2 de setembro de 2014

quando

Estendi-me na areia como que a captar todo o sol do mundo e reparei que a gente não se encontrou, acho foi uma colisão de olhares, um acidente sem sentido que deu sentido a tanta coisa.
Quando me sufoco na ansiedade das descobertas que me faço, encontro o teu olhar me sorrindo como se o sorriso fosse uma multidão em rua deserta.
Quando o mar me molha numa distracção momentânea ouço a tua gargalhada feliz como se fosse uma manta a aparecer numa noite fria de inverno.
Quando tropeço na solidão recordo-me das tuas palavras a me encherem de ser eu.



Sanzalando

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