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A Minha Sanzala: Silêncios
recomeça o futuro sem esquecer o passado

26 de fevereiro de 2010

Silêncios

Me refugio no alto do meu buraco. Me encerro numa caixa de silêncios e me cubro de palavras soltas que ainda não foram ditas. Fujo do mundo, da realidade que os teus olhos vêem e que a minha alma não sente, das lágrimas e gargalhadas que finges soltar. Fujo para dentro de mim, real, palpável e esperável. Vejo por dentro as minhas lágrimas, ouço as minhas gargalhadas e releio as palavras que te vou dizer no dia que te encontrar fora desta realidade. Enfim, troco-me por silêncios transformados em imagens que não fotografei, paisagens que não vi, olhares que não senti, diálogos que não dialoguei.

Ouço o mar, persigo lesmas na sua parada correria, voo com avestruzes nos céus côr e laranja de pôr-de sol pintado numa tela que já foi uma queimada. Deixo os nervos espetados em alfinetes numa cortiça dum canto qualquer, embalo problemas num qualquer barco de papel.

Me refugio no alto de meu buraco, apenas para ouvir o meu silêncio.


Sanzalando

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