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A Minha Sanzala: É ela - Saudade num quase regresso
recomeça o futuro sem esquecer o passado

5 de novembro de 2012

É ela - Saudade num quase regresso

É ela. A que deixa tudo pela metade. A que usa reticências em todos os diálogos. A que machuca e anestesia simultaneamente. 
Uma paz melancólica.
Um inferno calmo.
É ela. A sombra do seu passo. A bandeja vazia dum ambiente faminto. O pesadelo agonizante que não acaba quando desperta, pois não se lembra de adormecer. 
É ela que não morre e também não vive. 
É ela, a que me prende e da um nó na minha memória. A podridão sem odores, cores e sabores. 
É ela que te oferece à mão sem a intenção de segurá-la, vive ao teu lado sem a intenção de proteger-te. 
Por ela só escuto o silêncio que arrepia a alma quando ela resolve falar.
É ela, a tal da saudade.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007