Rádio Portimão
Programas K'arranca às Quartas no Blog
- Programa K'arranca às Quartas
- Programa 21
- Programa 22
- Programa 23
- Programa 24
- Programa 25
- Programa 26
- Programa 27
- Programa 28
- Programa 29
- Programa 30
- Programa 31
- Programa 32
- Programa 33
- Programa 34
- Programa 35
- Programa 36
- Programa 37
- Programa 39
- Programa 40
- Programa 41
- Programa 42
- Programa 43
- Programa 44
- Programa 45
- Programa 46
- Programa 47
- Programa 48
- Programa 49
- Programa 50
- Programa 51
- Programa 52 - ANIVERSÁRIO
- Programa 53
- Programa 54
- Programa 55
- Programa 56
- Programa 57
- Programa 58
- Programa 59
- Programa 60
- Programa 61
- Programa 62
- Programa 63
- Programa 64
- Programa 65
- Programa 66
- Programa 67
- Programa 69
- Programa 70
- Programa 71
- Programa 72
- Programa 73
- Programa 74
- Programa 75
- Programa 76
- Programa 77
- Programa 78
- Programa 79
- Programa 80
- Programa 81
- Programa 82
- Programa 83
- Programa 84
- Programa 86
- Programa 87
- Programa 88
- Programa 89
- Programa 90
- Programa 91
- Programa 92
- Programa 93
- Programa 94
- Programa 95
- Programa 96
- Programa 97
- Programa 98
- Programa 99
- Programa 100
- Programa 101
- Programa 102
- Programa 103
- Programa 104
- Programa 105
- Programa 106
- Programa 107
- Programa 108
- Programa 109
- Programa 110
- Programa 111
- Programa 112
- Programa 113
- Programa 114
- Programa 115
- Programa 116
- Programa 117
Conversas à Mesa
PERTINÊNCIAS - um Programa de Rádio
- Pertinências 1 - Carlos Osório - Roblocks e os seus caminhos
- Pertinências 2 - Diagnóstico Dual - GRATO
- Pertinências 3 - "A Mulher (e as mulheres) segundo Fernando Pessoa"
- Pertinências 4 - Ir a Paris sem sair
- Perinências 5 - Prof. Carlos Fiolhais
- Pertinências 6 - Escritores algarvios
- Pertinências 7 - Equipes de Rua - GRATO
- Pertinências 8 - Rastreio e Prevenção do cancro do colon e recto
- PERTINÊNCIAS 9 - Enredados nas Palavras - Dulce Maria Cardoso
31 de janeiro de 2023
Abecedariamente U - Umbigo
E quando chega ao U salta logo na cabeça o UMBIGO. Tem gente que tem-no tão grande que consegue transformar o azul celeste em cinzento circundante. Tem gente que o tem tão, mas tão grande que se olham para ele se deixam hipnotizar e os olhos ficam assim como ruídos de inveja, de amalgama de turbilhões pensamentos, em nós de severas gentilezas. Tem gente que pensa que o UMBIGO é cérebro e deixam de dar valor ao que está à volta e que o centro é aquela coisa grande que têm no seu próprio vazio. Quem tem Umbigo assim deixa de olhar para o principal e se olha só como que acessório.
30 de janeiro de 2023
Abecedariamente T - Tempo
E se falta tempo a gente escreve sem tempo. O tempo lá fora está amenos pelo que aqui aquecido está-se bem. É tudo uma questão de tempo. Nota se dizes que o tempo passa rápido quer dizer que tens cada vez menos tempo. Paradoxo. Eu já não vou a tempo de mudar a minha personagem. Mas tenho tempo para ter tempo para o tempo que ainda há de vir. Se vier chuva molho-me. Ou não.
Eu sei que tentamos correr contra o tempo mas o passado tempo não nos larga. Sim, eu me lembro que nos velhos tempos, nos tempos que eu era novo, paradoxalmente o tempo era velho e eu novo, os beijos eram bebidas inebriantes, faziam a cabeça andar à roda e o cansaço nunca existia. Agora um beijo é um carinho de bom dia ou até logo. Volta dos tempos que sararam feridas e outras hão de abrir.
