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A Minha Sanzala: sentado por aqui
recomeça o futuro sem esquecer o passado

3 de abril de 2011

sentado por aqui

Sentado numa pedra desta praia, que imaginei, me pergunto se no dia em que nos reencontrarmos eu te perguntarei se valeu a pena ter sofrido tanto, se tu me esqueceste na exacta proporção que eu te implorei, se a tua ausência é puro fingimento carregado dum faz de conta só para bancar é forte que nem preciso verter uma lágrima que ele me rasteja?
Sentado numa pedra desta praia, que inventei, relembro a areia branca onde te deitas bronzeando o teu bronzeado corpo redondo esculpido pelo deuses e me pergunto como é possível que ainda haja quem me suporte ouvir falar-te como se estivesses aqui onde as ondas do mar rebentam e se espraiam na areia que circunda esta pedra inventada.
Sentado por aqui, sufocado pela dor da saudade, imagino ver-te implorar para que eu não me afaste de ti.
Sentado por aqui imagino-me a encostar-me no teu ombro como se tu estivesses estado sempre aqui, nos momentos bons e nos maus que eu tive, nas horas que te esqueci e nas noites longas em que o meu túnel era mais longo que a luz que tu me podias mostrar.
Sentado por aqui vejo esbatido um tempo chamado de perdido que pintei com palavras cinzentas e aguarelei com lágrimas por caminhos que esqueci.
Sentado por aqui imagino que o tempo muda tudo mas me engano, apenas envelheço, o resto tem de ser feito e um dia ele vai ser feito e se vai misturar na água desse mar que se espraia por aqui na praia que eu inventei.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007