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A Minha Sanzala: uma questão de tempo
recomeça o futuro sem esquecer o passado

11 de fevereiro de 2011

uma questão de tempo

Estou cansado. Sento-me  e atiro olhar para além do mar. Me embalo no marulhar e invento uma canção em que o teu nome rima com escola e sacola e argola e rebola e embalo-me num ritmo frenético de quem vai entrar em transe. Paro e penso que mais uma vez foi a loucura que quis tomar conta de mim. O mar está calmo que nem ondas batem nas rochas que o encravam noutras situações. O vento não sopra para além duma suave brisa que me perfuma de maresia. Porquê esta minha entrada? Deve ser porque estou cansado e vejo o tempo voar como se fosse uma gaivota ou uma andorinha do mar sem rumo certo.
Não, isso apenas me faz descair uma ou outra lágrima silenciosa. 
Não, para eu cantar assim uma invenção de palavras soltas em turbilhão de ritmos, tem de haver outra razão.
Me recosto na espreguiçadeira, atiro o olhar ainda mais para o profundo deste mar, e procuro razões de encantar que me levam a cantar nesta voz que me faz calar. Acho mesmo é só porque estou cansado de ver o tempo morrer atrás de mim e o que sobra não vai dar para compensar.
Abrando-me e assobio num ritmo calmo de quem nunca soube assobiar. Não canto nem assobio. Afinal para que é que eu sirvo quando não tenho tempo para deixar passar o tempo?

Sanzalando

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