29 de janeiro de 2023
Abecedariamente S - Salitre
Vou escolher mais qual letra quando chego no S. Tem tantas que páginas tantas eu me perco. Salitre. Tenho que ir ver no dicionário ou vai só mesmo assim a cru?
Rebuscando imagens e palavras secretas no céu da imaginação, recuando até aos tempos de infância, qual ponto não interessa, jamais me lembraria que já lá tinha salitre. Era nas paredes, era nos tectos e era na cabeça de muitos que até cheirava a mofo. Mas nos sábados de verão, casa arejada e o cheiro desaparecia. O salitre é assim mais como o batom vermelho. Nunca sai de moda e deixa marca na eternidade
27 de janeiro de 2023
Os dois livros estão em Moçâmedes
Com a amabilidade do Manuel José Esteves os meus livros estão na Biblioteca de Moçâmedes
Aquele abraço cidade
Abecedariamente R - Raíz
Que se passa quando quero cortar a raiz ao pensamento. Sai RAIZ. Assim mesmo. Não é âncora nem amarra, é só raiz. E se me pergunto quem sou e quem é a minha sombra eu respondo que sou a substância material que reflete no chão o meu contorno insubstancial de sombra não feita raiz. Coisas simples e honradamente fáceis de decorar.
Na minha raiz está o amor com que comecei o abecedariamente, a criação da minha vida que virá na devida altura. O que sei eu de amor? Seduzo e tenho coração. Não chega? Tenho princípios e raízes. Tenho tudo isso dentro de mim. As minhas raízes são interiores, daí a sua beleza. A chamada beleza interior.
Resisto porque tenho raízes. Não sou fruto da ilusão. Me tira e verás como a minha sombra desaparece também. A sombra não tem raízes.
26 de janeiro de 2023
Alfabeticamente Q - Quartzo
E se penso em Quartzo me lembro logo do primeiro relógio digital. Deixei de ouvir o TIC-TAC e passei apenas a ver uns números que me iam dizer que horas é que eram. Quem foi que inventou que aqueles cristais semitransparentes davam energia aos relógios e parece que às pessoas também. Coisas que me dizem ou vejo por aí. O quartzo verde melhora a saúde, aumenta a energia e fortalece o metabolismo. Quer dizer eu vou virar marciano? Acho mesmo vou me manter no quartzo transparente e dormir uma soneca. Ah, isso é no quarto.
25 de janeiro de 2023
Abecedariamente P - Paciência
Se me ouvires rir não é por maldade é mesmo só por alegria. Eu te ouço, sou todo teus ouvidos, por isso eu nunca iria rir do teu modo agreste, do teu penteado, da tua maneira de dormires, do teu olhar meio feito tolo, da tua dislexia ou da tua maneira sem jeito de zangar. Eu tenho-te PACIÊNCIA e te cuido na melhor forma que sei
24 de janeiro de 2023
Abecedariamente O - Ouvido
E no O parei parei para pensar mas não era P. Ouvida a minha atenção fiquei-me por ouvido. Não o pavilhão, mas na fala que ouvi mesmo que tenha sido em surdina. A bem da verdade é que eu ando escutando-te a toda a hora dentro de mim e no tanto que te tenho para dizer que nem tenho tempo, porque não me o dás. Sabes, devias parar um pouco e ouvir-me. Tenho tanto para dizer-te. Desde as saudades até ao esquecimento há todo um ouvir falar de ti que às vezes parece faltam-me as ditas palavras para te fazer ouvir. Não te quero gritar nem me entendo a fazê-lo. Te gosto muito, te digo em surdina para me ouvires em compreensão.
Sanzalando
23 de janeiro de 2023
Abecedariamente N - Namoro
No princípio até que parece é tudo rosas, as borboletas voam livres e levemente por olhares e sorrisos. Depois falta o manual de instruções e o livro das reclamações. Cada um trás traumas e outras aberrações que um outro não conhece e não tem como ajudar a curar. Paciência. Às vezes esta também falta e os traumas se agravam, as inseguranças se instalam e a crise parte o dia em pedaços de dor, em momentos de tristeza, em angústias. Depois a ansiedade, o livre escape duma troca de olhar, o sorriso, a lágrima. Tudo faz parte do NAMORO. O que começa errado pode continuar erradamente por aí fora.
