21 de janeiro de 2025

ternura

Deixo-me olhar o mar por tempos que perdi a conta. Ficar só assim a lhe olhar faz de conta ele me está a segredar coisas. É nesse momento que me encho de ternura, nesse refugio silencioso, nem linguagem de olhar, nessa empatia de solidão. Nesse simplesmente olhar o mar é como que abraçasse um infinito tempo que tenho de passado e o olhar da alma ternura-se.
A ternura é flexibilidade, coragem, desnecessário conquistar mas entregar os olhos com o coração dentro. Olhar o mar tem tudo isso e é um canto onde me sento no tempo.


Sanzalando

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