Diferente dos devotos de primeira fila, ele, que posso ser eu, era um mestre da logística. Escolhia sempre o último banco, colado no corredor lateral. E quando alguém perguntava porquê, era por causa da circulação de ar, respondia. Na verdade, era o equivalente a deixar o carro ligado e apontado para a rua em um assalto a banco cinematográfico visto nos filmes do Eurico.
A missa não terminava na bênção final. Ela terminava no exato milissegundo em que o Padre dizia: "Podem ir em paz...". Nem esperava o "...e que o Senhor vos acompanhe", já estava com os pés no outro lado da estrada a olhar a porta.
O maior inimigo de era a música final, uma cantoria que parecia não tinha fim. Ou quando o padre resolvia dar recados finais que eram bem maiores que a homilia. Elas nunca mais saiam da missa das nove...
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