recomeça o futuro sem esquecer o passado

2 de julho de 2026

O dia em que quase conquistei o ringue ou antes pelo contrário

A ideia parecia brilhante na minha cabeça. O hóquei em patins é um desporto rápido, dinâmico e elegante. Eu gostava de o ver nos jogos do Atlético. O problema começou quando decidi que um dia eu ia ser jogador e me inscrevi, ou me inscreveram no CID com o Sr. Vergílio. Percebi que a minha relação com a gravidade é puramente unilateral: ela puxa-me e eu caio. E andei nestas andanças uma semana. As rodas metálicas não me deixavam quieto um instante. Ou os patins iam para trás e o meu corpo para a frente, ou vice versa. O estatelado era garantia da casa.
Fato treino encarnado vestido e lá ia eu sempre sorridente para o Ringue do Benfica onde estava sediado o tal de CID. Paciência Vergiliana. Nódoa negra eu era cliente. Mal calçava os patins, o meu corpo assumia uma postura defensiva semelhante à de um recém-nascido de girafa. Já viram uma girafa acabada de nascer? Eu vi muitos anos mais tarde e só me lembrava desses tempos em que eu queria ser jogador de hóquei. O equilíbrio era inexistente, os braços dançavam como as velas de um moinho. Se alguma vez eu fiz espargata, lá deve ter sido.
Na verdade aprendi a andar naquilo. Não me lembro quanto tempo depois de ter começado. Tantas foram as quedas que uma delas apanhou a zona da lembrança. Dava voltas ao campo e aguentava até que já conseguia fazer malabarismos. É facil, pensei eu esquecendo todo o sofrimento anterior. 
- Hoje vais andar com o stick. -  dissera-me o Sr. Vergílio no alto da sua máxima paciência.
Em vez de ser uma extensão do meu braço ele mais parecia um pau de vassoura com vontade própria. Uma ou dez vezes falhei a bola por 30 cm no mais perto que lhe passei. Quando acertava na bola, aquele alcatrão redondo atirava-me ao chão. Eu, de músculo-esquelético acho que só tinha a parte esquelética.
Aos poucos lá fui encarrilhando naquele desporto. Umas vezes o tal de pau de vassoura servia-me de bengala e outras eu conseguia mesmo usar para a sua finalidade máxima, fazer um remate à baliza. Quantas vezes acertei nela? Faz parte da zona esquecida. 


Sanzalando

1 de julho de 2026

Tesourinhos Musicais 99 - Betinho e o seu conjunto - K'arranca às Quartas 125


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Anabela Quelhas - Autora - K'arranca às Quartas 125


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Esta Música tem uma História 65 -Carlos Paião - Versos de amor - K'arranca às Quartas 125


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Crónicas de Carlos Osório (24) - K'arranca às Quartas 125


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Crónica de João Portelinha da Silva (30) - K'arranca às Quartas 125


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Crónica 112 - K'arranca às Quartas 125


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Programa 125 - K'arranca ás Quartas



Programa de Rádio com palavras, livros e música  - 01 de Julho de 2026 tal e qual como se fez em directo para ouvir indirectamente aqui ou em qualquer outro lugar, aos cortes ou de seguida. A opção é sua.


Ouça com atenção e pense, porque este programa faz-se pensando e como tal deve ser ouvido, com o pensamento.
Hoje não fizemos um programa especial, porque para além de todos os K'arranca às Quartas o serem este era dedicado à Feira do Livro que decorre na Cidade de Portimão. Programa especial também porque foi especialmente feito para si
Ler só faz mal à ignorância e ouvir o K'arranca as Quartas sempre se aprende qualquer coisinha porque é um programa para ouvir com o pensamento



Hoje tivemos a Crónica ou Coluna ou seja lá o que é - o meu equilíbio perfeito

Palavras sobre Anabela Quelhas, a autora escolhida da por mim
Hoje houve Esta Música tem uma história com Carlos Paião e Versos de Amor
Hoje houve Os Tesourinhos Musicais, 99º edição Betinho e o seu Conjunto
- João Portelinha da Silva, cronista no K'arranca às Quartas que falou de poesia de S. Tomé e Príncipe
 Crónicas de Carlos Osório, que trouxe-nos Tsunami e a mitologia nos dias de hoje
Florbela Espanca e Eu no poema na voz de O Mundo dos Poetas

Claro que música da lusofonia imprescindível nas tardes de Quarta-feira 

O K'arranca às Quartas é um programa para ouvir com ouvidos de pensar e o tema, sempre o tema de ouvir para pensar, hoje debruçado no livro, bibliotecas e Feiras do livro ou só o livro nas várias visões da palavra


Tudo imperdível
Mesmo assim vale a pena ouvir

Não perca e ouça a boa música que tenho para lhe dar

Sanzalando