30 de dezembro de 2015

caminhei por estradas fora

Caminhei por estradas boas, más e assim assim. Respirei pó, tossi fumos mas não parei. Caminhei falando ou calado. Nunca o fiz sem pensar nem ignorar as certezas, as dúvidas e as incógnitas. É certo que não apaguei os sentimentos de culpa, de raiva e ciúme, arrependimento ou tristeza. Mas caminhei com desapego, sem obsessões e sem passados escondidos. Tentei sempre caminhar, quer nas estradas da certeza, sem perdas e sem ganhos, sem vitórias nem derrotas, mesmo quando não sabia para o que ia. Mas certo é que caminhei por estradas de todas as qualidades, com esperança de crescer, aceitar mudanças e perceber que o remédio mais forte está aqui, no coração, na mente, em mim mesmo onde quer que isso seja.
Caminhei por caminhos livres, sem necessidade de abrir portas, sem necessidade de luzes extras. Caminhei e ouvi sempre alguém, algures, a pedir, mesmo que em silêncio.
Caminhei sorrindo, desapegado e sem bloquear a memória nem travar o futuro.

Sanzalando

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recomeça o futuro sem esquecer o passado