Imagina tirar a uva do cacho antes de estar madura, não dá para voltar a pôr lá outra vez. Namoro também é assim. Tem o seu tempo.
Ou então, aquela troca de olhar foi tão certeira que até agradece ao absurdo aquela possibilidade de ser feliz. Encontrou a alma gémea, todas as horas são madrugada. Todos os momentos são amor. Demonstre.
Namore.
22 de janeiro de 2023
Abecedariamente M - Maria
Assim num M salta logo à cabeça Maria. Por mais voltas que a cabeça dê pára sempre em MARIA. Nome de santa e de virgem, de criada e submissa, de prostituta e de gente fina que até foi Rainha. Até a radionovela era Simplesmente Maria. Nome que faz parar o trânsito. Nome soberano ou subalterno. Sem meio termo ou diminutivo. Maria. Não tem nem género. E eu não tive Maria. Não houve Maria a me confortar, acariciar ou somente mimar e há tantas Marias na terra.
Avante Maria.
21 de janeiro de 2023
Abecedariamente L - Lambreta
E o João Afonso cantava 'e ia eu na minha lambreta...' e cá o eu se pos a pensar se andasse de lambreta como é que ia ser. Capacete integral com viseira espelhada para ninguém lhe conhecer, cachecol para não arrefecer, luvas e o corpo a parecer ia voar. Os carros passam velozes e não têm tempo quase para desviar quianto mais para acenar. Eu também não ia tirar a mão do guiador com medo de estrambulhar-me no chão. Eu ia sé, por trás da viseira a rir ou sorrir dos coloridos carros que me passam tangentes até eu lhes ultrapassar no cruzamento seguinte, nuns esses que parece sou artista do circo. Eu e a minha lambreta, felizes e contentes neste mundo de estrada stressante. E se estivesse a chover? Ficava em casa a olhar a minha lambreta a brilhar parece é nova.
Afinal de contas não gosto de lambretas... são muito vespas.
20 de janeiro de 2023
Abecedariamente J - Joanete
E quando se chega ao Jota fica a tentação de escrever o próprio nome. Conseguida a fuga a esse desejo se fica a matutar e até curto-circuitar sai na cabeça JOANETE. Nem Joaninha me lembrei. Foi mesmo deformação profissional ou perfeição visual. Aí me veio à cabeça que podia dar umas dicas sobre e enfermidade, mas para isso estão os especialistas, os lideres, a família e o famoso Dr. Google. Joanete dá dor. Analgesia e depois deformação, complexo, psicólogo. Circulo vicioso que até parece o pé dá a volta em si. O psicólogo vai ajudar a olhar os pés e ver ali a coisa mais bonita. O ortopedista vai receitar uns sapatos que feios e incómodos não vais nem comprar. Voltamos ao psicólogo. Entendes que é deformação do corpo. Relativizas. Era pior se fosse uma simples unha encravada.
Sanzalando
18 de janeiro de 2023
17 de janeiro de 2023
Abecedariamente I - Imaculado
Eu leio e sinto-me IMACULADO. Não é o coração de Maria. É eu mesmo. É a capacidade que tenho de me sentir bem, doendo me curando, sabendo que o amar é a perfeição da impureza, o prazer constante do delírio. Não sou Imaculadamente Santo. Sou-o puro, lavado no espírito da minha terrena existência, desajuizado de preconceitos e prévios julgamentos. Sou um Imaculado com pecado, com mácula, porque cada vez que tenho de enfrentar os meus medos não sei como é que vou reagir. Poucas vezes vai tudo pelos ares. Mas bastava ir uma vez e já a mácula ali estava a marcar presença. Mas imaculadamente me sinto uma verdadeira ironia do amor. Eu amo o que faço e quem sou. E amar é inevitavelmente dor, ferida. Como diz a canção, ninguém ama sozinho e o peta maior diz que amar é fogo que arde sem se ver.
Assim Imaculado me deixo ir pelos caminhos da vida que escolhi
Subscrever:
Mensagens (Atom)










