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A Minha Sanzala
recomeça o futuro sem esquecer o passado

15 de agosto de 2011

Percorro segundos, minutos ou horas por esta praia escaldante que me atormenta ao mesmo tempo que me brilha a alma e não consigo perder o medo de não conseguir manter as minhas ideias, os meus pontos de vista, as minhas escolhas, os meus sonhos e fantasias.
Procuro distrair-me com o bater das asas dum beija-flor, com as acrobacias duma ou outra andorinha e a minha cabeça é como um bola que não permite que eu estacione num ponto qualquer da felicidade.
Verdade. Se por mero acaso encontro um lugar seguro onde o sorriso se abre e os olhos brilham, logo a minha cabeça ou os meus medos me dizem para circular.
Hoje não circularei porque o quente da noite do dia do fim do cacimbo me atormenta calado numa pausa merecida.



Sanzalando

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