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A Minha Sanzala
recomeça o futuro sem esquecer o passado

24 de abril de 2012

Me sentei a ver o zulmarinho, esse mar que me leva daqui até onde está a minha alma. Amar-te assim é uma prerrogativa amorosa torturante, asfixiante e se calhar até capaz de ser loucamente mortal. Imagino-me, aqui sentado, como terá sido a ansiedade que senti daquela vez que eu abri a porta, após tantos anos, e te dei um beijo. Lembro-me que o cérebro ferveu e o coração fugiu-me assim como o chão onde eu me erguia feito herói. Transpirei num fervilhar de emoções. Já foi tempo a mais de intervalo, mesmo que tenha sido escolha minha deixar a porta fechada e segurando a maçaneta timidamente adio a reabertura.
Será que tenho medo que as minhas bases tremam até ao desabamento do meu pesado corpo?
Será que não consigo cumprir as promessas que fui fazendo?
Aqui sentado, ouvindo o zulmarinho, me encho de perguntas das quais não sei se quero saber a resposta. 
Aqui sentado me esqueço da sensação de queda livre num sonho sonhado em páginas de horas sem fim.
Tudo é real. Tu és real e eu sou fruto imaginário da minha pequena realidade.
Aqui sentado, ouvindo o zulmarinho marulhar contra as pedras que me protegem tenho medo de reabrir a porta. 
As minhas mão estão suadas e o meu coração bate fortemente que nem sei se um dia ele vai aguentar bater tanto assim.
Foste, és e serás minha enquanto eu tiver capacidade de sonhar e de ver através dos meus olhos fechados que estás ali, do outro lado do mar.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007