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Conversas à Mesa
9 de abril de 2026
Sentei-me na sala de espera
Para uns era madrugada, para mim era só manhã cedo. Sentei - me na sala de espera, que, tal como o nome indica, é para esperar. De facto eu não esperava nada. Era programado. Entra gente, sai gente. Uns têm ar de pressa, outros esperam com ar de quem desespera e se calhar nem imagina o que esperam nem o que os desespera. É uma sala onde quem fica sabe que espera, mesmo que não saiba o quê. Os ares mudam, os gestos são mecânicos, olham para o relógio. Que importa o tempo se é tempo de espera? Eu espero, pior está ela que não espera porque ela é motivo, ela é causa, ela é tempo. Para ela o tempo não passa. Anestesiada não sente nem o tempo que passa, o tempo que eu espero. Espero? Aqui ou ali o tempo seria o mesmo. Melhor, é o mesmo. Espero também é esperança. Porque desespera? É do tempo que por vezes parece não passa? É da rapidez com que voa? É só a sala de espera que bem podia se chamar sala do tempo. Aqui sentado sinto-o, vejo-o. Noutro lugar qualquer não lhe daria importância. Espero o tempo, todo o tempo que tiver que ser, não controlo-o. Vejo - o, admiro - o. É o tempo numa sala de espera.
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