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A Minha Sanzala: Medos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de abril de 2007

Medos

Vamos caminhando num vai e vem, ao sabor do vento, à velocidade do nada. Ouvimos o marulhar desse zulmarinho, sentimos-lhe o perfume de maresia e caminhamos sempre como temos feito até aqui, sem pressas, sem enganos e desencantos, mesmo que os cantos estejam a ferver nos seus 90 graus. Precisamos deitar para fora os nossos medos, aqueles que a gente diz que não tem mas a gente sabe que bem lá no fundo eles nos estão a travar. Num é? Então porque não conseguimos realizar alguns dos nossos sonhos, uns dos nossos projectos? Vá, diz. Não, não estou zangado. Estou só a te querer exteriorizar os medos.
Conforme o nosso corpo cresce, nós vamos tomando as decisões, vamos elegendo nossas aptidões até que sentimos a estabilidade, até que nos achamos de bem com a vida. Mas os nossos sonhos foram realizados? Nunca te deu para pensar se foi essa vida, a que tu lhe vives, que escolheste? Estás satisfeita com a tua vida. Fala sombra que me segues. Responde-me, nem que seja com um sinal. Pois é. Já te apeteceu mudar, mas o medo de introduzir mudanças, o medo de fugires da rotina que te aparenta segurança, te influenciou.
É por isso que às vezes te pareces perdida. E vens dizer-me que não há medos?
Todos temos os nossos medos.
Olha, um dos meus medos é não ter força para te falar, para te dizer as minhas palavras que vêm directas do coração. Um dia chorarei por uma palavra apenas.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007