Me olho e me vejo. Quem sou? Já sei que sou o intermédio da matéria visível e o espírito que realmente penso. Nem apenas o físico que podem ver nem a mente que penso. O visível é dependente da percepção e capacidade visual de quem me olha. O que penso pode ser alterado pela intuição e interpretação de quem me imagina ver.
Na minha rua eu era o menino que estava sempre bem, a simplicidade fazia parte da minha essência. Nas outras ruas eu já podia ser outra coisa. Mas a minha cidade era pequena por isso eu não podia ser muitas coisas. Ao que sei tinha gente que nem imaginava eu existia., logo não tinham ideia de quem eu era ou podia ser. Mas eu era um habitante da minha cidade. Era um transparente porque inexistente nessa parte da cidade. Mas eu era eu. Disso eu tenho a certeza. Eles não podem ter a certeza porque estavam errados, mesmo não sabendo.
Era a minha cidade onde eu era conhecido e também desconhecido. Era eu e não era eu.
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