recomeça o futuro sem esquecer o passado

28 de abril de 2026

fui à praia

O despertador tocou às 8h. O meu plano era perfeito: chegar cedo, garantir o melhor lugar, pegar um bronzeado digno de capa de revista do estilo Crónica Feminina e ela ia me olhar com outros olhos.

Cheguei à praia às 9h. O mar parecia uma piscina de gelo, o que dava a certeza que não tinha pica-pica, entrei, depois de 15 minutos a molhar apenas os dedos dos pés até congelar a alma e ter vontade de entrar. Quando na volta me sentei na toalha, senti-me vitorioso embora a minha pele parecia um arrepiado tipo pele de galinha lixada.

Dez minutos depois, uma família de onze pessoas, para não dizer mapundeiros, instalou-se ao meu lado. O pai, um mestre da construção civil em areia, começou a cavar um fosso que, por volta das 11h, já ameaçava a estrutura da minha cadeira, as arcadas e quem sabe o ecran de cinema. Às 12h, uma gaivota, com uma pontaria cirúrgica e um sentido de oportunidade duvidoso, decidiu que a minha toalha era o alvo perfeito para a sua contribuição matinal.

Às 13h, desisti. Voltei para casa, arreliado, com areia pelos cabelos e a certeza absoluta de que, amanhã, estarei lá outra vez.


Sanzalando

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