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A Minha Sanzala: atirado
recomeça o futuro sem esquecer o passado

10 de junho de 2011

atirado

Atirado num canto de vazio como se não soubesse para que lado hei-de ir, sem saber se é difícil ou fácil conseguir, sem me dar conta se sou seguro, possessivo, carente, nostálgico ou apenasmente frio e calculista olho o mar com olhos de quem nada vê, nada quer ver, apenas sentir. Nos raros momentos em que dou por mim, como se acordasse duma letargia moribunda me pergunto se existes ou és fruto sortido e tropical da minha imaginação.
Atirado para um lado dum triângulo desequilibrado, fruto duma paixão que deu num nada, me pergunto se sou assim perfeito ou apenas um pedaço de tristeza materializado em coisa nenhuma que busca-te na memória como que embriagado de ilusão?
Atirado num mar de fantasia, mergulhado em verdades inexistênciais me pergunto se o meu abraço adiado algum dia será perfeito e será dado por ti? 
Atirado para lado nenhum, te observo como quem vê um romper de aurora, um pôr de sol, um entardecer cacimbado, nostálgico e triste, ou um sol de meio dia quente, abafado e irrespirável. 





Sanzalando

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