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A Minha Sanzala: noite perdida
recomeça o futuro sem esquecer o passado

3 de março de 2012

noite perdida

Faz tanto tempo que eu já nem lembro quando é que tinha sido a última vez que eu perdi um noite por causa de alguém. 
Talvez a noite passada tenha sido a pior noite da minha vida depois de te ter conhecido, porque foi esta noite que eu perdi por tua causa. 
Por acaso, simples acaso, todas as noites adormeço a te pensar ou, pelo menos, numa simples fracção de tempo tu me passas pela cabeça e nunca tinha acontecido coisa igual. 
Mas nesta noite que perdi por tua causa, tu ausente como sempre da minha vida, eu te pensei num tãoreal, apenas não tocavel. Não senti saudade. Não senti dor. Foi mesmo só tristeza. Simples. Assim como a querer pôr um ponto final parágrafo e travessão numa estória que nem teve começo. Mas na mesma altura eu desejava tudo fosse diferente, claro, solarengo como um dia de sol brilhante na alma e um sorriso na cara. Eu vi o rosto da tristeza, eu senti o salgado sabor duma lágrima e te posso dizer que afinal eu quase senti também um quase amor. 
Me jurei que seria a última noite que eu ia perder por causa de alguém. De manhã, quando for hora de levantar eu vou apagar todos meus pensamentos que tenham a tua imagem, vou rasgar todos os versos apaixonados que te escrevi, vou pintar alegremente o meu estado de espírito. Me jurei. Não o fiz porque quando chegou nessa hora eu não tinha nenhum verso escrito, não tinha nenhum pensamento teu À mão de semear e o estado de espírito não foi encontrado.
Me levantei cansado, continuadamente triste, cinzento apesar do sol brilhante que brilhava em todas as almas que se me cruzaram e então me lembrei que para começar tudo de novo, num novamente sem ti, eu teria que apagar toda a minha adolescência, tinha que mudar a geometria simétrica da minha cidade. Tinha que apagar tantos amigos, conhecidos e outras imagens que tais.
Voltei a jurar-me que te haveria de esquecer, jamais choraria por ti, jamais entristeceria por ti.
Mas se não for a saudade é a tristeza que me leva a sentar na esplanada da Oásis, comer um Rajá ou um pastel de nata e um carioca de limão com triplice seco e ter a vã esperança de um dia tu me olhares e dizeres um simples olá. 


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007