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A Minha Sanzala: sopra o vento
recomeça o futuro sem esquecer o passado

5 de março de 2009

sopra o vento


Sopra vento. O meu cabelo de forma rebelde parece que se quer ir embora da minha cabeça. Lhe tento segurar com ambas mãos. Em vão. A areia mais fina da praia vem direita a mim como que a não querer que eu veja o meu mar. Lhe viro as costas como que a pensar numa melhor estratégia para o poder admirar. Apenas ouço o musicar das suas ondas batidas nas areias grossas que persistem em ficar. Hoje me sinto um analfabeto de alma voltada à vida azul do mar, um impresente acabado do silêncio visual.
Sopra o vento como que a querer que eu dê partida deste meu poiso de admiração.
Ouço o mar e sinto ao longe a melodia duma kianda. Tão longe que eu, com este vento e esta luta para me equilibrar, já não consigo saber se é um chamamento ou mesmo só um ambiente de doçura que me imagino na alma, no coração e na vontade de me iluminar quando me sinto apagado.
Sopra vento e não é de doçura.
Já não sei onde pára o meu cabelo revoltado, já não sei como abrir os olhos e azulmente ouvir o mar. Sinto só que sopra vento e não é bom dia para ver o mar.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007