão, e agora são matreiras em pregar rasteiras ao descuido acidental.
Mas a verdade é que eu gosto do sol de março na minha praia, embora ainda seja janeiro.
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