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A Minha Sanzala: Divagabundeando palavras
recomeça o futuro sem esquecer o passado

14 de abril de 2010

Divagabundeando palavras

Por trás de mim, murado em silêncios e ferrolhado em lágrimas escondidas, espero o que sempre de ti esperei, templo sagrado dum coração que bate para além dos meus segredos.
Por trás, escondido pela minha forma disforme de ser, existe a esperança de um dia ter-te como pensei que já te tivera.
Por trás de mim, tapado pelos panos garridos das dores agudas, graves ou silenciosas, não esquecendo as que se sofrem pelo silêncio obrigado dos castigos temporais que se esquecem mas não se perdoam, há um momento de quebra que não se dobra nem se retorce.
Por trás de mim nada ficará como dantes se um dia um porto de abrigo eu tiver no teu colo.
Fazes anos e eu penso-te no silêncio.
Choves-te e eu molho-me no abrigo da minha fuga.
Aqueceste-te eu queimo-me na sombra dum tambarineiro tão grande que já nem sei mais qual o tamanho que ele tem hoje.
Por trás de mim... só podes ser tu.


Sanzalando

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