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A Minha Sanzala: lua cheia
recomeça o futuro sem esquecer o passado

20 de março de 2011

lua cheia

Aproveitei a luz da lua e cantei que nem lobo uivando noite inteira. Esqueci pudores, arranquei fragmentos de passado à memória e reinveitei um corpo a partir dos sonhos e com as minhas mãos inventei a tua cintura que agarrei com quanta força tinha e disse-me que jamais te largaria. Foi violência verbal esta luta que também foi desigual. A minha impaciência esbarrou na tua indiferença e os meus lábios sangraram silêncios enquanto eu suei angustias. 
Me disseram era lua cheia, de lobos e eu feito cordeiro mais uma vez.
Em silêncio cantei-te poemas que inventei, contei-te estórias que gostava de ter vivido, falei-te de personagens que gostava de ter sido. Mas a lua cheia carregada de luar pôs-me nu frente à tua realidade e eu mais uma vez chorei silêncios e recriei novos horizontes em que atravessei fronteiras e nasci numa nova vida em que os meus olhos deixaram de chorar.

Sanzalando

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