Assim, a modos de menino ajuizado, fui pé ante pé em frente do tribunal olhar até onde os olhos podiam chegar. Não queria acordar o susto nem interromper a inércia do sofá. Eu só queria mesmo sonhar um sonho antigo, um reviver para poder olhar o futuro e dizer-me que estou tão diferente que até parece que eu não sou mais eu.
Mas afinal quem é que sou eu? O que me veem ou o que sinto? Depende do ângulo que outros dirão do ponto, de vista é claro. E eu que acho? A modos que sim. Fui, sou e não sei o que serei. Esse sou eu. Fui criança quando era para ser criança. Fui criança quando já era adulto. Sou criança com idade de peso ou vergado no peso da idade.
Sentado na escadaria pensei, que melhor sofá eu já tive? Acho que estive comodamente sentado na adolescência. E depois? Também!
É, vou fazer mais o quê comigo? Baralhar e dar de novo, faz conta sou jogo de azar, quem ficar com o Às de trunfo leva uma bela prenda...
Guarda o baralho, levanta-te desse repouso e vai caminhar, precisas de levar com ar nas trombas - pensei devagarinho para não me cansar.
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