21 de fevereiro de 2026

fui na praia azul com a família

É sábado e não tem despertador tiquetateando para me levantar para a escola. Mas na verdade acordo cedo e mais bem disposto que nos outros dias. è dia de ir cedinho na praia. Não é por causa de arranjar lugar, é mesmo só para ficar naquele lugar. O resto eu não digo porque vocês não precisam saber. Não sei ainda nem o porque que demora tempo a fazer o planeamento para ir na praia. Basta levar toalha. Mas a família não pensa assim. Acho eles estão a pensar que é uma invasão que vão fazer. Chapéus de sol são para aí uns três, a geleira com sacos de gelos outras tantas e cada uma pesa mais que um elefante. Bóias coloridas nem sei contar, como se ainda alguém fosse precisar daquilo. Comida acho que dá para ficar lá uma semana. Eu só sei que no fim da tarde eu volto para casa. Pronto, eu sei que a praia Azul fica longe e tem que ir de carro, mas caramba, a gente não precisa fugir assim com tanta coisa.
O estacionamento é à balda, numa anarquia civilizada porque espaço não tem falta. No deserto tem vazio que até a gente perde a vista só de olhar.
Mas até lá chegar a viagem de carro foi uma festa. Toda a gente cantou no cortejo que parecia era procissão de família. Alegria depois de ter parado na Torre do Tombo para comprar os caranguejos que são de estalar e que vão fazer as del~icias das mais velhas porque os mais velhos vão apanhar mexilhões ou lá o que é. 
Monta acampamento quase dentro da água. Acho têm medo de desidratar na viagem até ao mergulho. Kotas.
Os que vieram da Mapunda se esfregam em protector solar e mais coca-cola para irem de cor diferente na volta ao planalto. Os de cá se borrifam literalmente para esse pormenor, estão castanhos de faz tempo que lá vão.
Estendem-se toalhas que acho que se passar um avião vai pensar aquilo é pista. Mas todos estão felizes e contentes. Eu chateado porque só queria ir com a minha toalha para as Miragens ver o Chapéu de Sol azul em frente ao ecran de cimento. Outras estórias. 
Acho que fizeram mal ao mar da Praia Azul. Sempre que aqui venho ele parece está zangado e com ondas a querer me jogar para fora dele. Os mapundeiros gostam. Dá-lhes pica lutar com a força das ondas que quase sempre lhes tira os calções ou apenas as forças das pernas.
Passado o interminável dia, em que felizmente bebi gasosa sem controlo de que isso faz mal, carbo-sidral e Alpina que foi um gosto. No final do dia os mapundeiros com todos os cuidados especiais voltaram vermelhos que nem camarão, o carro trazia mais areia que comida que foi toda comida. Cansaço valia o descanso das aulas e amanhã é domingo para reflectir na praia das Miragens com vista alegre e sorriso na cara.


Sanzalando

Sem comentários:

Enviar um comentário