26 de janeiro de 2025

que pergunta faria?

Se eu pudesse te perguntar algo agora, que pergunta te faria? Quantas vezes eu pensei esta pergunta? Cada vez que dou resposta a pergunta sai diferente. É o clima, é o tempo decorrido, é o facto de não saber se quero mesmo fazer alguma pergunta que me faz com que defira ou difira a pergunta que te gostaria de fazer se alguma vez a pudesse fazer.
Eu sei que amar é um verbo que se conjuga em acções e não em palavras e muito menos em perguntas. Se te amei? Juro que agora não sei responder. O tempo passou, muitos ventos, muitas calemas, muitas quedas e muitas lágrimas passaram para poder dar uma resposta sem traumas ou subjectividades. Posso dizer-te que na altura eu morri, morri de amores por ti. Passou o tempo e a recordação foi ficando mesmo isso: recordação.
Eu não enjaulo as minhas palavras, não escondo as minhas perguntas, nem camuflo os meus sentimentos. Mas na verdade eu não sei agora que pergunta te faria se te pudesse perguntar algo agora. Se calhar era capaz de perguntar se ainda te lembras de mim, ou se o tempo estava bom para ti. Era capaz de sair uma pergunta tão trivial que tu me olhasses e te perguntarias se depois de tanto tempo eu não mudei nem um bocado. Continuo a ser o mesmo de sempre, sem malícia nem capacidade de esconder a minha natureza. Foste um pedaço de mim que um dia perdi por um caminho que nem me lembro já onde foi.
Estás viva? olha, foi o que saiu!


Sanzalando

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